10 Técnicas de Memorização para Aprender Mais Fácil e Rapidamente

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Vai dizer que você nunca passou por essa situação: estuda, estuda, estuda o dia todo e quando chega a noite parece que seu estudo não rendeu, absolutamente, nada.

É meio desesperador isso, não é? Se você já passou por essa situação pode ser que você esteja estudando de forma equivocada.

Selecionamos algumas dicas para você fazer sua dedicação ao estudo render, muito, mais.

As orientações aqui prestadas vão te ajudar a aumentar o seu aprendizado, através de pontos importantes e simples: como a concentração e a memorização.

Muitas pessoas são aversivas às essas técnicas, mas simplesmente por não conhecerem o seu efeito positivo e benéfico para os estudos.

Atente-se ao fato de que não estamos falando em enganar o seu cérebro e sim de fazê-lo fixar um pouco mais os conteúdos vistos.

Para otimizar tempo e aumentar a fixação de conteúdo, siga essas dicas a partir de hoje – lembrando que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) acontece em novembro, dos dias 5 e 12.

1 – Ensine Outras Pessoas

Nós não sabemos quem foi que disse isso, mas ele ou ela estava repleto de razão: “A melhor maneira de aprender algo é ensinando a outra pessoa”.

Essa lição modifica, por completo, a sua forma de aprender – óbvio, quem ensina aprende mais porque elas saem da teoria e vão, da melhor forma possível, para a prática.

O grande questionamento desse tema é que as pessoas costumam se sentir envergonhadas a fazerem isso ou, em casos mais raros, são egoístas a ponto de não querer passar o conhecimento adiante, “como se isso fosse minimizar a concorrência pela vaga em disputa”.

Na real, quem age assim só se prejudica, em vários sentidos.

Por exemplo, nós que escrevemos esses artigos, sempre aprendemos algo novo. Mais do que isso, conseguimos memorizar palavras, fórmulas, formatos e tudo passa a funcionar de maneira, quase que, automática.

Se você tem dificuldade em falar em público ou ensinar outras pessoas, tente começar por escrever. Uma ótima alternativa é treinar redações, que são temas opinativos, em boa parte. Também existe a possibilidade de escrever para blogs, sites, entre outros.

Obviamente, conforme pesquisas, quando ensinamos outras pessoas conseguimos verbalizar e raciocinar antes de falar ou ensinar, ajudando no processo de memorização.

Se for possível, vá além: faça mini aulas. Junte os amigos e colegas de turma e estude em grupo, em círculo, comentando e falando sobre temas importantes. Isso tudo pode ser feito em cima de teorias difíceis.

2 – Horário de Maior Produtividade

Todas as pessoas do mundo têm ritmos diferentes de aprendizagem, a maioria aprende mais quando estudam pela manhã, mas nem todas.

O ideal, aqui, é descobrir o seu melhor horário para estudo, período em que dispõe de mais concentração e energia.

Esse ponto é simples, mas importante porque vai te fazer a ter mais facilidade com as teorias, normais e cálculos, o que é um positivo na fixação do conteúdo estudado.

Se durante a manhã você é muito sonolento, esqueça. Procure outro horário – não adianta brigar consigo mesmo.

Claro que sabemos que nem todas as pessoas vão conseguir seguir seus horários prediletos para estudar. Portanto, especificamente para essas pessoas, o mais aconselhável é conseguir manter um hábito e ritmo de estudo – que só é possível com a rotina.

É mais complicado, mas é possível.

Se você ainda não sabe qual o seu  melhor horário para estudar, o jeito certo é fazer isso semanalmente e, ao fim do mês, descobrir qual é ele.

Faça anotações ao perceber quão produtivo é em determinado horário e analise também as distrações, concentração, foco, facilidade de pensar, raciocino lógico, raciocínio rápido, entre outros.

“Existe o número de horas que você pode estudar. Passar muito de 10 horas é loucura. Vai terminar, sendo um tiro no pé”, aconselha Lia.

Reprodução: Google

3 – Faça! Na Prática

Essa aqui é a nossa técnica número 3, mas poderia muito bem ser a número 1.

Afinal, o ápice de quase toda teoria que fala em memorização de conteúdos cita a prática como principal forma de reter conhecimento. Assim, fazer atividade sobre o que você aprendeu vai reforçar, positivamente, a informação que está no seu cérebro.

Se você estuda 5 horas por dia, está ótimo. Mas, diga: quanto desse tempo você dedica à prática de exercícios, questões, simulados, provas anteriores?

Na real, nada adianta estudar muito se você não por a teoria na prática. É como um time de futebol que treina, treina, treina, treina, mas nunca jogo.

Qual a finalidade do treino, nesse caso?

A grande sacada para um aprendizado verdadeiro é a concentração – quando uma pessoa faz uma pergunta à outra, todas as atividades cerebrais se concentram em encontrar a melhor resposta.

Essa é uma arma poderosa a ser usada por todos os estudantes.

Se você ainda tem dúvidas de como pode fazer isso, deixe separadas várias questões sobre o que você está estudando e regularmente veja-as, respondendo-as. Quando estiver acertando muito mais do que errando, obviamente estará no caminho certo.

Se começar a acertar demais, no entanto, vale a pena aumentar o grau de dificuldade das questões, procurando bancas mais difíceis ou questões mais complexas.

4 – Objetivos Definidos

Isso é importante justamente porque ninguém dá a devida atenção: por que você quer aprender? Qual o propósito disso?

– Se você não tem as respostas é óbvio que vai se distrair com facilidade.

Na real, você já passou aquela fase de estudar “simplesmente para passar de ano” ou então “para não tirar nota ruim no boletim escolar”. Esqueça. Se você estuda, você tem que ter motivos reais, verdadeiros, sinceros para conseguir êxito nessa proposta.

E quanto mais particular for esse desejo, maiores as chances dele dar certo.

De verdade, ainda que possa acontecer, dificilmente você conseguirá se manter focado se estiver estudando “apenas” para agradar seu pai ou para ganhar dinheiro no futuro ou para ficar muito rico.

Você tem que ter a ganância mais sincera do seu coração – dar um futuro melhor para a sua família ou sair da pobreza, por exemplo.

O erro de não ter um objetivo definido é determinante na hora de aprender.

Muitos e muitos estudantes se esquecem de traçar a meta final antes de começar a estudar. Se você é um deles, pare tudo que estiver fazendo agora e trace sua meta – “vou estudar para conseguir uma boa média no Enem e entrar na faculdade que eu tanto quero: a USP”. Ok, ponto para você!

Isso aumenta a qualidade do estudo, a perseverança, o foco.

Vamos imaginar assim: seu cérebro é uma máquina que consome muita energia, por isso, toda atividade sem utilidade ou sem recompensa é inútil. Se você não tem objetivo, o cérebro entende que estudar não é útil, logo a concentração em memorização fica distante.

Se você tem o objetivo bem definido, então, seu cérebro entende isso perfeitamente e “fica em alerta, pois está fazendo algo muito importante” – eis que estamos falando do poder de concentração.

Além do seu grande e maior objetivo final, tenha também objetivos menores, semanais ou mensais. Isso te ajuda a aprender mais facilmente. Se for preciso, liste seus objetivos em uma folha de caderno.

5 – Atividades Físicas

Os exercícios físicos, inclusive de baixa intensidade, são essenciais para aliviar a tensão e liberar o que os especialistas chamam de “mente criativa”.

Pesquisadores de British Medical Journal mostraram os efeitos positivos do exercício físico para o cérebro e suas ligações nervosas. Conforme a pesquisa, 40 minutos de atividade todos os dias aumenta significativamente a concentração e o foco mental.

A resposta é no fluxo sanguíneo cerebral.

“Estes resultados fornecem evidências adicionais de que fazendo, pelo menos, 20 minutos de exercícios diários, pouco antes dos testes ou de um discurso, faz com que o desempenho se torne melhor”, afirma o psiquiatra de Harvard Dr. John Ratey.

Contra provas não há argumentos, portanto, pratique exercícios físicos diariamente, mesmo que seja por pouco tempo.

O fato de ir até a padaria a pé buscar o pão ou optar pelas escadas do prédio ao invés do elevador já são mudanças de comportamento significativas. Obviamente que você não tem que ser um atleta se o seu objetivo não for concursos públicos como da Polícia Federal.

Para todos os casos, comece devagar. Um passo curto é muito mais importante do que não dar nenhum passo.

“A Academia salva o concurso público de muitas pessoas. É importante para a preparação. A atividade física descarrega emocionalmente, tira mesmo o estresse e ainda melhora a qualidade do aprendizado porque potencializa o cérebro”, garante Lia Salgado.

Escolha um dia, horário e caminhe. Simples assim.

Seu cérebro fica mais oxigenado e seu aprendizado é melhorado, automaticamente.

“Dá para estudar e trabalhar. O importante é manter o equilíbrio: ter um dia de folga no fim de semana para a pessoa se recuperar, fazer intervalos nos estudos, cuidar do tempo de sono, da alimentação. Isso tudo vai garantir que a pessoa tenha condições de estudar pelo tempo que for necessário, até ser aprovada”, garante a especialista Liga Salgado.

Reprodução: Google

6 – Banhos são Relaxantes

Sim, não é apenas uma questão de higiene pessoal. Tomar banho ajuda a aliviar a tensão, relaxa, torna a mente mais receptiva e ideias e facilita o aprendizado.

E o melhor: não importa se é frio ou quente, fica à gosto do freguês, desde que seja revigorante.

Agora, conforme orientações clínicas médicas existem boas diferentes entre os banhos quentes e os frios, cada um tem sua linha especifica, principalmente se pensarmos no caso de estudantes. Confira.

Banho Frio – É estimulante e revigorante, serve para mudar situações de desânimo ou desmotivação. Um banho frio, na prática, deixa sua mente aberta a pronta para estudar melhor.

Banho Quente – É relaxante, ideal para casos de estresse, onde a mente está inquieta e você não consegue se concentrar nos estudos. Um banho quente ajuda a relaxar e deixar a mente em estado de aprendizado.

O banho quente, como está em pesquisas, está mais relacionado à dopamina, que é liberada. Essa substância é responsável pela sensação de prazer no cérebro e também auxilia no aprendizado e na memorização.

Consideramos assim, o banho quente como uma técnica simples e barata de memorização.

Se nós temos uma dica para este tópico é: tome um banho antes de iniciar os estudos:

  • Se estiver desanimado, sem vontade de estudar, opte pelo banho frio,
  • Se estiver com a mente confusa e sem concentração, o melhor é o banho quente.

Ambos vão te ajudar a começar os estudos com o pé direito e aprender com facilidade, fazendo com que a concentração seja maior e os estudos tenham mais resultado.

7 – Estresse e Estudo

O estresse e o estudo não combinam, de fato. Assim como a depressão, o estresse reduz a capacidade de recordar informações e diminuem o poder da aprendizagem. Além de ser péssimo para o estudo, eles o torna basicamente inútil.

Também conforme pesquisas, um cérebro que está estressado produz o cortisol, uma substância que impede o poder de concentração em qualquer pessoa, obviamente sem que a fixação de conteúdo seja possível.

Essa é uma verdade daquelas que dói, mas vamos lá: se você está estressado, melhor nem começar a sessão de estudos porque só vai perder tempo.

O que fazer? Procure alguma maneira de relaxar a mente e deixe em estado ideal de aprendizado.

Sempre vão ocorrer dias onde o estresse é grande, assim, o mais recomendável é que você opte por descansar bem, não adiantando forçar o cérebro porque isso só aumentará a tensão e a pressão pelos estudos.

A dica? Um chá de camomila costuma cair bem, assim como uma boa noite de sono.

8 – Aprenda a Perder

Na história do futebol brasileiro, nunca um time foi campeão invicto de um campeonato nacional grande, com várias rodadas.

É, praticamente impossível vencer sempre. Nos estudos, vale a mesma regra: não desista de estudar por causa de um dia ruim, seja persistente.

O desânimo e a falta de vontade de estudar nos estudos são as características que mais dificultam o aprendizado dos estudantes e dos concurseiros – isso porque ele tem que ser construído pouco a pouco.

É um passo de cada vez. Ninguém vai aprender todo material do edital em apenas 1 mês.

Um contratempo, um momento de deslize, um dia de confusão… Isso tudo é normal, desde que no dia seguinte você consiga colocar os eixos nos trilhos novamente.

Na prática, se você estiver com dificuldades de estudar todos os dias, o mais recomendável é desenvolver um hábito de estudos, que deve ser seguido firmemente. Com ele, o aluno é capaz de seguir o calendário de estudos, tornando-o mais fácil e mais simples.

Lia Salgado diz que tem muitos candidatos que tem o chamado “melhor dos mundos” – que é quando o aluno pode dedicar a maior parte do dia ao estudo. No entanto, para ela, esse fator isolado não vai conferir em uma aprovação.

“Conheço um monte de candidatos que têm situação similar e escrevem para a gente em desespero, dizendo que não conseguem aproveitar bem o seu tempo”. Para ela, o ideal, nesse caso, é estudar em casa durante o dia e ir par ao cursinho a noite.

9 – Estude em Grupo

Já falamos um pouco disso, mas vale a pena criar um tópico específico para falar do estudo em grupo. Porque, se estudar sozinho não está sendo suficiente para você conseguir se concentrar nos estudos, então, talvez seja hora de pensar no estudo coletivo.

Essa é uma das formas mais antigas de aprender. Quando lidamos com outras pessoas, ao que se crê, com várias didáticas de ensino, o aprendizado torna-se mais facilmente compreendido, combatendo, primordialmente, o tédio.

Claro que estudar sozinho, em alguma parte do campeonato, vai ser necessário. Mas, você não precisa fazer isso corriqueiramente.

Combine com os amigos e os colegas que estão passando por momentos iguais – provas iguais, disciplinas iguais. Estude com eles, troque experiências, dúvidas, fórmulas. O aproveitamento está em quando um ajuda o outro.

No estudo em grupo, é muito importante que todos estejam engajados a entender o conteúdo. Depois disso, tire um tempo para bater um papo livre, falar de atualidades, de termos políticos, sociais, culturais.

Leve em conta que o conhecimento está em toda parte e tire proveito disso.

10 – Escreva Sempre

Essa é uma das técnicas de memorização mais antiga. Tanto é que, mesmo em meio a tanta tecnologia e parafernália, alguns professores exigem “a entrega do trabalho manuscrito”.

Isso porque eles sabem que quando o aluno escreve, ainda que seja uma cópia, ele precisa se concentrar naquilo.

Essa concentração é importante para a fixação de conteúdo.

A dica é: transcreva o que aprendeu em suas próprias palavras, isso ajuda a personalizar o conteúdo e aprender muito mais.

Judy Willis é neurologista e mantém esse mesmo ponto de vista – para ela, a escrita desenvolve a criatividade e a expressão pessoal. Ambas atuam diretamente no raciocínio lógico.

Ela também fala sobre o fato de “escrever envolve o cérebro” e quanto mais áreas envolvida na aprendizagem, mais facilmente acontece o processo de memorização.

Portanto, escreva, escreva, escreva tudo o que puder. Para isso, saiba que o estudo não precisa ser monótono, o estudante pode usar mapas mentais, grifos, anotações em livros, resumos, anotações em folhas separadas, flash cards, lápis, caneta, canetinhas, etc.

O fato é que quanto mais escrever, mais fácil o estudo ficará.

Conclusão Final

Fica muito claro, assim sendo, que memorizar conteúdos é muito importante para quem quer fazer uma boa prova, seja ela qual for.

Também fica expresso que esse processo de memorização é muito mais fácil do que muitos imaginam – não precisa mais do que dedicação e o uso constante de algumas técnicas.

Essas técnicas estão acessíveis a todos os estudantes, pena que nem todos as conhecem.

Renato Alves é um mestre no assunto e ele gravou um recado muito curto que fala sobre esse assunto. Ele cita, inclusive, alguns erros comuns na vida dos estudantes, confira:

Assim sendo, ainda que use todas as técnicas de memorização existentes, o aluno também precisa por em prática o que aprendeu. Escolha as melhores técnicas para o seu perfil de estudo e comece aplicar agora mesmo.

Leia Também: Gramática Fácil para Concurso – Para quem tem POUCO tempo para estudar

Em quase todos os concursos caem, com muita ênfase, o português. Se por um lado, você já sabe que o Direito Previdenciário vai cair no INSS e que Estatísticas e Geografia vai estar no INSS, tem que saber que o português estará também neles todos.

É fundamental o estudante focar em conhecimentos específicos da sua prova, porém, inevitável saber tudo de português. Tanto é que especialistas indicam sempre estudar essa disciplina antes de o edital ser lançado, já que é certeza que ela vai estar descrita lá.

Por outro lado, algumas pesquisas apontam que 1 em 4 brasileiros são analfabetos funcionais, ou seja, embora saibam de forma simples o funcionamento da leitura, eles não conseguem escrever nem interpretar textos de forma adequada.

Em 2015, por exemplo, quase 9% da população nacional acima de 15 anos era considerada completamente analfabeta.

A explicação mais óbvia tem a ver com a disciplina do português, que não foi aprendida corretamente.

Claramente, quem consegue ir bem nesse quesito sai na frente de todos os concorrentes diretos à vaga. Até mesmo em um vestibular disputado, como é o ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio.

Ainda pensando nisso, as pessoas costumam se perguntar:

  • “Será que a prova de português deve mesmo tomar tanta atenção do estudante”?

Sim, a resposta é sim.

Confira alguns dos motivos mais óbvios.

– Na prova do IBGE, o português é critério de desempate em alguns cargos,

– Todo concurso público insere questões de português,

– No concurso da Caixa Econômica Federal, o português tem maior peso,

– No concurso dos Correios, a nota do português é critério de desempate,

– Em concursos da Polícia FederalBanco do Brasil e INSS, o português tem maior número de questões em toda a prova.

Definitivamente, o a língua portuguesa é importante para quem vai prestar concursos públicos. Se você ainda tem dúvidas, procure o edital anterior da sua prova e confira.

Com informações do estudareaprender e G1

10 Técnicas de Memorização para Aprender Mais Fácil e Rapidamente
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