13 Passos para Estudar para Concurso Público antes da Publicação do Edital?

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Normalmente, o prazo entre a publicação do edital do concurso público e a data de aplicação das provas é curto, variando de 45 a 90 dias. O que se conclui que as preparações ao programa e quantidade de disciplinas exigidas ficam restritas de forma temporal.

Neste artigo, fizemos uma seleção importante dos pontos que precisam ser levados em conta na hora de estudar para concurso público antes mesmo do lançamento do edital.

1 – Ter Disciplina nos Estudos

“Manter-se focado e preocupado em abordar todo o programa é essencial”, diz Vítor Souza, que é professor de Direito para Concursos Públicos.

“Primeiro é se organizar. É o candidato prepara seu cronograma e dedicar algumas horas durante o dia para treinar mesmo, exercitar. Fazer o máximo de questões de concursos que o candidato puder”, avalia Ana Paula, que é professora de Língua Portuguesa.

Para ela, o cronograma deve incluir também motivação, que evita que o aluno procrastine, com uma rotina ocupada com atividades familiares ou pessoais.

2 – Saber Escolher as Matérias Certas

Normalmente, ninguém sabe alguns períodos importantes dos concursos públicos:

  • A época das matérias,
  • Os programas que serão abordados,
  • Os próximos concursos públicos da área.

Diferente das provas de vestibulares, como do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), não há uma previsão certeira e tudo vai depender de especulações e alterações.

De forma geral, são os chefes dos executivos que determinam o número de vagas e autoriza a realização de concursos púbicos, conforme as necessidades e o orçamento financeiro disponível.

Além disso, ninguém sabe se o conteúdo do último concurso público realizado será o mesmo do novo, no entanto, todo estudo que começa antes do lançamento do edital deve considerar isso porque é o que normalmente acontece.

São raros os concursos que alteram consideravelmente as matérias cobradas para cada função ou cargo – levando em conta que o perfil quase sempre é o mesmo.

O que vai mudar são as atualizações das leis ou dos códigos, que são eventuais e não, necessariamente, o estudo delas.

Assim, conclui-se que todo candidato que vai começar a estudar antes do lançamento edital deve começar pelas matérias básicas, que são aquelas que corriqueiramente caem nos concursos, como português, matemática, tecnologias.

Por outro lado, deve-se evitar estudar matérias específicas de poucos concursos ou matérias que podem sofrer atualizações de forma constante, como a legislação.

Para você se localizar um pouco melhor nesse contexto, selecionamos algumas dicas de concursos anteriores e as possíveis matérias.

Matérias Básicas para Concursos Públicos da Área Fiscal

Português, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Tributário, Matemática Financeira, Contabilidade, Estatística, Economia, Inglês e Informática.

Matérias Básicas para Concursos Públicos da Polícia Federal

Português, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Penal, Direito Processual Penal, Matemática Financeira, Contabilidade, Economia, Administração, Redação e Informática.

Matérias Básicas para Concursos Públicos da Área dos Tribunais

Português, Matemática, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Penal, Direito Processual Penal e Direito Processo Civil.

Matérias Básicas para Concursos Públicos da Polícia Civil

Português, Raciocínio Lógico, Matemática, História, Geografia, Atualidades e Informática.

3 – Ter Poder de Concentração

Sem ela é impossível ter um bom rendimento no estudo.

“Se a cada distração o concurseiro emendar outra atividade e for deixando o estudo de lado, o dia vai ter acabado sem que ele tenha conseguido rever a matéria satisfatoriamente”, avisa William.

Se isso acontecer, o aluno sempre vai se cobrar um preço no dia seguinte – já que o estudo acumulado pode gerar uma somatória de fatores psicológicos e emocionais, como a ansiedade.

4 – Saber Escolher os Melhores Métodos de Estudo

Para William Douglas, junto com a técnica, o método também é essencial.

“O ideal é que o candidato desenvolva suas próprias técnicas após ter analisado as que estão disponíveis e são recomendadas”, afirma.

Assim, ele diz que à essa situação, dá-se o nome de personalização. Logo, quanto mais personalizado é o estudo, melhores e mais rápidos são os resultados.

“Ter um método ajuda o estudo a ser mais eficiente e, consequentemente, mais ágil. Ou seja, mais conhecimento em menos tempo”, finaliza o pensamento.

5 – Atentar-se ao Ambiente de Estudo

Ter um ambiente adequado para estudar é um grande diferencial para conseguir o mínimo que é exigido para um estudo levado à sério e que visa bons resultados.

6 – Estudar à Distância Pode Dar Certo?

Lia Salgado é especialista em Concursos Públicos e fala sobre o medo que certas pessoas têm na hora de estudar sozinho, em casa, por vídeos.

“É possível estudar sozinho e muitos candidatos foram aprovados (em concursos top) sem nunca ter pisado num curso preparatório”.

Ela diz que a maior parte das pessoas que começa a pensar em concurso público não sabe por onde começar devido ao grande número de caminhos que existem na atualidade para chegar à esse sucesso profissional.

  • É mesmo necessário entrar em um curso preparatório?
  • Posso estudar por apostilas?
  • O curso online tem a mesma validade do presencial?
  • Estudar com colegas é interessante?
  • Preciso ter um consultor?
  • Posso estudar sozinho?

“Em primeiro lugar, não há jeito certo ou errado. O mais importante é o que funciona para cada um. Como as pessoas têm diferentes perfis, diferentes métodos podem ser adequados”, ela garante.

“Além disso, muitos deles podem ser conjugados, simultaneamente ou em etapas diferentes da preparação, conforme o candidato for ficando mais maduro e autossuficiente”, ela complementa.

Para ela, quem estuda sozinho precisa ter um perfil especifico, de uma pessoa que tenha disciplina e determinação para vencer as dificuldades.

“Normalmente, são pessoas que, em algum momento de sua vida escolar, já fizeram concursos e têm o costume de enfrentar grandes quantidades de conteúdos novos sem a ajuda de um professor”.

Sobre os Cursos Online ou as Vídeoaulas, a Salgado diz que eles estão sendo cada vez mais difundidos e “tem a mesma qualidade dos cursos presenciais”. Além disso, ela cita algumas vantagens:

  • Evitam o deslocamento do aluno (Ganho em Custo e em Segurança),
  • Podem ser assistidos em qualquer horário e repetidas vezes.

“São a solução para quem está longe de um grande centro e não tem curso preparatório de qualidade na redondeza. Também funciona para quem tem horário de trabalho irregular ou em escala, o que dificulta acompanhar o curso presencial”.

Por fim, a especialista dá duas dicas de ouro:

– “É preciso ter disciplina. Uma sugestão é marcar dias e hora para as aulas, de acordo com a rotina do aluno para ter maior proveito”.

– “É importante fazer anotações como se estivesse em uma sala de aula, para depois preparar um bom material de revisões”.

7 – Nunca Perder a Motivação

É o item mais importante, para Douglas. “Ter motivação é a diferença entre percorrer aquela milha extra no estudo ou fazer só o mínimo necessário”, diz.

É a motivação que vai fazer o concurseiro abrir mão de parte do lazer, dos muitos amigos que tem e das atividades corriqueiras. A motivação reduz a ansiedade também, e aumenta a produtividade.

“O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo”, Winston Churchill.

Você já tem um objetivo e isso é fundamentalmente importante. Ótimo. Mas, diga-me: para que você quer passar no concurso público da Polícia Federal neste ano? Definir os motivos que te leva a estudar é um peso que precisa ser somado positivamente.

A pergunta é muito importante no que diz respeito à motivação. Quer ver só?

“Quero passar no concurso público para conseguir dar uma vida melhor e mais segura aos meus filhos, que atualmente estão em fase de desenvolvimento, partindo para a adolescência”.

Isso é bastante convincente, não é? Afinal, quem não quer dar uma vida melhor aos filhos?

E agora, vendo os filhos passaram dificuldades e sabendo que o concurso público poderia gerar resultados diferentes à ele, será que um pai de família não tem motivos suficientes para levar o estudo à sério?

Isso é motivação!

Ou seja, motivação nada mais é do que ter motivos suficientes para conseguir fazer algo ou alcançar um objetivo.

.Ah, você sabe, né, tudo na vida tem um preço. Estudar não é tarefa fácil, não mesmo. Mas, se feito com dedicação e motivação, o resultado logo aparece.

O importante, neste tópico, é observar o quanto é preciso ter motivação para continuar nos estudos, porque ele é cíclico.

O estudante não vai lidar com os números e as letras apenas algumas semanas, alguns dias, algumas horas.

É ao contrário – o estudo é contínuo.

Quando mais estudar, mais o aluno tem que lidar com o estudo. E não estamos falando apenas em disciplinas de editais porque a “atualidade” é inconstante.

Se você acha que melhorar a vida dos filhos não é motivo suficiente, encontre outros que seja. Porque isso é realmente importante para o seu sucesso, que passa, obviamente, pela facilidade em lidar com o estudo.

Estude fácil, estude simples e motive-se a cada dia.

Antes de terminar esse tópico, vale também um adendo: segurança e estabilidade são ótimos motivos para se prestar um concurso público, mas existem muitos outros por trás desse desejo implantado na nossa sociedade.

Se você ainda não conseguiu encontrar sua motivação, veja o vídeo abaixo:

8 – Ter Muita Qualidade do Estudo

Douglas fala que a qualidade do estudo é sempre o mais importante. E isso é importante para quando formos falar das situações especiais.

“Em vez de perguntar o quanto deve estudar, se questione sobre o que deve fazer para aprimorar e otimizar o tempo destinado ao estudo. Quem se preocupa apenas com quantas horas, esquece do desperdício de tempo de estudo por causa de sua baixa qualidade”.

Para outro especialista, Waldir Santos, isso envolve a lei do menor esforço e a busca pela melhor relação entre o custo/benefício.

“O compromisso com a aprovação deve ser, mais do que qualquer outra pessoa, do candidato. Ele será o maior beneficiado com a aprovação e por isso deve ter em mente a busca pelo aperfeiçoamento”.

Para ele, o número ideal de horas de estudos é o máximo que você puder, levando em conta que quanto maior a dedicação mais rapidamente ocorrerá a aprovação.

“À medida que você vai fazendo provas e vendo que poderia acertar mais com um pouco mais de estudo, a preparação vai se tornando um processo cada vez mais estimulando e até prazeroso, de maneira que você deixará de pensar em falsas comodidades”, avisa.

9 – Observar as Bancas Examinadoras

Elas são as responsáveis pela elaboração, divulgação e organização do concurso público.

Normalmente, é composta por professores permanentes ou contratam alguns especificamente para a elaboração das questões das provas.

No país existem várias bancas e, por isso, é tão importante conhecer cada uma delas, conforme o concurso a ser prestado. Se você já sabe qual é a sua prova, confira abaixo as informações preliminares de cada uma delas.

Quanto à criação das provas dos concursos públicos, o órgão passa à banca organizadora o perfil do candidato desejado e com esse limite de proficiência mínimo estabelecido, caberá a banca desenhar o processo de forma eficiente.

Quanto maior é o processo, menor é o risco de alguém não ter as habilidades necessárias e exigidas. Ao menos, na teoria.

Assim, por mais rigorosa que seja a avaliação, sempre o candidato vai ter chances estatísticas de passar e outros de não serem aprovados, por inaptidão.

Para ir um pouco mais além, e falando em termos informais, algumas pesquisas indicam que, na média, a cada 20 concursos públicos, existe 1 sortudo dentro todas as vagas, ou seja, alguém que passou “por sorte”.

Esse número representa uma porcentagem de 0,05%. Mas, isso não quer dizer que ele não sabia nada, mas que tinha o mínimo para ter sucesso.

Portanto, a outra grande parte, que á maior parte, representa as pessoas que estudaram muito, inclusive, buscaram conhecimentos sobre as bancas.

10 – Conhecer as Técnicas Certas para os Concursos Públicos

Casos comuns mostram que muitas pessoas estudam muito todos os dias, mas não conseguem uma boa colocação na prova final. Obviamente, ainda que estudem por muito tempo, essas pessoas não tem evoluções significativas de desempenho.

A mudança tem que começar com a utilização de técnicas certas e que vão atuar diretamente na performance do estudante.

Quanto tempo do seu estudo você passa respondendo questões? Essa, com certeza, é uma das melhores técnicas de estudo porque só assim será possível conhecer o progresso no entendimento da matéria.

A partir disso, você pode criar outras técnicas que vão de acordo com o seu perfil – por exemplo, descubra as questões que errou e crie mapas mentais sobre elas, para fortalecer o seu entendimento e aumentar o seu poder de fixação do conteúdo.

Lá na frente, quanto tiver muitos mapas mentais, opte por fazer revisões conforme as prioridades.

Isso tudo são técnicas de estudo excelentes e que aumentam a qualidade do seu estudo.

A ciência já tem comprovado, há algum tempo, que o nosso cérebro precisa de informações “fora do comum” para armazenar conteúdos. Por isso, um mapa mental costuma dar tão certo, assim como flash cards, entre outras técnicas.

Ao invés de se preocupar em recuperar informações da leitura de longos textos, que são monocromáticos, o seu cérebro vai visualizar melhor se você marcar com cores diferentes os trechos importantes – isso é a revisão, o resumo, a resenha e pode ser aplicado em qualquer área do estudo.

11 – Focalizar o Ritmo do Estudo

Em quase todos os sites e informativos de concursos públicos, tem uma máxima comparação que diz que estudar para o concurso público é exatamente parecido com o fato de treinar para correr em uma maratona.

Assim, o começo sempre é mais lento, porém, o ritmo tem que ser contínuo.

O ritmo lento do qual falamos refere-se à adaptação do estudante à nova rotina, que tem que ser de estudos. Assim, a organização a vida e os primeiros contatos com as matérias são feitos de forma calma.

Mas, com o tempo, o ritmo deve ser acelerado, para que o estudo ganhe “corpo”, como dizem os especialistas.

Só com o ritmo mais forte é possível encontrar os melhores resultados.

A reação é totalmente positiva principalmente porque realimenta a motivação para manter os estudos em dia, passo a passo. Já o inverso – manter-se sempre em ritmo lento – pode te fazer desanimar rapidamente sem que dê importância para o resultado final.

Todo esforço sem resultado leva à decepção. Portanto, leve o estudo à sério, sempre.

Agora, ao se falar desse “turbo” que você dará no final, temos que levar em conta que ele é necessário a partir das técnicas já citadas – como a de revisão. Por isso é que os especialistas recomenda deixar o momento da publicação do edital até a data da prova para revisar aquilo que você já viu.

Normalmente, as revisões são rápidas e objetivas, sempre focadas em resultados.

Reprodução: Google

12 – Conhecer a sua Prova e a Sua Área

Um dos erros mais comuns na vida dos concurseiros é querer fazer a prova sempre ao se lembrar do assunto quando veem um edital lançado. A pessoa nem se importa com o cargo e as funções e pensa logo no salário. “Vou prestar, vai que dá certo”.

É um erro praticamente fatal.

Se você não viu o mínimo de cada conteúdo que foi proposto no edital, melhor nem prestar a prova. Os dois ou três meses que antecedem a prova é usado apenas para ajustes finais e quem não o faz assim, fica com poucas chances de sucesso.

Também tem pessoas que estudam muito e quando veem o edital, desistem. Esse também é um erro, já que, mesmo que o problema aconteça, ele não deve ser um impedimento para a pessoa desistir de todo o projeto.

É o que os professores chamam de “autossabotagem”.

Veja, quanto à área vale a mesma dica – aqueles que ficam trocando de áreas constantemente, não conseguem focar em um único proposito de estudo. Isso desmotiva qualquer candidato, a ponto de não serem aprovados.

Conhecer a sua prova e a sua área te dá segurança para o dia da prova e isso é essencial na hora de controlar fatores emocionais, como na distribuição de tempo ou da leitura dos enunciados, por exemplo.

“A preparação para concurso é similar a preparação de um atleta. O ritmo é construído com o tempo e com a continuidade. Ainda assim, há períodos em que o candidato está mais comprometido e outros em que fatores diversos interferem no cumprimento do plano. O importante é seguir sempre, em maior ou menor ritmo”, diz Lia.

13 – Avaliar o Próprio Desempenho

O resultado de uma prova, quando não é satisfatório, não garantira uma vaga na seleção final. No entanto, o aluno terá, na pior da hipótese, a chance de fazer uma auto avaliação, notificando quais as disciplinas em que foi bem e quais precisarão de correção.

No mundo dos concursos públicos, uma grande ilusão é achar que um resultado de 50% ou 60% da prova é bom ou satisfatório. Na real, não é. Esse percentual, de forma geral, deixa o estudante no nível médio da maior parte das listas.

Claramente, tudo é uma questão de percentuais e probabilidades, que vai depender de qual concursos e quantos candidatos terão na mesma situação que você.

Se a dificuldade for muito grande, vale a pena estudar novamente o tema e a teoria, com apoios técnicos e humanos.

Já quanto aos pontos fortes, os acertos, também devem ser continuadamente estudados, porém, em níveis mais maleáveis, em forma de revisão, a ponto de não cair no esquecimento.

“Há situações em que o candidato está motivado e percebe que teria condições de estudar por mais tempo do que o estabelecido. Se isso acontecer regularmente, talvez seja o momento de aumentar um pouco o período de estudo no quadro de horários”, afirma Lia.

Com informações do tudosbreconcursos

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