10 métodos de estudo para passar no Enem em 2018

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O bom desempenho do aluno no Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) não acontece apenas no dia da prova. Ao contrário, a regularidade e eficiência durante o período de estudo é que fazem toda a diferença.

E nesse plano de estudo tem que estar incluso vários tópicos importantes que vão além do fato de estudar, tais como: administrar o tempo possível, definir um método de aprendizagem e ter um roteiro com horários.

Hoje, o artigo é para falar do método de estudo!

Estamos vivendo uma realidade onde as pessoas, especialmente aquelas que prestam vestibulares, estão se dedicando integralmente ao Enem, a fim de conquistar uma vaga no ensino superior.

O foco, portanto, faz parte da rotina de estudos e junto com ela vem a dedicação, a organização e a inteligência para encontrar técnicas que vão agregar valor ao estudo – e não o contrário.

Mas, antes de tudo, vamos pontuar uma expressão muito importante: o que é estudar? Estudar é fazer relações entre os conteúdos que você já conhece e aqueles que são novos. É uma conexão para aprender algo novo, a partir do que você já sabe.

Logo, na nossa mente junto ao termo “estudar” aparece também outras características, como assistir aulas, revisar matérias, fazer anotações… Isso tudo, acredite você, são algumas das mais variadas técnicas de estudo que podem ser usadas pelas pessoas.

Mesmo que elas não saibam disso.

Estamos falando em estratégias que colaboraram para que o aluno concentre no que está fazendo – isso facilita a compreensão e estimula a memória.

Se falarmos em memória visual, por exemplo, podemos dizer que os estudantes que usam as palavras-chaves, desenhos e destaques no caderno, podem ter esse sentido aferido. Já os resumos são estruturados em tópicos e também podem ajudar.

Outra técnica pouco usada, mas muito útil é a do descanso! Sim, descanso. A recomendação é revezar os estudos com intervalos para descanso. Os especialistas dizem que a cada 50 minutos estudados são necessários 10 para relaxamento.

O importante é não exagerar nessas pausas, obviamente.

E o pensamento em rede, você já ouviu falar? Pois é: talvez seja uma nova forma de estudar. É quando se usa a internet para fazer pesquisas detalhadas, assistir videoaulas e esclarecer dúvidas frequentes.

Resolver provas anteriores é outro método de estudo que tem que ser adotado por todos os candidatos. Talvez essa seja a melhor forma de memorizar conteúdos que existe hoje em dia. Mas, há quem prefira gravar as aulas em áudio para depois ouvi-las novamente.

O importante é entender que não existe um único tipo ou método de estudo que pode te ajudar a conduzir seus estudos de forma eficiente. Não! As possibilidades são muitas e das mais variadas – tudo vai depender do seu perfil pessoal.

Para te ajudar com isso, separamos os 10 métodos de estudos mais fluentes para passar no Enem do próximo ano. Você pode usá-los em paralelo ou apenas um, como você preferir. Aqui são só ideias para você conhecer algumas formas de estudar… Ok?

10 métodos de estudo

Os métodos não estão listados por ordem alfabética e nem por importância. São aleatórios.

O roteiro é para mostrar como você pode agregar valor ao seu estudo com apenas algumas mudanças de hábitos simples. É como se fossem porto-seguros para você saber por onde está navegando. Confira!

1 – Ler as questões dos concursos anteriores

Bem, diferente do que falamos acima, aqui não estamos dizendo para você resolver as provas anteriores e sim, ler!

Quando você apenas lê várias questões de uma única banca ou instituição, você identifica o padrão de prova que é feito. Dessa maneira consegue até mesmo separar os níveis de dificuldade – e isso é importante para selecionar os materiais de estudo.

Quando lê, você também consegue observar a natureza do que está sendo cobrado. Será que é legislação, doutrina ou jurisprudência? É como se você fizessem uma sinopse do mercado.

Pode parecer uma perca de tempo, mas ao contrário te fará otimizar esforço. À medida que você lê mais questões de determinada banca, mais fácil você molda o seu estudo. É como se você criasse uma relação com a banca, antes do dia da prova.

2 – Priorizar os assuntos que serão estudados

O edital quase sempre é extenso – há uma lista quase que infinita de temas que vão cair na prova, não é verdade? Priorizar é saber o que tem que ser estudado primeiro e com qual proporção.

Porque, acredite, você não vai conseguir estudar tudo da mesma forma e com a mesma intensidade, logo, o jeito é selecionar os mais importantes.

Ah, e entenda que priorizar não é deixar umas coisas de lado, nada disso. Mas é dar mais importância para alguns temas que podem fazer a diferença na sua prova. O que os especialistas dizem é para avançar com os estudos mais relevantes primeiro.

Para fazer essa análise, basta pensar nos seguintes itens: básico (análise de questões), intermediário (correlação indireta) e avançado (traçar o perfil ideológico da banca). A partir disso, você sabe o que precisa estudar com prioridade.

Se você tem base sólida para começar os estudos, basta usar técnicas eficientes para compreender bem os assuntos e não esquecer mais o que foi estudado.

3 – Estudar com a compreensão elaborativa

Parece difícil, mas não é. Isso tem a ver com o fato de estudar da forma certa, sem ficar decorando fórmulas. A ideia é memoriza-la e isso tem a ver, por sua vez, com fixar o conteúdo no cérebro.

Note que estudar para concurso público ou para vestibulares é um planejamento de longo prazo. Logo, todas as técnicas tem que ser pensadas no longo prazo, também.

O melhor jeito de fazer isso é com a compreensão elaborativa, ou seja, você entender o que está estudando, como é feito, por que é assim… Isso tudo tem a ver com a memorização.

4 – Grifar o texto com caneta marca-texto (e fazer anotações)

Esse é um método muito usado pelos estudantes e, na real, costuma gerar bons resultados.

No momento que você está lendo um livro, é ideal que você anote partes importantes para revisar depois. Uma das formas de fazer isso é grifando o que é essencial para a compreensão do estudo.

Em 2013, foi publicada uma pesquisa na revista científica psychological Science in the public interest e mostrou que a técnica de grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva se você não fizer isso da forma certa.

Porque, além de grifar o texto, a recomendação é copiar os trechos para um caderno.

Quando você transcreve para o livro para uma leitura futura, então, o conteúdo fica melhor fixado na sua memória.

5 – Calendário de Estudos

Se você sabe o que é prioridade no seu estudo, será necessário criar um calendário.

  • O que você vai estudar?
  • Quando?
  • Qual horário?
  • De que forma?

Lembre-se que quanto mais eficiente e detalhado for esse calendário, melhor para o seu desempenho porque ele vai funcionar como um guia para o seu estudo. Esse é um método eficiente quando o aluno é organizado e metódico.

6 – Explique o conteúdo a você mesmo

Após fazer uma leitura de um capítulo ou de um tema, faça uma auto explicação. Assim, você cria perguntas e você mesmo responde ou você faz uma explanação de uma aula, como se fosse um professor.

Quando fazemos esse stand up falando sobre um assunto pensamos mais nele e damos enfoque diferente do que quando apenas lemos. Essa atividade nos ajuda a fixar o conteúdo porque linkamos o que já conhecemos com as novas informações.

Agora, não vale você falar o que acabou de ler. Você deve explicar com as suas próprias palavras, está bem? Exatamente como se fosse um professor.

Uma forma mais efetiva de fazer isso é explicando o tema a outras pessoas. Monte um grupo de estudos e combine de fazer apresentações periódicas, onde cada um poderá falar sobre um tema – essa é uma ótima forma de aprender conteúdos.

E priorize fazer isso com aquele tema que você tem dificuldades porque a explicação é um excelente método para gravar informações. Na hora da prova você vai se lembrar daquela aula que deu, pode ter certeza!

7 – Faça intercalação de disciplinas diferentes

Alguns estudantes dizem que ler todo conteúdo de um único tema é melhor para só depois passar para outro. Mas, não é que as pesquisas têm demonstrado. A atitude não é funcional porque não deixa que seu cérebro acesse a memória de longo prazo.

O mais recomendável é intercalar as matérias – mesmo porque dessa forma a sua rotina de estudos não fica monótona.

Quando mais assuntos novos vermos, mais nossa atenção é fixada. Se você está a muito tempo em uma única disciplina, então, pode ser que você comece a se distrair com mais facilidade.

8 – Faça resumos periodicamente

É provável que esse seja o método de estudo mais antigo – ao que se tem noticias.

Ao reescrever um texto colocando nele o que é essencial, você não perde tempo com aquilo que não precisa ser fixado no seu cérebro.

O importante é fazer isso com as suas próprias palavras. Isso força o cérebro a entender o conteúdo e gravá-lo automaticamente.

9 – Faça simulados de tempos em tempos

Se no primeiro tópico deste artigo falamos em ler o assunto e as provas anteriores, agora estamos recomendando fazer simulados para testar o que você aprendeu.

Os testes costumam ser práticos e de grande utilidade para que você consiga guardar um conteúdo e saber quais são as dificuldades.

Pesquisadores afirmam que a funcionalidade está no fato de ver a matéria várias vezes e de várias formas. Claro que quanto mais testes você faz, melhor você fica.

10 – Crie imagens e desenhos mentais

O ser humano, na maior parte das vezes, tem muita facilidade em associar coisas e conteúdos a imagens e isso é excelente para o cérebro.

Quando um professor está falando sobre um assunto, faça essas associações porque isso ajuda a formar uma narrativa. Além disso, você consegue organizar melhor as informações de uma maneira lógica.

Também está comprovado em pesquisas que esse método não é eficiente para todas as pessoas. O ideal é ver se ele funciona para você.

Reprodução: Google

Métodos de estudos auxiliam os estudos e podem ser eficientes na obtenção do objetivo

Quem estuda o mercado do concurso público gosta de comparar este estudo a uma corrida de maratona, como a São Silvestre. Isso porque ela tem 42 quilômetros, ou seja, é considerada longa e diferente de uma disputa de 100 metros!

Isso quer dizer que a rotina de estudo é um dos pontos mais importantes, assim como o treino para o atleta. É preciso adotar estratégias e comportamentos que vão te levar para frente, em busca do seu objetivo.

Os métodos citados aqui são como guias para você saber que seu caminho está sendo bem trilhado. Se você estuda de forma eficiente, sabe que o bom resultado é apenas uma questão de tempo.

Dedicação e esforço são sentimentos intrínsecos na vida de um estudante. Mas, nada disso adianta se ele não souber o que está fazendo e como fazer da melhor forma. Estudar com qualidade é diferente de estudar muito.

Encontre formas de estudar que vão te fazer conseguir os melhores resultados.

Agora que você conhece alguns métodos de estudos, diga: qual você acha que é o mais eficiente? Estude com ele, faça testes, encontre uma boa rotina de estudo e bons estudos!

Curiosidade – O foco e o Método Cornell

Prestar a atenção não é uma coisa muito simples de fazer – ainda mais nos dias de hoje em meio há tanta tecnologia disponível. Essa dificuldade está em todos os lugares: durante uma conversa com alguém ou quando estamos assistindo uma aula importante.

Se você é um daqueles estudantes que vivem se cobrando sobre o fato de que precisa prestar mais atenção… É melhor ler este artigo na íntegra!

Para os estudantes, uma das formas de manter a atenção nos estudos é fazendo anotações.

E se o assunto é anotações, temos que apresentar o método Cornell, desenvolvido por Walter Pauk. Vamos falar disso, mas antes, entenda a importância da atenção nos estudos!

As distrações são os principais vilões disso, não há dúvidas.

Portanto, se você quer mesmo parar de sofrer com esse mal, então, corte ele pela raiz. Elimine o máximo de distrações possíveis que você possa ter.

Opte pelos lugares mais calmos, com menos pessoas e desligue os eletrônicos.

Essas distrações também podem estar na nossa mente, como os pensamentos sobre os acontecimentos marcantes e as emoções de cansaço e fome. Reconheça os pensamentos e diga a si mesmo que vai lidar com isso mais tarde.

Mantenha o contato visual – isso é muito importante.

Se você está na sala de aula, observe o professor, fique de olho nele. Você não vai conseguir prestar a atenção se estiver apenas ouvindo ele enquanto está vendo as fotos do Instagram.

Ter objetivo e tempo para cumprir a tarefa também te força a manter-se ativo no estudo. Bem, se você sabe que tem que terminar de ler algum texto no prazo de 20 minutos… Então, melhor começar logo antes que o tempo termine, não é?

O descanso também é uma ótima opção para não perder o foco – o corpo cansado tem grande poder de tirar sua atenção porque ele se relaciona com o cérebro e dá sinais de que é hora de ir para a cama.

Em alguns casos, nem é preciso uma noite inteira de sono e basta alguns minutos para que o corpo volte a estar disponível. Os alongamentos também ajudam a reativar a energia corporal.

Entre as alternativas para manter-se focado está a meditação. Ela é uma daquelas coisas que são boas para vários fins e pode melhorar a habilidade de prestar a atenção em algo por bastante tempo.

A meditação aumenta a percepção e você consegue dar mais atenção ao próprio corpo, por exemplo. O lado bom é que você pode praticá-la em qualquer ambiente, inclusive, no seu escritório.

Atente-se também para o fato de como está o seu processo mental – você se distrai muito facilmente? E em que fica pensando? Escreva os pensamentos em uma espécie de diário para que você não fique abitolado neles o tempo todo.

Controle os seus pensamentos – quanto mais você treinar isso, mas você vai dedicar a energia mental para o que é realmente importante. Logo, você estará fazendo isso de forma automática.

Praticar exercícios físicos e ter intervalos entre as atividades são importantes.

Por fim, há uma técnica, entre tantas, que te ajuda a manter-se atento aos estudos. É através das anotações – independente do que você está estudando, você pode (e deve) fazer anotações.

Escreva fórmulas, frases, nomes… Bem, vamos contar como fazer isso abaixo.

As anotações do Método Cornell

Como já foi falado neste artigo, uma das maneiras de manter o foco durante os estudos é fazendo anotações.

Imagine que você tenha um artigo de 50 páginas para ler… Se fizer isso de uma única vez não vai absorver o máximo de conteúdo que poderia e vai perder o foco.

Por outro lado, se a cada 5 páginas você fizer anotações, sua fixação de informação aumenta e, além do mais, você não vai perder a concentração no estudo. Hora você lê e hora você escreve – esse mecanismo garante a total dedicação nessa atividade.

Mas, será que existe forma certa para fazer anotações? É sobre isso que vamos falar agora!

Entenda que usar o método Cornell pode te ajudar na organização das notas e aumentar o nível de conhecimento a partir do aprimoramento das habilidades de estudo.

Fizemos um breve passo a passo de como aplicar o método Cornell nas suas anotações, confira!

Tenha um caderno exclusivo para as anotações

Pode ser um caderno mesmo ou algumas folhas soltas, como as de um fichário. O ideal é ter páginas separadas.

Faça uma linha horizontal ao longo da folha

A linha tem que ser horizontal, de cima para baixo e estar a 5 centímetros da base da esquerda para a direita. A proporção é a de que seja equivalente a ¼ da página.

Faça uma linha vertical no papel

Essa linha estará a 7,5 centímetros da borda esquerda da página e será usada para a revisão das notas que você vai fazer.

A divisão da folha

Essa divisão é importante sendo que a maior parte será usada para as notas das palestras ou das leituras.

Marque o nome do curso (livro) e a data no topo da página

Seja consistente com isso para que você mantenha as anotações organizadas e a revisão mais fácil de ser encontrada e lida.

Tome as notas na seção maior da página

Enquanto você ouve a palestra ou lê o texto, faça anotações somente na seção da direita da página, que é a maior.

Tome as notas apenas importantes

Quando tiver um ponto importante, faça a anotação.

Mantenha a simplicidade das notas

As anotações são apenas esboços, portanto, concentre-se em captar as palavras e os pontos chave para acompanhar o que está sendo exibido no seu caderno.

Anote as ideias gerais

Nem todo exemplo precisa ser anotado.

Reserve um espaço separado para um novo tema

Isso vai te ajudar a se organizar mentalmente e permite que você se concentre em estudar as várias partes de uma mesma disciplina.

Tenha uma nota sobre perguntas

Quando surge uma pergunta, você deve se ater a ela. Expresse isso nas anotações. Esse tipo de pergunta ajuda a esclarecer o que está sendo absorvido e é útil para o estudo posterior.

Faça a edição das notas quando for possível

Se houver anotações que estão difíceis de serem lidas ou entendias, conserte-as enquanto o assunto está fresco na memória.

Sintetize os pontos-chave

Depois da aula, extraia as ideias e os fatos principais da sua seção “da direita”. E escreve versões ainda mais condensadas na coluna “da esquerda”. O ideal é encontrar palavras-chave que comuniquem as informações e os conceitos.

Escreva as potenciais perguntas na esquerda

A partir das anotações na seção da direita, pense em perguntas que podem aparecer em uma prova e escreva-as na coluna da esquerda – depois elas serão usadas como ferramenta de estudo.

Sintetiza as principais ideias no inferior da página

Aquele espaço embaixo da folha é justamente para registrar as informações principais, também sintetizadas e que terão a ver com seu nível de entendimento.

Para estudar, leia as anotações feitas

Concentre-se na coluna da esquerda, inicialmente. Essa seção contém os pontos mais importantes e você pode usá-las como avaliação.

Use as anotações para testar os seus conhecimentos

Cubra a seção da direita da página com a mão e responde as potenciais perguntas que foram incluídas na coluna da esquerda. Descubra a resposta.

Faça uma revisão das anotações

Faça revisões periódicas durante um período maior.

Da Redação com informações do manualdoconcurso e uol

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