Resumo ou revisão – qual o melhor para estudar para concurso público?

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É muito comum que se fale sobre estudar fazendo resumos e revisões, mas você sabe qual é a diferença entre eles? Os concurseiros pensam que é a mesma coisa, mas será que é? Entender cada um desses conceitos é importante para estudar da forma certa… Leia este artigo!

E já vamos ser bem francos: não adianta você decorar a senha do seu cartão se você não o usar nos próximos 12 meses… Da mesma forma que não adianta ter o melhor resumo do mundo se você não criar o hábito de estudar todos os dias!

Tanto para um quanto para outro, precisamos criar o hábito de estudo. E esse hábito é importante quando se tem o problema da falta de tempo para estudar – sempre precisamos estar atento aos livros e voltarmos a eles periodicamente.

Se é para otimizar tempo, então, vamos começar definindo os termos!

Revisão – o que é?

Revisão vem do latim revisio e é a ação de rever. Logo, o verbo significa se submeter a algo com atenção e cuidado.

Existem vários tipos de revisão em função do âmbito da questão – em casa, costumamos revisar coisas de forma informal, sem que tenhamos um plano prévio.

Dá o nome de revisão literária o relatório que analisa e discute um texto.

Resumo – o que é?

O resumo é uma exposição abreviada de um acontecimento. É o ato de resumir alguma coisa através de uma síntese ou sumário.

Uma pessoa que vai fazer um resumo significa que ela vai apresentar o conteúdo de forma sintética destacando as partes principais.

Para fazer um resumo, é preciso fazer uma análise e interpretação do conteúdo para que sejam transmitidas as ideias mais importantes.

Uma das técnicas usadas para a produção de bons resumos é a de sumarização, ou seja, um processo mental de seleção de dados e das informações mais importantes.

Resenha – o que é?

Uma resenha é um texto que tem a opinião crítica de uma pessoa que escreve em relação ao livro ou um documento sobre o qual foi elaborada a resenha.

Apesar de transmitir a ideia do escritor, a utilização da primeira pessoa não é recomendada – e é importante referir que no caso da resenha descritiva, a opinião do autor não deve estar presente.

Fichamento – o que é?

O fichamento é um método de registro e armazenamento de informações que facilita o acesso de diversos conteúdos sobre algum assunto a ser pesquisado.

Nesse processo, deve haver a identificação completa da obra (nome, autor, editora, ano, local, edição). Além de uma síntese (que pode ser um resumo) deve ter também os principais conteúdos ou temas do texto.

Como essas táticas influenciam no estudo?

Independente da modalidade que você escolher, saiba que todas as informações devem estar fixadas no cérebro do estudante. E essas são formas de conseguir fazer isso com mais facilidade.

Essas ferramentas são essenciais para você fazer uma prova com tranquilidade.

Renato Alves é um recordista brasileiro de memória e diz que o segredo para lembrar a matéria durante a prova é que o conhecimento esteja consistente na memória.

Lembrar as regras gramaticais, utilizar as operações matemáticas ou idioma estrangeiro tem que ser tão fácil quanto amarrar o cordão do sapato.

Imagine que você esteja andando pela rua e o céu escurece. Além disso, bate um vento frio e você fica com a sensação do ar pesado. Olha para cima e vê as nuvens escuras. Imediatamente, você pensa: “vem chuva”.

Essa é uma demonstração de como funciona a memória semântica – que é aquela que armazena o conhecimento que a gente tem sobre o mundo.

Além dessa memória, há a memória episódica também que nos faz lembrar-se de eventos que aconteceram com a gente – como uma festa de aniversário.

O segredo é entender como essas memórias são fixadas no cérebro. E é fácil entender:

  • A memória episódica acontece quando há algo impactante,
  • A memória semântica acontece quando há repetição.

O truque é conseguir transformar a memória episódica em memória semântica – será que tem jeito? Sim, se você cria o costume (hábito) de fazer as coisas várias vezes repetidas.

É aqui que entra os resumos, resenhas, revisões, fichamentos.

Com a repetição, o estudante consegue transformar o aprendizado em conhecimento.

Curso de memorização para te ajudar a criar as melhores revisões

Parte das informações escritas aqui foi retiradas de um Curso de Estudo e Memorização, do Renato Alves, já citado. O curso é uma boa ideia para quem quer aprender a estudar da forma certa e transformar livros em memórias de longo prazo.

Se você quer saber mais sobre ele, clique aqui.

Os 4 Erros Graves no Estudo

Mas, Por Que é Importante Fazer a Revisão?

A revisão é importante por vários fatores, mas vamos falar um que talvez você não tenha notado ainda: a nossa memória é falha – ou vai dizer que você nunca teve o famoso “branco”?

Portanto, não vamos conseguir nos lembrar de tudo na hora da prova.

Isso tudo começou a ser estudo por Herman Ebbinghaus, que falou da Curva do Esquecimento.

Se ainda não conhece essa metodologia, clique aqui.

Mas não é apenas para lembrar-se dos assuntos que devemos revisar conteúdos.

Para ganhar tempo também!

Todo assunto precisa de um tempo “considerável” para ser estudado. Agora, pense você, ter que ter todo esse tempo toda vez que for falar no assunto… Provavelmente não daria tempo de estudar tudo até o dia da prova.

Se uma teoria demora 2 horas para ser compreendida, na revisão não levará mais do que 15 minutos. Compreende?

Sobre as técnicas de Revisão, existem várias, como Resumos, Flash Cards, Livro Sublinhado, Mapas Mentais… E outros. Neste artigo, no entanto, vamos nos atentar a dizer como é possível fazer uma revisão bem feita.

E, no próximo artigo, falaremos sobre quais as técnicas usadas para revisar assuntos, combinados?

Quando Fazer a Revisão

É claro que com o passar o tempo, a quantidade de material que precisa ser revisado aumenta e aumenta e aumenta, tornando-se quase impossível de ser revisado, mas não é.

O risco de muito conteúdo cair no esquecimento é grande, por isso, é importante revisar SEMPRE.

Separamos alguns tópicos de quando é preciso fazer a revisão.

Antes de Começar a Aula Seguinte Matéria

De forma geral, as aulas – presenciais ou a distância – duram em torno de 3 horas ou um pouco menos.

Assim, logo que terminar o conteúdo da primeira aula, é preciso reler suas anotações – durante 20 minutos, no máximo – para só depois seguir para a aula seguinte.

A recomendação é fazer uma leitura atenta e objetiva, mas sem grandes aprofundamentos.

No Fim de Semana

Deve-se reservar uma parte do fim de semana para rever o conteúdo que foi estudado durante a semana – essa é uma forma de revisar e fixar as informações.

Note que é apenas uma revisão e não é interessante que o aluno deixe de lado seus momentos de lazer. Esse tipo de programação tem que ser seguida normalmente.

Se isso for feito desde o início do estudo, o aluno terá uma boa base para os dias finais, onde o volume de material para estudo é muito grande.

Uma vez por Mês

O estudante deve usar um dos turnos para relembrar o que foi visto nos últimos 30 dias. Isso refresca a memória e sacode o que pode ter ficado adormecido.

Revisões Periódicas

De tempo em tempo – conforme extensão da matéria – o aluno pode fazer uma pausa no cronograma e revisar todo conteúdo, para só depois avançar. Um exemplo é a revisão bimestral ou trimestral.

Quando Terminar a Teoria

Quando o aluno achar que já estudou tudo eu deveria, é a hora de apenar revisar, começando do início. Agora, inicia-se uma etapa muito importante – que é a resolução de questões de provas anteriores.

Depois do Edital

Depois da publicação do edital, é imprescindível continuar com as revisões do conteúdo para chegar no dia da prova com todas as informações possíveis na memória.

Por fim, vale a dica do Renato:

Existe uma importante relação entre não gostar de estudar e não saber estudar. Geralmente o aluno que declara que não gosta na verdade não sabe por onde começar os estudos.

É preciso entender que o fato de não gostar de estudar, geralmente está relacionado com a falta de métodos de estudo e memorização. Quando adolescente, eu era o típico aluno que não sabia estudar e não fazia ideia de como usar a memória para me dar bem nos estudos.

Os professores apresentavam a matéria, informavam a data da prova e diziam: “vá para casa e estude”.

O problema é que não ensinavam como estudar.

A falta do método gerava uma relação ruim com os estudos e criava muitos obstáculos ao aprendizado, me fazendo perder muito tempo para realizar tarefas simples como ler e reler um texto várias vezes.

Reprodução: Google

A Melhor Técnica de Revisão

Agora, é importante que você note que não existe a Melhor Técnica de Revisão para Todo Mundo. Cada um vai ter a sua preferida e, mais importante do que isso, é conseguir observar que é possível trabalhar concomitante com todas.

Você, estudante, é quem vai selecionar qual deve usar – que deve ser aquela que traz mais benefícios.

A Revisão para a Redação

O segredo para uma redação nota 10 é treinar bastante e ir aperfeiçoando a escrita a cada texto produzido. Portanto, não basta escrever um monte de redações se você não identificar os pontos falhos e melhorar em cada novo texto.

Para encontrar esses erros, existe uma lista de características que devem ser observadas na redação. Confira!

Tema Proposto

A fuga do tema proposto é o principal motivo de diminuição de notas de redação todos os anos em vestibulares de todo país.

Especialistas da língua garantem que isso acontece porque o estudante se distrai durante a escrita e acaba por perder o foco na proposta ou simplesmente porque não se baseia em nenhum texto de apoio – que quase sempre está na questão.

Outro aspecto importante são as instruções da redação, que também possuem orientações sobre como o texto deve ser desenvolvido.

O Enem, vale citar, sempre dá um texto de apoio e pede uma proposta de intervenção do candidato – e não pode interferir os direitos humanos.

Coesão

A coesão textual é a sequência lógica de argumentos e de pensamentos que estão presentes no texto, logo, ele tem que ter sentido de ideias.

Para nunca errar, ao começar a reler sua redação e ao terminar, se pergunte: “Esse texto fará sentido para outras pessoas além de mim”? Se a resposta for positiva, possivelmente você estará no caminho certo. Se for negativa, faça alterações.

Estrutura das Frases

É muito comum adotar um estilo de escrita, mas tem que ser comum também manter esse estilo durante todas as linhas do seu texto. Mesmo assim, se você quer ter um diferencial, varie o seu formato para não tornar a leitura cansativa demais.

Como? Substitua palavras por sinônimos e mude a estrutura de trechos – alternando a posição do sujeito, por exemplo.

Aqui, é muito importante levar uma informação em consideração: faça essas mudanças sem infringir as regras de gramática. Nesse caso, qualquer erro pode ser fatal.

Essa técnica só será conseguida com treinos, também, portanto, faça muitas redações durante seu estudo.

Pontuação e Gramática

O uso da vírgula, por exemplo, gera muitos erros – seja pela falta ou excesso. Ajuste elas conforme o seu texto, para que ele seja agradável de ser lido e dinâmico.

Depois, note se todas as palavras estão com os seus devidos acentos e se as que iniciam a frase estão em maiúsculo.

Reprodução: Google

Outras formas simples de memorizar conteúdos para concurso público

Fizemos essa lista, mas há de se levar em conta que existem muitas outras. Essas são as mais usadas e que mais geram resultados. Porém, cada uma vai ter sua efetividade de acordo com o perfil do estudante.

Leve em conta ainda poder usar uma ou várias técnicas ao mesmo tempo, sendo que nenhuma exclui a outra e, assim, todas são complementares.

FLASH CARDS

Na tradução são pequenos cartões e na prática também. Nesses pedaços de papel podemos escrever algum conteúdo que desejamos revisar rapidamente.

Logo, os tamanhos – e as cores – deles podem variar conforme o grau de importância. Também é preciso levar em conta onde eles ficarão postados.

Existem relatos de pessoas que usaram os Flash Cards para selecionar leis que caem no Concurso Público. Então, elas escrevem tais conteúdos em uma folha sulfite e depois recortam do tamanho de uma carta de baralho.

Posteriormente, dá até para fazer jogos e brincadeiras com essas cartas.

Como você pode notar esses cards são mais ágeis do que o resumo e, por isso, são para frases mais curtas, instantâneas, como fórmulas ou leis.

O método é de 1970 e foi concebido por Sebastian Leitne, que escrevia dos dois lados do cartão: de um ficava a pergunta e do outro a resposta. Logo, os alunos dele conseguiam saber se haviam acertado a resposta ou não.

Essa também é uma ideia para você usar os Flashes Cards – ou, também chamado de Lembretes.

Além de ter rápida visualização, os flashes cards podem ser usados em momentos de pouco tempo, como em filas de banco ou dentro do ônibus. Também podem ser separados por temas, disciplinas e, por fim, tem a facilidade do tamanho, já que cabem em uma bolsa ou mochila – na gaveta, no quebra-sol do carro, etc.

Do lado negativo, é preciso observar que eles têm pouco conteúdo e vai demandar muita síntese do aluno. Além disso, se o estudante não for organizado, poderá sofrer com o manuseio.

Renato Alves é escritor, pesquisador e o 1ºbrasileiro a receber o título oficial de melhor memória do Brasil pelo Guiness Book – o livro dos recordes. Ele criou um método de memorização que ganhou reconhecimento nacional e já está em mais de 100 países.

Sobre o FlashCard, ele diz o seguinte: a técnica original consiste em fazer pequenos cartões onde de um lado você escreve a pergunta e no verso a resposta – frases e vocabulários, termos técnicos de anatomia, fórmulas matemáticas, química, física, trechos de livros, etc.

Ele ainda descreve o passo a passo, confira!

  • Depois de feito os cartões você vai organizar três caixas:
  • Na caixa 1 vão os cartões que você ainda erra ao tentar lembrar as respostas.
  • Na caixa 3 vão os cartões que você já conhece totalmente as respostas, ou seja, que já estão gravados na memória.
  • Os cartões da caixa 1 serão revisados 1x por dia.
  • Os cartões da caixa 2 serão revisados a cada 3 dias.
  • Os cartões da caixa 3 serão revisados 5 dias.
  • Quanto todos os cartões estiverem na caixa 3 significa que o conteúdo está sendo consolidado em memórias de longa duração.

Esta técnica é eficiente porque cumpre 2 objetivos:

  1. Formar memórias fortes utilizando a repetição sistematizada;
  2. Estimular a associação para que o cérebro estimulado pela pergunta consiga lembrar automaticamente da resposta e vice-versa.

LIVRO SUBLINHADO

Essa técnica também é muito conhecida, porém, mal usada. Muitas pessoas acham que vão conseguir interpretar mais facilmente se sublinhar muitas e muitas linhas. Porém, a ideia central não é essa: sublinhar serve para facilitar na hora de fazer uma revisão. Logo, é preciso sublinhar apenas o que é de fato importante.

A dica é sublinhar a partir da segunda leitura, já que na primeira você ainda não sabe o que realmente será importante. Se você tem o (mau) hábito de não ler duas vezes, então, sublinhe na primeira, mas pouco.

Mais importante do que sublinhar, vale a pena dizer, é encontrar bons materiais para serem lidos. Depois disso, confira cores fortes, que vão além do amarelo. Alguns estudos já recomendaram alguns usos: Verde para Informações Importantes, Amarelo para Chamar a Atenção e Vermelho para Assuntos que Já Caíram em Provas Passadas.

MAPA MENTAL

Esse é uma técnica também considerada nova – da década de 70 – e criada por Tony Buzan. Ela pode ser usada para vários fins, especialmente no estudo. A principal função do mapa mental é fazer a revisão de conteúdos e ajudar na organização, hierarquização e relação dos assuntos.

A técnica consiste em: abusar da criatividade do aluno para criar “desenhos” indicativos.

Na internet, encontramos um passo a passo bastante simples de como fazer um mapa mental, veja:

  1. Comece com uma folha de papel sem pauta horizontal,
  2. Tenha cores diferentes,
  3. Esteja atento às palavras-chaves e principais conceitos,
  4. Identifique o tema, matéria, capítulo,
  5. Use letra de forma, para ser mais legível,
  6. Use letras grandes, já que elas estimulam o canal visual e agilizam as revisões,
  7. Abrevie as palavras o máximo possível,
  8. Escreva do centro para as extremidades,
  9. Quebre temas principais em níveis, conforme o grau de importância,
  10. Abuse das imagens, desenhos e símbolos.

Nos dias atuais é possível encontrar, também, aplicativos que auxiliam na elaboração desses mapas. Porém, os especialistas não indicam esse uso já que todo desenho tem que ser feito e criado pelo estudante, tornando-o pessoal e colaborado no aprendizado.

LEITURA DO CONTEÚDO

Já falamos um pouco disso, mas talvez você ainda não tenha notado com muita previsão: ler o texto é importante, ler o texto mais de uma vez é ainda mais importante.

Se você leu e não entendeu, leia novamente. Se leu e entendeu, releia também porque vai aprender ainda mais. Quanto mais você lê, mais fixo o conteúdo fica.

Além disso, se for assuntos ou textos que permitem, faça a leitura por outros autores, já que pontos de vistas são diferentes e uns podem ter mais facilidade de estudar através de um autor do que outro. Estudar fontes diferentes é importante.

PROVAS ANTERIORES

Para muitos, as provas anteriores nem são consideradas técnicas de revisão. Mas deveriam. Uma das principais funções dela é permitir, justamente, uma boa revisão.

Também na internet, encontramos um passo a passo desse tópico, confira:

  • Separe questões sobre o assunto que irá revisar – conforme banca, ano, nível, cargo,
  • Responda todas as questões – nunca faça pela metade,
  • Verifique as questões que errou e procure o motivo do erro, sempre que necessário procure seu material e faça a releitura do assunto,
  • Anote seu percentual de acerto e faça um histórico para ver seu desenvolvimento.

Com informações do estrategiasconcursos, even3

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