A Memória é a Melhor Estratégia para o Aluno Aprender – 13 Truques Rápidos

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Muitos e muitos cientistas têm estudado o poder da memória ao longo dos anos – e, em quase todos, a afirmação é a de que os alunos conseguem potencializar o aprendizado a partir da recuperação a memória e do que foi ensinado.

Alan Baddeley, por exemplo, é um dos maiores especialistas no assunto, tanto é que lançou o livro “Memória”.

Nele, ele conta que o homem sobreviveu graças a aprendizagem – se assim não fosse, não teríamos a linguagem, as ferramentas complexas, o transporte e tudo mais que nos faz viver em sociedade, contou.

A Rotina Escolar

Também conforme as pesquisas, a forma como aprendemos impacta de forma direta o tipo de memória na qual o ensinamento foi armazenado – os conteúdos não ficam na memória de longa duração porque os alunos sabem que isso só será cobrado na prova e não naquilo que será útil no futuro.

Após a prova, a impressão é que nunca mais os conteúdos serão usados. “Eu nunca vou usar isso na minha vida” – essa é uma das expressões mais usadas pelos estudantes novatos, que enfrentam o ensino fundamental ou médio.

O tempo usado também é importante, a se considerar ainda a qualidade do conteúdo estudado. Conforme estudos, os testes têm eficiência na aprendizagem já que dão um feedback para evitar novos erros.

  • Na escola, os professores dão feedback?
  • Há oportunidade para os alunos refazerem as provas?
  • Os alunos refazem isso com a intenção de aprender assuntos novos?

Se em algum caso, a resposta for negativa, então, as escolas precisarão rever seus conceitos educacionais – o professor precisa trabalhar com erros e revê-los, para que isso não prejudique a memória e a aprendizagem.

O que Fica Guardado na Memória?

Quando o assunto é memória e aprendizagem, temos que falar dos motivos que nos levam a memorizar alguns conteúdos e outros, não.

Você já ouviu que o cérebro é uma esponja que absorve informações, certo? Mas, os mais novos cientistas, o comparam com uma peneira, onde a maior parte das informações sensoriais que recebemos é rejeitada quase que instantaneamente.

Essa filtragem feita pelo cérebro tem a ver com o valor funcional do ser humano para a sobrevivência – de que adiantaria guardar a sensação de uma roupa no corpo ou da tecla do computador no dedo?

Mas, o que então influencia o cérebro?

Uma das respostas é o hábito – o cérebro acostuma-se ao estímulo e começa a ignorá-lo, além de que quando há dois estímulos a atenção fica mais intensa.

O professor pode se beneficiar disso usando estratégias diferentes e estímulos diferentes para ensinar cada conteúdo.

O Significado para Garantir a Aprendizagem

A memória tem limitações de capacidade, isso é sabido. Obviamente, se nosso cérebro começasse a julgar todas as informações importantes, ele ficaria sobrecarregado que não seríamos capazes de tomar decisões essenciais para a nossa sobrevivência.

O filtro é essencial, importante e selecionado por estímulos sensoriais, que recebemos e armazenamos os mais significativos pertinentes.

A forma mais prática de fazer a informação se tornar significativa é associando um novo conceito a ela – como um conceito familiar. O aluno pode fazer isso através de analogias e metáforas, por exemplo.

A aprendizagem tem a ver com a relação de uma informação com as experiências anteriores, aumentando as conexões neuronais e a retenção do conteúdo.

Existem algumas técnicas para nunca se esquecer de nada, que são feitas com técnicas para treino da memória. Uma delas é relacionar o que você quer lembrar com algum lugar. Outra é agrupar informações importantes em uma sequencia temporal, com começo, meio e fim.

“A memória é como uma caderneta de poupança, ou seja, se você quiser ter um bom capital no final da sua vida, tem que poupar desde cedo. Portanto, para ter uma boa memória na velhice é preciso se preocupar desde cedo”, garante Mauro Oliveira.

“Concentre-se no que realmente é importante. Não permita que outro pensamento ocupe sua mente enquanto você estiver realizando uma tarefa. As pessoas antenadas tem mais facilidade de guardar os fatos importantes apenas se estiverem atentas à tal tarefa”, reflete.

Confira algumas dicas do especialista Mauro Oliveira para nunca se esquecer das coisas.

Atenção: “Preste atenção às informações que recebe. Caso contrário, os mecanismos naturais de fixação não vão funcionar”,

Atividades: “Pratique atividades que exijam concentração e raciocínio. Ao ler, por exemplo, você trabalha os sistemas visual e verbal. Isso significa que um bom livro pode ajudar a se recordar não só de tudo que ouve, como tudo que vê”,

Lógica: “Tente manter a lógica em suas tarefas diárias, procurando organizá-las de acordo com critérios de prioridade. E lembre-se: nem tudo deve ser prioridade em seu dia a dia”,

Estresse: “Reduza o Estresse com técnicas de relaxamento e exercícios físicos regulares. Caminhadas diárias retardam o envelhecimento do cérebro, pois liberam endorfina”,

Agenda: “Anote e abuse da agenda. Assim, você pode arquivar números, datas e compromissos diários sem ter que desperdiçar espaço no seu computador cerebral”.

Vamos destacar aqui também 2 métodos que tem destaque quando o assunto é memorização e que foram bem explicados pela revista Exame.

Mas, vamos falar de forma resumida, se você quiser saber mais sobre eles e sobre as técnicas de memorizaçãoclique aqui.

Reprodução: Google

Guia Rápido para Aprender com o Uso da Memória

Marilee Sprenger é uma especialista no assunto e recomenda algumas dicas rápidas, confira.

Atingir

Tem relação com envolver os alunos em todo processo de aprendizagem, tornando-os protagonistas do ensino.

Basear a aprendizagem apenas em problemas e usar as estratégias colaborativas e cooperativas é necessário desde que se considera a atenção, os estilos, a motivação e o significado, além de usar os estímulos sensoriais.

Refletir

O ideal é dar tempo aos alunos para relacionar o novo aprendizado com o que já foi aprendido anteriormente – recomenda-se deixar o aluno participar das aulas, contando suas próprias histórias.

Para isso, existem estratégias que garantem o bom relacionamento entre eles, com conceitos e conhecimento prévio.

Recodificar

O processo de recodificação é um passo importante para os alunos que querem se apropriar de informações.

A ideia é fazer resenhas, resumos, anotações, mapas conceituais (ou mapas mentais), desenhos, esquemas e tudo mais que designe ao aspecto de imagem sobre o que foi visto.

O registro personalizado desencadeia um melhor entendimento.

Reforçar

Depois de recodificar, é possível aprender através do erro, com os feedbacks – momento em que os conceitos serão aperfeiçoados. Essa é uma fase que dá ao professor a chance de ajustar as concepções e ao aluno, a chance de armazenar isso na memória de longo prazo.

Treinar

O treino pode ser feito de diversas formas – como a análise, a prática mental, os pares educativos, a personalização, a dança, poemas e todo processo criativo que envolve estratégias.

O treinamento é a oportunidade que todos têm de usar e avaliar a própria aprendizagem – o treinamento consolida a retenção do conceito na memória de longa duração.

Rever

A revisão é fundamental para resgatar a informação da memória de longa duração e manipular a memória de trabalho. Ela pode ser feita individualmente ou em grupos, sendo que existem várias formas de fazer.

Recuperar

A avalição pode afetar a facilidade ou dificuldade de recuperar algumas informações armazenadas – o processo é feito por técnicas especificas.

Por exemplo, o estresse pode inibir a capacidade de acesso à memória – logo, algumas técnicas podem ser usadas para preparar o aluno para manter a calma.

13 Truques Rápidos para a Memória

Sabendo disso tudo, vamos imaginar a possibilidade de memorizar cartas de um baralho colocadas de forma aleatória em noventa segundos. Ou, se não, uma sequência número com mais de 100 dígitos em menos de 5 minutos. Isso é possível?

A ciência tem provado que sim…

Chester Santos, por exemplo, conseguiu fazer isso com alguns truques, os quais foram revelados posteriormente. Tudo se baseou em treinos para lembrar-se das coisas. Confira algumas dicas rápidas e fáceis.

1 – O Truque da Repetição

Quem tem experiência de lembrar-se facilmente um movimento de dança, de jogados de esporte ou de alguma direção, sabe que isso é fácil quando se faz a mesma coisa repetidas vezes.

O motivo é totalmente químico. A partir de quando criamos um hábito, um novo cabeamento neuronal é ativado. Por isso, é muito comum que as pessoas errem o caminho do dentista ao fazer o trajeto do trabalho.

Não é questão de ser obcecado, mas a repetição provoca um novo sulco na memória. Portanto, se você quer aprender algo novo, o primeiro ponto é repetir, repetir, repetir e ter muita paciência para continuar repetindo.

2 – O Truque da Associação

Conforme Chester Santos, esse é o seu truque número 1 – quando memoriza uma lista de nomes, ao invés de fixar nas palavras, ele cria uma história que ajuda a lembrar dela.

Por exemplo, ao ler “macaco”, “pesos” e “casas”, ele faria uma associação com uma história do tipo “o macaco está levantando pesos em uma casa”.

Isso se chama associação de palavras e pode ser usada no dia a dia, assim como nos estudos, de várias maneiras. O truque é exatamente o de associar o nome há algo que você conheça e dê sentido em uma história.

3 – O Truque da Ressonância Emocional

Você se lembra do que estava fazendo quando recebeu a notícia do dia 11 de setembro? Provavelmente sim. Isso se deve ao fato de que a notícia foi muito surpreendente ou o momento muito prazeroso.

O motivo que explica tal comportamento é a amígdala, uma zona emocional do cérebro que tem a qualidade de registrar sensações intensas – logo, tudo aquilo que se vive intensamente será mais fácil de memorizar.

Logo, à medida que algo te agrade, incluindo emoções, tudo ficará mais fácil, inclusive, a retenção de conteúdo.

4 – O Truque da Novidade

Tudo que é novo atrai o cérebro e o faz recordar mais facilmente.

Isso tem a ver também com a Ressonância Emocional, já que nos desperta.

Portanto, é fácil lembrar os nomes anteriores, como na história do macaco. Logo, esse animal levantando pesos não é algo comum e sim novo.

O grande segredo para isso dar certo é usar muito a imaginação e a criatividade – é muito mais fácil memorizar palavras decoradas ou pintadas do que aquelas recolhidas em uma planilha do Excel.

5 – O Truque do Palácio da Memória

Também chamado de Método de Loci. Esse é um truque muito antigo, da Grécia Antiga, e facilita a habilidade do cérebro de recobrar informações e conceitos – é uma das principais formas usadas pelos competidores de memória.

Conforme pesquisa da Radboud, na Holanda, depois de 40 dias de treinamento diário de 30 minutos usando o Palácio da Memória, a capacidade de memorização dobra.

Nesse caso, o recomendado é usar chaves que dão acesso à memória, como o aprendizado, a repetição e as técnicas de associação.

Conheça o Palácio da Memória!

Como Gabaritar Provas Extremamente Difíceis usando a técnica do “Palácio da Memória”

6 – O Truque do Contexto

Quando o aluno começa a estudar um tema que a ideia de fixa-la na memória, o caminho percorrido tem que ser do Geral para o Específico. Tudo que é generalizado permite o entendimento mais claro durante a evolução do conceito.

Aí, caberá ao interessado memorizar aquele assunto a partir da análise.

Para os especialistas, a síntese é a atitude final para evitar o esquecimento do conteúdo.

7 – O Truque das Siglas

A síntese, nesse caso, também é o gatilho principal para recuperar o conceito analisado.

Ela é uma ferramenta mental utilizada para lembrar das coisas a partir das palavras chave do conteúdo a ser lembrado.

8 – O Truque das Frases Malucas

Outra forma de sintetizar conteúdos é criar frases “malucas”, ou seja, o caráter inusitado é mais fácil de ser lembrado e atua como gatilho para recuperar conceitos a eles associados.

Renato Alves é um dos campeões do Rank Brasil em memória, ele conta que a técnica está associada à palavras e conceitos, sendo que a ideia é montar frases sequenciais.

“Fica mais simples memorizar a sequência de informação”, ele garante.

9 – O Truque de Ensinar

Renato Alves também fala sobre outra forma de memorizar conteúdos – através do comportamento de ensinar outras pessoas.

“Imagine-se ou tente dar uma aula. Se conseguir citar todos os detalhes e cobrir todo o assunto, significa que a memória foi consolidada e o que você aprendeu será lembrado por muito tempo”, ele diz.

A tática é eficiente porque quando o aluno tenta explicar o que acabou de aprender, ele cria conexões de neurônios, que se expandem e a informação é gravada por mais tempo, na memória de médio prazo.

“E com algumas revisões, por longo período”, indica.

10 – O Truque da Visualização

A força da visualização é uma aliada da memória, diz Alves. Assim, é possível usar o próprio corpo para gerar o que é chamado de “Memória Anestésica”.

11 – O Truque da Associação com Objetos Físicos

A melhor forma de explicar esse tópico é mostrando um exemplo.

Imagine que você acabou de conhecer a Giovana e ele estava próxima à uma janela. Logo, a expressão certa seria Giovana da Janela. Isso é estúpido? Na verdade, não é! Funciona!

O truque vale para nomes de pessoas, relatórios, documentos, marcas. Tudo que for associado à conceitos fica mais fácil de ser lembrado.

12 – O Truque do Rabisco

Alguns estudos têm demonstrado que enquanto estamos “ouvindo” informações não visuais, podemos aumentar o poder da memória enquanto rabiscamos. A pesquisa de 2009 mostrou que esse aumento de memorização pode ser de quase 30% a mais.

Portanto, sempre que for ter uma aula ou palestra, leve uma caneta e um bloquinho de anotações.

13 – O Truque da Atenção

Especialistas dizem que oito segundos é o tempo que o aluno tem que focar completamente em alguma coisa para transferi-la de uma memória de curto prazo para a de longo prazo.

O ideal é conseguir fazer mais do que isso – prestar a atenção na aula, realmente, faz sentido se você quer aprender uma nova informação. Minimize as distrações como músicas, televisão ou telefone celular e foque nos estudos.

Pequenas Pausas: Também São Importantes

Não é porque você está estudando sozinho que não terá a sua “hora do recreio”. Pausar o estudo é importante para que o processo de memorização e entendimento da disciplina seja positivo. Isso ajuda na assimilação de matérias.

Ainda que o aluno tenha planejado um intensivo plano de estudos, todos os especialistas concordam em dizer que durante uma semana, o aluno tem que ter, no mínimo, 1 dia inteiro para descanso.

Nesse dia de descanso, recomenda-se praticar atividades de lazer e cultura, que envolve atividades físicas ou mesmo filmes e livros, além de jogos e brincadeiras.

Mas, para a maioria das pessoas, ficar com a família vendo TV seria um bom descanso e tudo vai depender de como você lida com os seus pensamentos. A ideia é, literalmente, descansar a cabeça, sem perder a motivação dos estudos. Isso que é importante.

Ir nadar em uma cachoeira, por exemplo, seria um dos melhores descansos porque traz a ideia de renovar a alma, de esfriar a cabeça e de nunca deixar o estudante desistir dos seus sonhos.

Como a Memória Seletiva pode ser a sua principal técnica durante os estudos?

“A pessoa sabe que tem a informação, mas por estar cansada, emocionalmente desgastada ou sobrecarregada não se lembra”, diz a fonoaudióloga Ana Maria Alvarez.

Mas, por que isso acontece? Oras “não seria saudável guardar todos os detalhes de todas as nossas experiências”, garante o geriatra Weyler Galvão Pôrto, da Unifesp.

Alguns, que também acolheram ao conhecimento de psicólogos, afirmam que a emoção é um dos componentes que fazem com que conseguimos nos lembrar de algo. Isso acontece, provavelmente, pela adrenalina e isso explica por que eventos excitantes são mais fáceis de serem recordados.

Recordamos com mais facilidade algo que associamos à um contexto ou que tenha importância emocional”, diz o psicólogo Orlando Bueno, da Universidade federal de São Paulo (Unifesp).

Reprodução: Google

Memória Seletiva pode te fazer mais feliz! Saiba como no decorrer deste artigo!

Pesquisa

Na Pennsylvania State University, estudiosos descobriram que a memória é capaz de ser seletiva em um estudo de caso feito com 100 estudantes. O material foi publicado na revista Psychological Science.

O resultado foi o de que é possível afirmar que a expectativa das pessoas tem papel importante quanto se trata da memória, sendo que quando foram pedidos para lembrar-se de algo específico, as pessoas se lembraram de algo especifico e isso fez com que o cérebro conseguisse guardar.

Métodos de Estudos: Como Estudar

De que adianta você estudar 10 horas por dia se não fizer exercícios todos os dias?

A forma como você estuda é muito importante e muitas vezes estudar apenas 1 hora por dia pode ser muito mais vantajoso e eficiente do que estudar 10 horas diariamente. A questão é como você aproveita esse tempo de estudo.

O método de estudo incluímos itens como o local de estudo e o cronograma de estudos, que são guias para o sucesso da prática do aprendizado.

Além disso, existem técnicas que valorizaram o aprendizado do aluno em um ritmo onde não se perde tempo – é o que chamam de otimização de estudo.

Por exemplo, se você não dispõe de muito tempo para estudar, deveria conhecer a técnica da leitura dinâmica, que pode te fazer ler 3 vezes mais rápido do que o habitual – e sem perder a qualidade.

Além disso, quando o assunto é memorizar números e datas, tudo parece andar para trás já que isso leva um tempo danado. Aí, podemos citar as dicas de fixação de conteúdo, que são feitas com exercícios simples, como os flash cards, por exemplo.

Tudo isso é importante para o seu objetivo final. Procure sempre fazer aquilo que vai te agregar valor educacional. Existem até mesmo jogos de raciocínio lógico que são gratuitos e ótimas ferramentas para estudos.

Com informações do Geekie, Exame, UOL

A Memória é a Melhor Estratégia para o Aluno Aprender – 13 Truques Rápidos
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