Saiba tudo sobre as inscrições do Sisu 2017 e descubra como escolher o melhor curso

O Sisu (Sistema de Seleção Unificada) abriu as inscrições para os estudantes que prestaram o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) no ano passado. Para concorrer o aluno não pode ter zerado a redação e notas de outras edições não serão aceitas. As inscrições devem ser feitas até o final do dia da próxima sexta-feira (27) somente pela internet e em qualquer horário.

Os candidatos podem se inscrever em até 2 opções de cursos em universidades ou institutos públicos, tais como federais e estaduais. Para 2017, o número de vagas aumentou: são mais de 218 mil oportunidades. Fora isso, 5 instituições públicas aderiram ao sistema, totalizando 131. Até as 13 horas de ontem (24), o Sisu havia confirmado mais de 773 mil inscritos.

Os interessados devem acessar ao site do Sisu e com o número de inscrição do Enem 2016, escolher, por ordem de preferencia, as 2 opções ofertadas pelas instituições. A nota de corte para cada curso é feita diariamente, dependendo das vagas disponíveis e também das notas dos candidatos inscritos. A atualização é feita uma vez por dia, sempre de madrugada.

Quanto às instituições, cada uma adota uma postura e, por isso, os pesos são diferentes. Isso sem contar que algumas optam por exigir uma nota mínima para a inscrição em determinados cursos. E, ao escolher a vaga, o candidato é avisado se a nota é suficiente ou não para tal curso. Se ele não tiver êxito, poderá optar por outro curso ou outra instituição.

Referente às cotas, algumas instituições disponibilizam suas vagas para essas políticas e quem optar por concorrer nelas, concorrerá apenas com os candidatos da mesma opção. A responsabilidade em certificar os requisitos dessas cotas é inteiramente do candidato e os documentos de comprovação devem ser exigidos no momento da matrícula. As cotas também são válidas para os alunos do ensino público, conforme a Lei de Cotas.

PROPAGANDA

Reprodução: Google

Os alunos que já foram matriculados em outras instituições de ensino superior, mas que fizeram o Enem 2016, também podem participar do Sisu. NO ENTANTO, ele não poderá ser matriculado em 2 instituições, assim, terá que escolher entre uma ou outra, conforme Lei 12.089 de 2009.

E, caso haja empate entre os estudantes que estão concorrendo à uma mesma vaga de uma mesma instituição, o critério usado é o seguinte e na seguinte ordem:

  1. Nota da Redação
  2. Nota da Prova de Linguagens
  3. Nota da Prova de Matemática
  4. Nota da Prova de Ciências
  5. Nota da Prova de Ciências Humanas

Ainda ontem (24) durante a abertura das inscrições alguns candidatos enfrentaram problemas com o servidor do Sisu. E, em nota oficial, o MEC (Ministério da Educação) informou que os problemas enfrentados por alguns candidatos ao acessar o sistema com a mensagem “Inscrição Inválida” já estão sendo solucionados.

O MEC também informou que o sistema está aberto apenas para os candidatos que já concluíram o ensino médio e prestaram o Enem 2016 e, além disso, tiveram nota maior que zero na redação. “Dos mais de 6 milhões que fizeram as provas, aproximadamente 880 mil foram considerados “treineiros” e usaram a prova apenas para auto avaliação. Outra parte, mais de 140 mil candidatos, zeraram a redação e, por isso, não foram incluídos na base”.

Já as inscrições para o ProUni acontecerão na semana que vem, a partir do dia 30 de janeiro. E o Fies terá data de abertura para inscrições em 6 de fevereiro. (Leia Também: ProUni ou Fies – Saiba a diferença entre os dois)

Como Escolher o Melhor Curso

Como visto, os candidatos poderão escolher 2 opções de cursos, no entanto, essa escolha é mais difícil do que parece, afinal, as notas de corte são atualizadas diariamente e a consolidação só acontece no final das inscrições. Será que nota de corte do curso que eu escolhi vai abaixar ou aumentar? Essa pode ser uma das dúvidas. E, aliás, como você definiu o seu curso?

Reprodução: Google

Para responder às essas perguntas, selecionamos algumas estratégias, com o apoio do Guia do Estudante, verifique!

  1. Entrar no último dia de inscrição para consultar as notas de corte e, caso necessário, alterar as opções de curso.
  2. Escolher um curso que você realmente goste de fazer.
  3. Ser realista em relação à escolha do curso.
  4. Se você tem várias opções, evite escolher a mais concorrida.
  5. Escolha conscientemente a segunda opção, ela pode ser decisiva.

As observações quanto à enumeração acima são as seguintes: de nada adianta você escolher um curso só porque ele tem nota de corte baixo. É preciso escolher aquele que você tem afinidade. “Se sua nota for muito menor do que a nota de corte e a concorrência foi muito grande, o ideal é escolher o mesmo curso só que em outra instituição com demanda menor”, afirma o professor Célio Tasinafo, diretor pedagógico da Oficina do Estudante.

Ao passo que antes de se inscrever é preciso analisar se a opção é mesmo válida. “Eu realmente mudaria para lá? Eu iria me adaptar à cidade”? Se a resposta for negativa, é mais proveitoso que você escolha um curso semelhante perto de casa ou espere mais um ano e tente conseguir uma nota melhor.

Ah, e se o assunto for tirar melhor nota, você tem que conhecer as técnicas de memorização. Vamos falar mais sobre isso, nos tópicos abaixo!

Vagas por Estado de Medicina

Medicina é o curso mais buscado pelos estudantes, sem dúvidas. E, por isso também, a nota de corte costuma ser a mais alta. De qualquer forma, vale as orientações citadas acima. Agora, nós selecionamos a quantidade de vaga oferecida pelas universidades através do Sisu para esse curso e divididas pelos Estados brasileiros. Confira!

Reprodução: Google

  • Acre – 40
  • Alagoas – 130
  • Amazonas – 56
  • Amapá – 30
  • Bahia – 337
  • Ceará – 290
  • Distrito Federal – 100
  • Espírito Santo – 80
  • Goiás – 170
  • Maranhão – 100
  • Minas Gerais – 823
  • Mato Grosso do Sul – 168
  • Mato Grosso – 210
  • Pará – 15
  • Paraíba – 195
  • Pernambuco – 405
  • Piauí – 90
  • Paraná – 108
  • Rio de Janeiro – 300
  • Rio Grande do Norte – 240
  • Roraima – 16
  • Rio Grande do Sul – 401
  • Santa Catarina – 30
  • Sergipe – 160
  • São Paulo – 50
  • Tocantins – 80

“Tenho um cronograma de estudo perfeito, mas não consigo ser aprovado na prova da universidade. Por quê?”

Há algum tempo você decidiu que passaria em uma universidade pública das mais concorridas do país e, para isso, fez a matrícula em um cursinho preparatório, investiu toda sua economia nos livros mais conceituados pelo mercado e deixou de passar aqueles que poderiam ser os melhores momentos da sua vida ao lado de pessoas queridas. No entanto, mesmo com um cronograma perfeito, você não teve êxito e não foi aprovado na prova final.

Errou muito nas provas? Saiba como lhe dar com a frustração? 

Se isso aconteceu com você, provavelmente, você deve estar se sentindo muito mal. Pode ser até que esteja com uma dúvida latente na cabeça: “Será que fiz a escolha certa”? Ou, mais do que isso, pode ser que esteja começando a se arrepender desse estilo de vida que escolheu e do tamanho do esforço que teve que dedicar por meses, e, ainda, sem bons retornos.

Então, se você está nessa situação, calma! O 1º passo para ser um bom aluno é ser perseverante. É preciso insistir. Claro que sim. A maior parte das pessoas de sucesso – incluindo aquelas que obtiveram sucesso na faculdade – precisaram tentar novamente. Se puxarmos a lista das pessoas que fracassaram para, logo em seguida, conseguirem o sucesso, podermos escrever um livro, de tão extensa que ela é.

Então, calma!

Reprodução: Google

Você, com certeza, está no caminho certo. Se você tem um cronograma de estudo correto, esse é o caminho. O que você precisa mudar, na maioria das vezes, é o poder de memorização. E, aqui, não é uma questão de acreditar ou não nisso. É uma questão de fazer acontecer. Se você estuda, tem um planejamento e passa o olho por tudo àquilo que vai cair na prova, a falha só pode estar no seu poder de gravar o conteúdo.

3 Dicas para você ter mais Foco nos seus estudos!

A maioria dos especialistas confirma que existe um problema associado ao distúrbio da memória que implica, diretamente, na deficiência do aprendizado. Outros teóricos afirmam que o que falta é o treino da memória. Bom, o fato é que chegamos ao assunto principal deste artigo: a memória, e o poder dela.

No caso de você ainda se descrente desse poder, vamos apresentar uma teoria, criada por Reuven Feurstein, pai da Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural e do Programa de Enriquecimento Instrumental. A ideia é a de que o cérebro tende a colocar ordem onde existe desordem. A estratégia pode ser adotada nos estudos, por exemplo: tente categorizar a informação.

Faz de conta que você tenha que estudar leis, então, pensamos no artigo 22 da Constituição Federal, o qual trata da competência privativa da União. Ao todo são 29 incisos. O conselho é relacionar as matérias e juntar os incisos que tenham relação. Existe também a técnica da lógica associativa, os acrônimos, a lógica associativa da memória. E todos esses recursos podem ser usados para memorizar o conteúdo da sua prova no final do ano.

Quais as dicas para aplicar a memorização durante os estudos?

“O estudante quer absorver todo o conteúdo numa leitura só. A leitura de um texto implica em uma segunda leitura. Essa releitura é que faz o aluno fixar o aprendizado. O erro mais comum é a falta de paciência”, afirma Renato Alves. Segundo ele, o tempo que o estudante esquece a informação que leu é de 3 segundos.

Curso de Memorização do Renato Alves!

Veja no caso de Elyzabeth Caetano, gestora de recursos humanos, que usou os métodos de memorização que ajudaram na hora de realizar a segunda graduação na universidade. “Entrei com duas semanas de atraso e naquela semana havia uma prova de direito previdenciário. Eu não dominava o assunto e tinha uma apostila de 80 páginas para estudar. Aprendi a técnica, e realizei a prova, com sucesso”.

Reprodução: Google

Outra dica é: na hora de estudar, organize o seu local de estudo, que seja limpo e arejado, se possível. Isso auxilia a sua concentração. A garantia do seu bem estar é o próximo passo para assegurar que tudo estará bem no seu processo de memorização. Ouvir músicas clássicas, escolher ambientes claros e outros detalhes como esse são importantes, também.

Por que a memorização pode me ajudar durante a prova?

Porque ela é uma ferramenta que amplia a absorção de informações e faz com que o candidato tenha mais facilidade em fixar o conteúdo. Isso é aprender de verdade cada parte da matéria que deve ser estudada, mesmo porque o exercício mental ajuda na integração dos assuntos que estão presentes na sua mente.

Com um repertório amplificado e a garantia do estudo bem feito, suas chances de passar naquela prova tão difícil se multiplicam. O trabalho de memorização nada mais é do que explorar a sua memória para garantir melhores resultados.

O Desafio do Desenvolvimento da Capacidade de Memorização:

Isso tudo ainda sem contar com o tempo da prova, que normalmente é bastante curto. Em média são 30 minutos apenas para o preenchimento do gabarito e mais outro tanto para a revisão geral da prova. Com isso, dá para notar o quão importante é a memorização.

Ah, vale saber que assim como é possível estimular a memorização também é possível fazer o contrário e de maneira que muitas pessoas nem desconfiam, o que pode acabar por destruir a nossa capacidade de registrar conteúdos. Esses hábitos, que são simples, podem fazer toda a diferença na hora que aparecer aquela questão que você lembra-se de ter estudado, mas não se recorda exatamente o que é. Mas sobre esses hábitos, vamos falar em um próximo artigo.

Para não esquecer:

  • Até 27 de janeiro: período de inscrições
  • 30 de janeiro: 1ªchamada
  • Entre 3 e 7 de fevereiro: matrícula da 1ª chamada
  • Entre 30 de janeiro e 10 de fevereiro: inscrição para a lista de espera
  • A partir de 16 de fevereiro: convocação da lista de espera

Com informações do Guia do Estudante, Agência Brasil e UOL

PROPAGANDA