PROUNI ou FIES? Saiba qual é a diferença entre os dois

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Existe um documento oficial, que mesmo não sendo recente, ainda é muito repercutido nas mídias sociais e em todo o mundo. O artigo chama-se “Educação é a chave para um desenvolvimento duradouro” e foi escrito por integrantes da UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization). Segundo esse artigo, que é de 2011:

“171 milhões de pessoas poderiam sair da pobreza se todos os estudantes de países de baixa renda obtivessem na escola as habilidades básicas de leitura, o que corresponde a uma queda de 12% no número de pessoas que vivem com menos de 1,25 dólar por dia”. Essa ideologia fez parte de um relatório global em incentivo à educação, que contou com a participação de vários países, inclusive, o Brasil.

Agora, se você já concluiu o ensino médio e também acha que a educação é a chave para um futuro melhor, então, saiba que entrar em uma boa universidade é o ponto de partida para alcançar esse objetivo. E é sobre isso que vamos falar no artigo de hoje. O PROUNI e o FIES são considerados, hoje, os melhores programas (ou, pelo menos, os mais democráticos) para os estudantes conseguirem uma oportunidade na Faculdade.

4 Erros Graves no Estudo

Seja com Bolsas integrais ou parciais, ou então, com o financiamento; seja com uma boa nota no Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) ou com a comprovação de uma Renda Salarial Média… As oportunidades estão aí e você só precisa saber aproveitar. Tem interesse em entrar na Escola de Ensino Superior sem pagar nada? Quer uma “ajudinha” para financiar os estudos? Saiba que é possível. Leia esse texto até o final e descubra como!

Vai entrar em uma Faculdade? Faça o Enem

O Enem é uma prova elaborada pelo Ministério da Educação que tem como objetivo central verificar o domínio das competências e habilidades dos estudantes que concluíram o Ensino Médio. Mais do que isso, ele serve como estrutura para o avanço do aluno no Ensino Superior. Os alunos que pretendem ingressar na faculdade através dos programas públicos precisam praticar essa prova.

Tais programas são: Prouni, Fies e também o Sisu. Sobre eles, vamos falar mais adiante. Mas, apenas para que saibam: a escolha de qual programa participar deve levar em conta as suas condições financeiras e o seu desempenho no Enem. O Governo abre as inscrições, em uma sequência lógica, para o que aluno tente uma vaga no Sisu, depois no ProUni e por fim, no Fies.

Reprodução: Google

Antes de prosseguir, temos, infelizmente, uma notícia triste aos estudantes. Em julho do ano passado, o atual presidente Michel Temer, interrompeu a concessão de novas bolsas de intercâmbio internacional para os estudantes de graduação do programa Ciência Sem Fronteira. Além dos 3 citados acima, esse era outro programa público que apoiava os estudantes em busca de pesquisas e conhecimento.

O lado “menos” pior é que, ficou “conversado” entre os governantes que o programa não foi extinto, apenas paralisado para que seja possível criar uma nova modalidade de bolsas no exterior também para os alunos mais carentes do ensino médio e que estudam em escolas públicas. Mas, para tal, será preciso um novo orçamento.

Outro benefício do Enem é a possível emissão do Certificado de Conclusão do Ensino Médio, desde que o aluno tenha feito, ao menos, 450 pontos nas provas objetivas e 500 na redação para receber o diploma do colégio através do exame.

Para fins de conhecimento: o Exame é composto por 4 provas de múltiplas escolhas, com 45 questões cada e uma redação. Normalmente, é realizado em 2 dias. Na última edição (2016), o Enem contou com mais de 9 milhões de inscritos e segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), esse foi o 2º ano com o maior número de inscrições, perdendo apenas para 2014, quando houveram 9,4 milhões de candidaturas.

Leia Também: Os 5 erros mais comuns do Enem e as 10 melhores dicas para tirar nota máxima na redação

Como Entrar na Faculdade através do Enem

Já falamos um pouco disso, mas vamos reforçar e detalhar: as notas do Enem podem ser usadas por quem tem mais de 18 anos e quer obter um diploma de conclusão. E, além disso, outro foco do exame é dar oportunidades para o ingresso na faculdade, do ensino superior. Nessa linha, existem 3 grandes programas atualmente, confiram!

1 – SISU (Sistema de Seleção Unificada)

Várias Universidades optam por usar a nota do Enem como único método de seleção. Existem aquelas ainda que preferem somar essa nota ao seu próprio vestibular. Em números, o Sisu já recebeu a adesão da maioria das universidades e institutos federais, e na última edição, ofereceu mais de 205 mil vagas.

Os candidatos são selecionados através de um sistema online, que tem como base a nota obtida pelo estudante no Enem. Também pelo site é possível acessar às vagas disponíveis, tão bem como as instituições participantes e os cursos. Cada candidato pode optar por até 2 cursos, por ordem de preferência, instituição, local, turno e modalidade.

2 – PROUNI (Programa Universidade para Todos)

É uma bolsa de estudo que varia de 50 à 100% do curso de uma instituição privada do ensino superior. Para concorrer a essa opção, o candidato precisa ter nota mínima de 450 pontos no Enem e não pode ter zerado a prova. Na última edição, foram ofertadas mais de 213 mil bolsas em mais de 1 mil instituições.

Além da nota, também há outras exigências, como, por exemplo, ter feito todo o ensino médio na rede pública ou na rede particular como bolsista integral e não ter diploma do ensino superior. Portadores de necessidades especiais e professores de rede pública também podem se inscrever.

Reprodução: Google

Todos os candidatos devem comprovar renda familiar mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoal, no caso de bolsas integrais e até 3 salários mínimos por pessoa, para as bolsas parciais.

3 – FIES (Financiamento Estudantil)

Como o nome diz: é um financiamento e focado em alunos que concluíram o ensino médio a partir de 2010 e querem entrar em uma universidade. Para tal, também é preciso da nota do Enem, como já sabemos. E, a nova regra é a mesma do PROUNI: tirar mais de 450 pontos no exame e não zerar a redação.

A vantagem, além de ser um financiamento, é que a taxa é considerada baixa: de 6,4% ao ano para todos os cursos. Mas, para tal, é preciso comprovar renda familiar mensal bruta de até 3 salários mínimos. Mudança: Desde janeiro de 2013, não há mais necessidade de apresentar fiador e atestado de idoneidade para o cadastro.

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Detalhe: a cada 3 meses o participante precisará pagar uma taxa de 50 reais que é referente ao pagamento do juros. O prazo para início da amortização da dívida tem carência de 18 meses após a conclusão do curso. O saldo devedor pode ser parcelado em até 3 vezes o período financiado do curso, acrescido de 12 meses.

Pronatec: O que é

Para quem vai ingressar no ensino superior, mas ainda não definiu o curso exato e quer fazer um curso técnico, é possível fazer parte de outro programa público, o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), criado em 2001 pelo Governo Federal. Em 2015, o Pronatec recebeu mais de 1,3 milhão de matrículas.

No foco do programa está a oferta de cursos de educação profissionais de nível médio presencial ou qualificação profissional, melhoria da qualidade do ensino público, ampliação de oportunidades educacionais e estímulo à geração de emprego e renda.

O Pronatec é dividido em 5 iniciativas. Conheça-as:

1 – Expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica

Composta por 38 institutos Federais de Educação, 2 centros Federais de Educação e 24 Escolas Técnicas, além do Colégio Pedro II, o que totaliza 562 campi em funcionamento.

2 – Programa Brasil Profissionalizado

Destinado à ampliação da oferta e fortalecimento da educação profissional integrada ao ensino médio nas redes estaduais. Até o fim de 2015, foram reformadas 342 escolas públicas estaduais aptas a ofertar cursos técnicos integrados.

3 – Rede e-Tec Brasil

Oferece cursos gratuitos técnicos e de qualificação profissional, na modalidade à distância. Participam instituições da Rede Federal e unidades dos Serviços Nacionais de Aprendizagem, tais como o SENAI, SENAC, SENAR, SENAT.

4 – Acordo de Gratuidade com os Serviços Nacionais de Aprendizagem

Aplica recursos ao SENAI E SENAC para apoio em cursos técnicos e de qualificação profissional, com vagas destinadas à pessoas de baixa renda. Em 2014 as instituições atingiram uma alocação de quase 70% da receita líquida dos programas de gratuidade.

5 – Bolsa-Formação

São ofertados cursos técnicos e de formação inicial e continuada ou qualificação profissional que utiliza estruturas já existentes nas redes de educação profissional. São cursos para estudantes do ensino médio, para quem já concluir esse ensino e para jovens e adultos, com cursos de qualificação.

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E o Sisutec?

É uma vaga gratuita em cursos técnicos oferecidos pelas instituições públicas e privadas. Aqui, o candidato também precisa usar a nota do Enem e essas notas serão usadas como classificação entre os concorrentes.

PROUNI e FIES juntos?

Em resumo, você viu até agora que: o PROUNI e o FIES são programas do Governo Federal de acesso ao ensino superior privado. No primeiro, é possível obter bolsas de estudo e no outro, empréstimos à juros baixos para pagar as mensalidades da faculdade privada. Sendo assim, a pergunta que fica é: será possível conseguir fazer parte dos 2 programas? Sim!

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O estudante que conseguiu uma bolsa parcial, ou seja, de 50%, do PROUNI pode usar o financiamento do FIES para pagar a outra metade da faculdade. Essas novas normas foram publicadas no dia 29 de dezembro de 2014 no Diário Oficial da União. Para tanto, é preciso se atentar às novas regras, que passaram a vigorar em 2015:

  1. FIES e PROUNI podem ser requeridos ao mesmo tempo, desde que sejam utilizados para pagar o mesmo curso, na mesma instituição em que o estudante tem a bolsa do PROUNI. A soma dos dois benefícios não pode ser superior ao valor dos encargos educacionais, com desconto.
  2. A faculdade cadastrada para a obtenção da bolsa do PROUNI deve participar também do FIES.

Dados Importantes sobre os Programa Federais de Incentivo à Educação

Segundo informações da Abril, o FIES e o PROUNI financiam os estudos de 1 a cada 3 alunos do ensino superior privado em 18 estados do Brasil. Considerando todos os estados, a proporção de beneficiado é de 30%, sendo 22% apenas do FIES. Os dados são do IDados, instituto de pesquisa educacional que usou como base informações do MEC. Atualmente, dos 5,9 milhões de estudantes do ensino superior particular do país, 2,33 são usuários dos programas.

Acre (74%), Mato Grosso (67%) e Amapá (58%) são os estados com mais proporção de beneficiados. No caso do Fies, cerca de 58% se concentram em 9 cursos, sendo os mais procurados: Enfermagem, Fisioterapia, Engenharia Civil, Psicologia e Direito. E os grandes grupos educacionais são: Estácio, Anhanguera, Unip e Laureate, que representam 30% do total.

Com informações do IG, Folha e MEC

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