Um Segredo Importante sobre a Memorização que todo Concurseiro tem que saber

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As últimas pesquisas cientificas indicam que a memória pode ser treinada e pouco disso tem a ver com uma habilidade inata. Para os especialistas, qualquer um pode adquirir a capacidade de memorizar grande quantidade de informação. O X da questão é como fazer isso? A resposta já está na ponta da língua: com o emprego de técnicas especificas e muito treino.

Cientistas da University College de Londres fizeram um estudo e concluíram que não há muita diferença entre o cérebro dos grandes campeões de memorização com o das pessoas comum. Conforme o estudo, o que muda é o uso! Os atletas de memórias empregam diversas técnicas de memorização especial e associam com imagens, por exemplo.

Uma dessas técnicas é a chamada de “Método de Loci”, do qual já falamos aqui no blog, onde o poeta grego Simôniedes, em 477 antes de Cristo, lembrou-se das vítimas de um incêndio através da posição que ocupavam durante o jantar. Relembre essa história e veja como usar o Método de Loci ou Palácio da Memória da forma correta:

Como Gabaritar Provas Extremamente Difíceis usando a técnica do “Palácio da Memória”

Logo, com novas técnicas de memorização, os campeões de memorização criam uma história, com começo, meio e fim para memorizar letras e números em um determinado período de tempo.

No entanto, a técnica unitária não é suficiente, é preciso também concentração e prática.

No Brasil há um ranking que lista alguns nomes quando o assunto é memorização. O RankBrasil lista os recordes brasileiros. É como um Guiness Book, só que brasileiro! Lá tem alguns dados interessantes e nós fizemos uma breve pesquisa para mostrar quais são as últimas notícias listadas pelo RankBrasil, confira!

3 últimas notícias do Rank Brasil

  • Maior Quebra-Cabeça Montado, 2017: Ednéia Silveira, de Macapá (AP) é uma servidora pública federal e entrou para o Rank Brasil ao montar o Maior Quebra-Cabeça do país. O jogo “Memorable Disney Moment’s” tem 40.320 peças e mede 1,9 metros de largura por 6,8 metros de comprimento.

A montagem começou em 2 de novembro e foi até 19 de março deste ano, o que totalizou 137 dias. “Como eu tinha que dividir o trabalho com meu hobby, gastava cerca de 3 horas por dia e dedicava-me mais nos finais de semana”, ela diz.

Ela contou que algumas técnicas a ajudaram na montagem, como a separação de cores, por formatos e a sequencia dos formatos das peças montadas. “Em jogos gigantes esta sequencia se repete várias vezes”.

Com isso, ela superou recordes anteriores de 2015, 2012 e 2010, todos realizados por Eleusa Bafun Perna, com 24 mil, 32 e 33 mil peças, respectivamente.

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  • Maior Memorização de Dígitos do PI: Matheus Norberto de Moraes tornou o maior memorizador de dígitos do PI. Sem margem de erro, ele enumerou 16.110 dígitos no tempo de 2 horas e 54 minutos, com um breve descanso de 50 segundos a cada 1 mil números.

O desafio foi em 2009, em Curitiba (PR) e aconteceu com um software que gera os dígitos do PI automaticamente. E o número do PI é uma sequencia matemática que representa a relação entre a extensão da circunferência de um círculo e seu diâmetro. É irracional e tem um valor aproximado de 3,1415 com continuação infinita.

Para conseguir cumprir o desafio, Matheus diz que praticou as técnicas de memorização dos números durante 3 meses. “Tudo que mexe com emoção, o cérebro guarda com mais facilidade. Acredito que qualquer pessoa é capaz de bater um recorde de memorização, basta treinar”, ele conta.

  • Mais Jovem a memorizar as capitais do mundo: Em 2010, o paraibano Wildimark Ribeiro de Andrade, que tinha apenas 6 anos, entrou para o Rank ao saber todas as capitais do mundo reconhecidas pela ONU, que dava, ao todo, mais de 201 capitais.

O pai dele, Rildimar diz que sempre acompanhou o filho com muita calma e fala com satisfação: “Ele é conhecido na Paraíba como o garotinho das capitais, ele é meu orgulho”.

Mas quem foi o 1º Brasileiro a Receber uma Homologação Oficial do Rank Brasil?

O nome dele é Renato Alves! Ele teve uma conquista inédita na época que foi resultado de um próprio método de memorização que o permitiu gravar uma sequencia de 110 palavras aleatórias e número com 100 dígitos aleatórios também. Tudo em apenas 4 minutos! A técnica, aplicada até hoje por várias pessoas, recebeu o nome de Método Renato Alves.

Atualmente, Renato Alves é uma referencia em treinamentos de aprendizagem acelerada. Mas, nem sempre foi assim. Um aluno abaixo da média, Renato assistia às aulas e esquecia tudo. Com o tempo, aprofundou-se em estudos da memória e em pouco tempo deixou de ser uma memória deficitária com uma super memória, o que em 2006 lhe rendeu o título.

Na imprensa nacional, Renato é um dos nomes mais lembrados quando o assunto é o estudo a memória e a memorização. Mesmo porque, em 2005, ele fundou a Humano Editora, no interior paulista, para a produção e editoração de livros impressos e e-books. Veja alguns números:

  • Livros Vendidos: 637 mil
  • Curtidas no Facebook: 69 mil
  • Palestras Realizadas: 3,6 mil
  • Alunos Aprovados em Concursos: 4,8 mil

Não Há Esquecidos, mas pessoas que não exercitam a mente

Essa é a filosofia do Renato e em entrevista à Revista Donna, ele contou como funciona o curso e por que ele pode ser tão útil para as pessoas. “Aprender a selecionar o que se quer guardar na memória é o mais importante”. Confira trechos da entrevista!

No seu curso, você conta ao público que assim que percebeu não ter uma boa
memória, você começou a exercitá-la. Como foi esse processo?

Achava que tinha uma memória ruim, assim como a maioria das pessoas que vêm ao meu curso. Minha memória não era tão boa e percebi isso na escola. Mais tarde, fui descobrir que tinha um problema de déficit de atenção, já na época da pós-graduação em filosofia, quando pesquisei a área de DDA, hoje conhecida como TDH. E isso atrapalhava os meus estudos.

Minha rotina na infância era: não gostava de estudar, mas se me dessem uma cartolina e um vidro de cola, fazia naves espaciais e qualquer tipo de maquete. Até que, aos 16 anos, um amigo me presenteou com um livro de memorização. Acho que todo mundo deveria ter contato, pelo  menos uma vez na vida, com técnicas mnemônicas (de memorização). Foi aí que percebi que não existia memória ruim e que é possível exercitá-la. Acho que daí veio a vocação para pesquisador nessa área.

Podemos falar que uma pessoa “esquecida” é alguém que não exercita a memória?

O que falta é conhecer a memória e saber quais são os mecanismos que facilitam esse processo. Não é útil querer memorizar tudo ao mesmo tempo. O ideal é focar naquilo que lhe interessa. Exemplo: duas pessoas são orientadas, ao entrar na sala: uma deve prestar atenção em tudo ao redor e a outra, simplesmente ficar sentada. Ambas têm uma ótima memória, só que a orientação dada para cada uma determinará aquilo que será registrado.

Até que ponto mídias sociais, ferramentas tecnológicas e inúmeros veículos de
comunicação podem trazer problemas à memória? A “falta” de memória estaria associada à falta de concentração?

Memória e concentração estão intimamente ligadas. A memória depende da concentração. A concentração é o interesse sobre algo que quero memorizar. Primeiro você se concentra, depois você memoriza. Só que neste século, em que há um bombardeio de informações, você quer se concentrar em tudo ao mesmo tempo e acaba perdendo a chance de registrar uma informação. Estudando ciência cognitiva percebi como estamos criando uma dependência dos meios eletrônicos.

Não sei atribuir de quem foi essa frase, se de Sócrates ou de Platão. Diz o seguinte: a partir do momento que a humanidade inventou o papiro para facilitar a escrita, acabou a memória humana. Quer dizer que, a partir do momento em que você pode transferir para um papel suas memórias, você sente que não precisa guardar informações. Com a tecnologia, tudo o que a gente quer, registra em uma ferramenta, como um celular.

Curso de Memorização do Renato Alves é Bom Mesmo?

Num show, usamos a câmera para filmar; numa viagem, não damos um passo sem fazer uma fotografia. Agora, pergunto: e na sua memória? O que ficou? E a experiência que viveu? Deveríamos guardar espaço para contemplar o que estamos vivendo, mesmo que também tiremos uma foto. Assim, não teremos o impacto negativo da tecnologia sobre a nossa memória.

E qual é o grande desafio, hoje, para guardarmos tantas informações?

O que determina ou não o que é importante para se guardar na memória é o seu objetivo. Carreira, interesses, necessidades. Um concurseiro, por exemplo, tem como objetivo passar no concurso. Então, ele sabe o que é importante frente à avalanche de informações que recebe todos os dias. Se você prestar atenção no que realmente contribui para seu objetivo, o pouco que ficar de tudo que você ver, ler e aprender ainda será muito. Porque mesmo quando isolamos um único tema, a quantidade de informações sobre aquele tema ainda será grande e haverá uma segunda seleção sobre ele.

O resultado fará a diferença. O excesso de informações não faz um profissional melhor, uma mãe ou um pai melhores. Aprender a selecionar o que se quer guardar na memória é o mais importante.

Conceito sobre a Memorização, com o Renato Alves

Todos os dias, milhares de brasileiros se veem incapazes de memorizar e estudar assuntos importantes para passar em alguma prova. Pensando nisso e sabendo que isso é um mito, o Renato Alves criou um Estudo da Memorização! Nós selecionamos um único conceito, entre tantos outros, para você ter uma ideia de como o estudo funciona! Leia!

Preguiça Mental

Quantas vezes você se viu preguiçoso a realizar uma leitura e estudar sobre alguma matéria? Assim, o concurso público, a OAB ou a faculdade ficam cada vez mais distante… Isso é a preguiça mental! Porque, mesmo sabendo que é muito importante para você, o hábito parece ser forte demais e não te deixa disposto à seguir com os projetos e os planos.

Para começar a mudar essa ideia sobre a vontade e estudar, é preciso relembrar a história da formiga e da cigarra. Enquanto uma trabalhava e acumulava alimento para o inverno, a outra ficava sentada, cantando. Um dia, quando o inverno chegou, uma seleção natural foi feita e só quem tinha alimento sobreviveu.

Com seu estilo introvertido e simples, mas com muita ética, responsabilidade e confiabilidade, Renato Alves revolucionou o conceito de memorização no Brasil e conquista ano a ano mais admiradores.

Essas formigas, como retratada nos contos infantis, são estudantes e nesse exato momento estão estudando afinco, com seriedade, mergulhados em pilhas de livros. São pessoas que se preocupam com o futuro e sabem que uma hora o inverno vai chegar.

“O seu sucesso é você quem faz. Lute contra a preguiça mental porque estará lutando por seu futuro. O mundo está cheio de oportunidades, então pare de olhar a paisagem e agarre logo à sua chance”, afirma Renato.

5 Passos para Enfrentar a Preguiça Mental

O próprio Renato recomendou algumas dicas para afastar a preguiça mental das nossas vidas. Confira:

  1. Chame a Responsabilidade: Só ganha na loteria, quem joga. Assim, só passa no vestibular ou no concurso público, quem estuda muito. Comprometa-se com o seu futuro.
  2. Motive-se: O que te motiva a estudar? Ver aquele tio seu, que é Promotor de Justiça, e ganha um salário base de 30 mil reais, fora as licenças prêmio? Não importa o motivo, o importante é atingir a meta e para isso ter objetivos.
  3. Comemore as Vitórias: Se você estudar muito, vai passar no vestibular o no concurso público, então, consequentemente, tem todos os motivos para comemorar. Aliás, nem precisa pensar muito longe. Se você atingiu a meta de hoje e conseguiu estudar o que estava no cronograma, então, comemore com um bom banho. Sempre coloque em foco que é preciso descanso e um bom descanso pode ser a sua parte da comemoração.
  4. Não Tenha Medo dos Editais: Se você saborear a matéria como um sorvete, em uma tarde quente, então, lembre-se que isso fez parte do seu árduo trabalho diário. Faça um plano de estudos e confie nele.
  5. Ame tudo o que faz: Quando você sentir prazer por estudar, então, suas horas de esforços vão ficar mais leves! Esse é o 1º motivo para que você não desista dos seus sonhos.

É possível ter uma memória tão boa quanto à dos campeões de Memorização?

Sim e isso é garantido pelos cientistas holandeses, que garantem que existem métodos bem simples para que isso aconteça. Eles treinaram pessoas para que se tornassem tão boas quanto os campeões mundiais de memorização. Assim, elas conseguiram se lembrar de longas listas de nomes bem rapidamente e apresentaram padrões de conexões cerebrais similares aos dos “profissionais” da memória.

“Ter uma boa memória é algo que se pode aprender e para o qual se pode treinar”, afirma Martin Dresler, do Centro Médico da Universidade de Radbound, na Holanda.

Os resultados da pesquisa estão na revista Neuron, especializada em neurociência. Vamos comentar um pouco dessa pesquisa!

Quando usadas técnicas de treinamentos mnemônicos, “realmente será possível melhorar consideravelmente a sua memória, inclusive se ela for muito ruim”, conta Dresler. Essas técnicas baseiam-se em formas simples de memorização e partem do princípio de que a mente humana tem mais facilidade de lembrar informações quando estão associadas à algum conteúdo pessoal.

Com isso, ao estudar os cérebros dos campeões de memorização, os pesquisadores, com ressonâncias magnéticas, mediram a atividade cerebral e as mudanças no fluxo sanguíneo. Eles encontraram diferenças sutis nos padrões de conectividade, porém, sem nenhuma região em destaque.

Após 6 semanas de treinos diários de 30 minutos, eles fizeram novos exames e descobriram que houve um aumento notável na capacidade de memorização das pessoas que usaram as técnicas mnemônicas. “Eles realmente desenvolveram padrões cerebrais que nos lembraram aqueles vistos nos competidores”, afirmou Dresler.

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“Esse padrão especifico na conectividade do cérebro parece ser a base neurobiológica de um desenvolvimento melhorado e superior da memória”.

Três dicas rápidas para se exercitar

  1. Para quem esquece a chave do carro ou o celular! Mantenha um espaço ou um recipiente na entrada de casa para acomodá-los. O local deve ser de fácil acesso para que fiquem sempre à vista.
  2. Para quem esquece de fechar a janela, a porta de casa ou de ativar o alarme do carro: Fale, mentalmente “Estou fechando a janela”, “estou ligando o alarme” para direcionar a atenção ao realizar atividades corriqueiras.
  3. Para quem esquece o nome de clientes ou de pessoas próximas: Ao ser apresentado a uma pessoa, fale o nome dela por seis vezes ao longo da conversa. Outra técnica interessante é associar características da pessoa a quem você foi apresentado com algum amigo ou parente de mesmo nome. Por exemplo: “Juliana (prima) tem sardas. Essa outra Juliana que acabei de conhecer também tem”.

Quem já foi considerado um campeão, também diz que sim!

Em entrevista ao Estadão, Dominic O’Brien, que ficou famoso por bater recordes de memorização, diz que é possível uma pessoa comum ter uma melhora na memória. Veja partes da entrevista.

Qual é principal diferença entre a sua memória e as de outras pessoas?

Creio que somos diferentes porque minha memória é altamente treinada. É uma habilidade que tenho desenvolvido ao longo do tempo, assim como o treinamento para se tornar um atleta profissional. Eu também permito que minha imaginação possa sair para brincar, o que a tornou muito criativa com o passar dos anos.

Você pratica exercícios para a memória? Pode nos ensinar alguns?

Um ótimo exercício é tentar memorizar os itens da lista de compras. A técnica envolvida aqui é imaginar cada item dentro de uma rota familiar, pode ser aquela indo para a sua casa. Por exemplo, fixe a imagem de um cacho de bananas na sua porta. Então, no hall de entrada, pense no sabão em pó colocado no chão. Na sala, há uma garrafa de leite perto da TV e assim por diante. A rota faz com que você lembre a ordem dos itens e sua imaginação visual te ajuda a pensar nos itens que ficam em diferentes áreas da sua casa.

De que forma podemos evitar situações embaraçosas causadas pela memória ‘ruim’, como esquecer nomes das pessoas ou números de telefones?

Sempre tente encontrar uma associação para ajudar a lembrar números ou nomes. Se sou apresentado a alguém chamado Matheus, por exemplo, eu poderia imaginá-lo bebendo um copo de vinho Mateus Rose. Para lembrar do Fernando, poderia pensar nele cantando a música ‘Fernando’, da banda Abba.

Qualquer pessoa pode aumentar a capacidade cerebral e, com isso, a inteligência?

Estudos recentes têm mostrado que, ao treinar sua memória de curto prazo, a inteligência fluida pode ser aumentada. Sempre que eu exercito minha memória, eu brinco com ela, treinando minha memória de curto prazo. Isso pode envolver memorizar a simples sequência de um baralho de cartas embaralhadas ou a sequência aleatória de 2 mil casas decimais.

Qual é a sua opinião sobre os testes de memória?

Testes de memória podem ser divertidos. Eles te incentivam a aplicar técnicas simples para testar sua capacidade de lembrar das coisas, e isso pode ser aumentado dentro de um curto espaço de tempo.

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Como você descobriu seu potencial de memória? Você considera um dom?

Eu não considero que minha memória é um dom. Pelo contrário, é uma memória treinada. Comecei a me interessar por isso quando vi pela TV um homem memorizando vários baralhos de cartas. Pensei que era um feito incrível e me perguntei se poderia fazer a mesma coisa, após praticar. Acredito que todos somos capazes de memorizar um baralho de cartas. No entanto, a rapidez vem com prática, técnicas corretas e dedicação ao treinamento.

Como você se sente tendo uma memória fantástica?

É muito reconfortante saber que tenho uma memória confiável e que posso usá-la plenamente todos os dias da minha vida.

Com informações do RankBrasil, Globo, Terra, Estadão e RevistaDonna

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