Guia Prático para manter o Foco nos Estudos e passar no Concurso Público?

A falta de concentração nos estudos é um dos principais problemas que os estudantes encontram e que, definitivamente, o fazem não conseguir chegar ao sucesso – passar nos concursos públicos.

A notícia boa é que isso tem jeito!

O que você precisa é de uma reorganização dos seus padrões de estudo, com a adição de algumas técnicas, um plano mais adequado… Com a organização certa, você vai despistar a falta de foco ou concentração durante o tempo de estudo.

Selecionamos os principais tópicos que você precisa entender e ter para conseguir ficar totalmente focado no seu objetivo (o estudo!). Confira cada um deles e faça uma reavaliação da sua rotina de estudos agora mesmo.

Ambiente Adequado e Propício à Concentração

A escolha do local certo para o estudo é muito importante.

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Você precisa ter um cômodo silencioso e sem distrações – logo, esqueça a televisão, os animais de estimação, as interrupções ou qualquer coisa que possa se tornar uma distração.

A cadeira deve ser confortável e a iluminação adequada (nem muito forte e nem muito fraca).

Nesse caso, a recomendação é: não estude em frente a TV e sente-se em uma cadeira confortável (e não na cama).

Material Necessário para o Estudo

Lápis e canetas são essenciais. Marcadores de texto também, livros e cadernos. Tudo isso tem que estar à sua disposição e próximo à sua mão (para que você não se distraia quando for buscar).

Organize o seu lugar e quanto menos bagunçado, melhor!

Ainda que você saiba que naquele dia não vai precisar de todo material, é ideal deixa-lo próximo de você em uma “área de estudo”. Apostilas, cadernos e textos devem ficar juntos e não um em que cada cômodo da casa.

Esse é um bom plano para se chegar ao sucesso.

Separe um lanche (e deixe por perto)

Você deve separar um tempo da sua rotina de estudos para se alimentar, obviamente.

Mas, se você tem dificuldade em focar no estudo, vale a pena separar um lanche e deixar próximo a você (assim você não precisará ir até a cozinha e se distrair com o cachorro).

Um copo de água também é viável que fique perto de você durante o estudo.

Evite tomar muito café, chá preto ou refrescos energéticos porque isso pode mexer com o seu sono.

Se você é daquelas pessoas que gostam de ingerir alimentos super nutritivos e que ajudam na hora de estudar, saiba que os estudos indicam: brócolis, mirtilo, espinafre, chocolate amargo e peixe – esses são os verdadeiros alimentos energéticos.

Trace seus objetivos de estudos

O que você precisa estudar hoje? Se não sabe, deveria. Você precisa ter um norte para saber por onde começar e quando terminar. Esses objetivos vão lhe dar prazos e isso tem que ser vistos conforme as horas de estudo.

Os objetivos precisam ser praticáveis – se você tem que ler 100 páginas de um artigo em uma semana, divida isso por um tanto de dias. Em 2 ou 3 dias você termina o objetivo.

O contrário também vale – se você tem apenas 1 hora livre por noite para estudar, o que dá para fazer nesse tempo? Chegue a um objetivo e anote.

Separe um dia para estudar com os amigos

Isso tem a ver com a sua rotina de estudos e com o seu foco – porque você sabe que todo dia daquela semana vai estar com eles e tirar as dúvidas.

Essa sessão de estudo pode se prolongar e tornar-se um bate-papo sobre as polemicas das notícias atuais. Tenha consciência que você vai estudar!

Desligue todos os aparelhos eletrônicos

Falamos da TV, mas os celulares e notebooks são os maiores vilões do seu estudo.

Se você os deixa desligado, consegue focar no estudo sem distrações.

Mesmo no silencioso, seu smartphone pode apitar e isso já é uma forma de tirar sua concentração. Tenha um objetivo e siga o plano, ok?

Use o computador apenas para o que realmente for necessário, como as pesquisas online. É um risco deixar a página do Facebook ou do Instagram aberta.

Se você tem dificuldade com isso, procure programas como SelfRestraint, SelfControl e Think que te ajudam a bloquear o acesso a sites ou programas específicos.

Aposte nas músicas calmas

Para muitas pessoas (a maioria, na verdade), mas músicas calmas ajudam a manter a concentração. Para outras (minoria), isso não funciona. Você só vai saber quando tentar.

Um som em um segundo plano pode te fazer esquecer dos problemas “extra campo”.

Preste atenção que, provavelmente, a música certa não é aquela que você está acostumado a ouvir todos os dias, especialmente nos final de semana, nos shows que você frequenta.

Opte por gêneros que não tirem sua atenção e – ao contrário –trazem a sensação de bem-estar e tranquilidade.

Tenha uma tabela de tempo

Se você pode começar a estudar as 19 horas e pode ir até as 23 horas, saiba o que vai estudar e em qual horário – separe tudo por períodos que variem entre 40 e 60 minutos, com pausas de 10 a 15 minutos de intervalo.

O seu cérebro precisa de uma pausa para recarregar as energias e o cérebro preciso dele também, para absorver os conteúdos. É a ideia de sintetizar a informação.

Mudar o assunto a cada hora também é importante para que o assunto não seja entediante. Se o seu cérebro recebe informações demais sobre um mesmo tema, ele entra no famoso “piloto automático” – só um novo assunto pode despertar a motivação dele.

Separe um tempo do seu dia para pensar em “outras coisas”

Todo mundo tem problemas que vão além da rotina de estudos. Portanto, para não se prejudicar na vida pessoal, tenha um momento para pensar na vida e fazer as devidas reflexões.

Pare em um momento do dia e se pergunte sobre os acontecimentos, pense. Você se sentirá mais confortável sabendo que terá um momento especial para isso – e quando chegar, faça bom uso dele.

Se você manter todos os acontecimentos do seu dia no seu estudo, vai acabar se dispersando, interrompendo o raciocínio e prejudicando o seu objetivo.

Considere o seu método de estudo

Isso não é muito difícil de entender.

Bom, se você tem que ler 50 páginas, sabe qual é o ideal? É que a cada 10 páginas você faça um fichamento ou escreva flashes cards sobre o que leu – isso ajuda muito na memorização do conteúdo.

Por outro lado, se você ler as 50 páginas de uma só vez, pode até achar que está ganhando tempo, mas não. Porque ao final da leitura, vai se lembrar bem pouco de tudo que leu.

Alternar suas habilidades (entre a leitura, a criatividade, o pensamento, a escrita) te ajuda a processar mais facilmente a informação e mais rapidamente – isso é ganhar tempo!

Não se contente em ler – escreva!

Isso tem a ver um pouco com o seu método de estudo!

Ficar apenas lendo textos acaba sendo entediante, por isso, uma dica é escrever sobre o que está lendo em um período de tempo.

“Quem só lê perde a concentração. Quem escreve consegue entender o assunto e mantê-lo na mente”, avalia Pierluigi Piazzi.

Agora, vale outra dica ainda mais importante: escreva à mão.

O hábito de escrever a mão é importante e mais eficiente do que digitar.

“Você tem movimentos totalmente distintos para escrever cada letra a mão, mas isso não existe quando você está digitando. Isso faz com que mais redes neurais sejam ativadas no processo da escrita”, diz o professor.

O ideal, ele diz, é fazer fichamentos, esquemas e resumos – “mas nada de ficar copiando”.

Se dê direito à…

As recompensas são válidas e podem servir de estímulos para você prosseguir com uma atividade.

Você pode comer aquela deliciosa sobremesa em frente a TV se conseguir bater a meta do mês nos seus estudos, por exemplo.

Se possível, envolva toda a família nessas recompensas. Eles podem ser fontes de motivação e incentivo para você considerar um pouco mais suas árduas tarefas.

Se não entendeu, volte ao início

Se você está correndo com uma matéria, mas não entendeu alguma passagem… É preciso voltar do início (ou, ao menos, da parte que parou). Reconhecer os princípios básicos é fundamental, sabe por quê?

Se não, quando chegar lá na frente e estiver falando algo para a sua compreensão, você vai perder o foco muito mais facilmente – é como perder o fio da meada, sabe?

Tente tornar o estudo mais criativo

Se a leitura está entediante, use técnicas que te mantenha focado.

Como? Você pode fazer perguntas a si mesmo quando lê ou pode criar sons para cada fala dos personagens, dando vida ao drama. Ler em voz alta, por exemplo, é uma ótima solução.

Fazer anotações sobre os personagens e eventos também ajuda muito – inclusive, na hora de memorizar as informações importantes.

Dê ouvidos ao seu corpo (quase que literalmente)

Todos nós temos períodos de energia que se esgotam com o tempo. Quando isso acontece, o estudante precisa saber o que fazer e isso é fácil: basta repor a energia.

Uma boa noite de sono é tudo que muitas pessoas precisam para acordarem dispostas a estudarem, com foco, determinação e coragem.

Em muitos casos, apenas um cochilo ou um alongamento será suficiente – o importante é conhecer o próprio corpo e saber o momento de parar.

Isso vale, inclusive, para saber o momento certo para estudar. Algumas preferem os horários matutinos e outras optam pela noite. Independente de qual seja o período, o ideal é estudar quando o corpo está disposto.

Durma o suficiente para ter um bom dia

A recomendação mundial é que as pessoas durmam entre 7 e 9 horas por noite.

Essa é uma métrica que pode ser usada, mas vai depender muito de pessoa para pessoa.

O importante é reconhecer que a informação precisa ser sintetizada.

A falta de concentração, muitas vezes, tem a ver com a falta de sono. O ideal é dormir o necessário (nem a mais e nem a menos), apenas o necessário.

No caso do sono, há o que os especialistas chamam de relógio do sono. E, ainda que possa não servir para você, é uma média de vários estudos. Confira os melhores horários para estudar e dormir.

5 horas às 17 horas – o organismo produz e acumula a adenosina que facilita a produção de melatonina.

17 horas às 21 horas – os olhos percebem a mudança de luz e enviam estímulos ao cérebro avisando que o corpo vai se preparar para dormir em breve.

21 horas às 3 horas – a adenosina começa a se transformar em melatonina, hormônio que produz o sono.

2 horas às 3 horas – é o pico de produção de melatonina.

3 horas às 5 horas – o cérebro produz o hormônio do cortisol, que acelera o metabolismo e aumenta a pressão arterial, preparando o corpo para acordar.

Considere se alimentar bem todos os dias

Uma dor de barriga ou ficar com o estomago roncando são motivos para você perder o foco nos estudos – portanto, dedique-se um tempo à alimentação saudável também.

Os alimentos coloridos e magros são aconselháveis, como as frutas e os vegetais, os grãos, carnes brancas, nozes, sementes, chocolates amargos, azeites.

Uma dieta saudável te dá energia suficiente para o estudo.

Já os alimentos brancos como pães, batata, farinhas, açúcar… Não são recomendáveis porque podem te fazer perder a vontade de estudar.

“A nutrição adequada fornece ao cérebro nutriente importante e necessário para estabilidade do humor, regulação bioquímica e desenvolvimento de um cérebro saudável”, conforme o site allpsychologycareers.

Tenha Controle sobre os seus pensamentos

Se você está motivado, você estuda. Se não está, você só vai enrolar.

Portanto, controle o seu pensamento, saiba o que você quer. Ninguém vai fazer nada por você, só você mesmo.

Aqui vale citar a regra do “mais 5”. Diga a si mesmo que você fará apenas mais 5 coisas ou por mais 5 minutos antes de desistir.

Quando esse tempo acabar, faça mais 5!

A ideia é fracionar a tarefa em um tempo menor e tornar as coisas mais fáceis. Isso te ajudará na concentração e manterá sua mente ativa.

Meça os seus resultados

Essa é uma fonte muito mais de motivação do que de concentração, mas vale a pena citá-la.

Todos os seres humanos se mantêm ativos quando sabem dos seus resultados. Você tem que enxergar uma forma de ver como está se saindo nesse processo que está enfrentando – será que está indo bem ou mal?

Ao medir seus esforços com resultados, você sabe se precisará mudar ou não. Com essa resposta, sua concentração aumenta de forma natural.

O melhor jeito é identificar como você fará a medição, que pode ser pelo acerto de questões, pelas metas de horas de estudo ou pelo quanto dos conteúdos do edital você conseguiu avançar.

Reprodução: Google

O Segredo para passar no Concurso Público é Focar nos Estudos

“O que deve ser feito em um primeiro momento é definir a área de atuação que você quer trabalhar porque o enfoque dado para as matérias que você vai fazer pode fazer toda a diferença”, avisa Amanda Bezerra.

A especialista garante que quanto mais tempo você se dedicar aos estudos, maior é a sua probabilidade de ser aprovado. Para isso, a preparação é importante.

“No dia seguinte de um concurso, já devemos estar estudante para o outro. A continuidade acaba sendo importante na hora de manter o ritmo. Mas, é preciso prestar a atenção na qualidade do estudo também”, recomenda.

“Muitas vezes, estudar 2 horas com qualidade acaba sendo mais eficiente e satisfatório do que ficar 8 horas sobre um livro”.

O Processamento de Informações – como funciona?

O cérebro gasta menos energia do que uma lâmpada – mas consegue fazer muito mais do que um computador faz.

Para se ter uma ideia, existe desde 2016 um supercomputador chamado Sunway TaihuLight, que faz cálculos de prospecção de petróleo, previsão do tempo e até mesmo com a engenharia molecular na China.

A velocidade dele é de 125 quatrilhões de cálculos por segundo, algo como 20 bilhões de vezes mais potente do que um laptop caseiro. O problema é que ele gasta mais de 15 MW para funcionar, o equivalente à quase 4 mil aparelhos de ar-condicionado ligados em potência máxima.

O seu cérebro também tem funções bastante complexas, mas usa apenas 20 watts – ou seja, menos do que uma lâmpada.

Em 2015, na Universidade de Carnegie Mellon, os estudiosos compararam a potência de um cérebro à um supercomputador. Assim, a conclusão é a de que o cérebro humano suporta uma quantidade muito menor de dados do que o supercomputador.

Para saber como o cérebro faz isso, basta entender que o cérebro é eficiente porque ele se permite errar. Na média, os neurônios falham em 71% das vezes em que disparam, segundo o Howard Hughes Medical Institute.

Isso sem contar que a sobrevivência humana não exige precisão absoluta – quando vamos expressar ideias, temos dificuldade em encontrar palavras certas e mesmo assim conseguimos nos comunicar – ainda que não seja fotográfica, nossa memória funciona.

Alguns cientistas dizem que os erros elétricos do cérebro, que alteram de forma imprevisível as informações transmitidas entre neurônios, estejam entre os responsáveis pela criatividade humana.

Visto isso é possível notar que temos muitas formas de conseguir melhorar a nossa própria memória – a escolha certa dos alimentos, por exemplo, podem ser essenciais para selecionar os benefícios da memória e da concentração.

Um ambiente adequado te ajuda a trabalhar ou estudar de forma mais eficaz, considerando a iluminação e a sonoridade.

O bom funcionamento do cérebro depende do descanso – logo, dormir menos de 8 horas ininterruptas por noite leva à lapsos de memória. Até mesmo remédios podem afetar a capacidade de memorização, dependendo do uso – a recomendação é procurar profissionais.

Álcool e Cigarro também influenciam e podem levar à atrofia cerebral e a quadros graves de esquecimentos. Exercícios físicos, uma vida social completa e técnicas de relaxamento também são boas pedidas para melhorar a memória.

Exercitar o cérebro, por fim, é um jeito bastante eficaz de conseguir, com eficiência, estimular os neurônios cerebrais. Isso pode ser feito de várias formas, como com jogos e aplicativos tecnológicos, vamos listar alguns.

Curiosidade – a concentração sob ponto de vista da neurociência

A concentração é a capacidade de selecionar determinadas informações e ignorar o restante, que é descartável.

O professor e pesquisador de neurociência William O’Connor diz que:

“O córtex pré-frontal está encarregado da concentração intencional, que é quando você está estudando para uma prova. Mas, se houver de súbito um evento fascinante, o ataque de um tigre ou grito é o córtex parietal que é ativado”.

Logo, a concentração intencional ou atenção seletiva é a responsável por você manter o foco nos estudos em meio há tantas informações externas, como ruídos e distrações.

A partir disso vale desmistificar a informação e que algumas pessoas conseguem se concentrar em várias coisas ao mesmo tempo – uma pessoa multitarefa não existe.

O cérebro consegue processar apenas uma informação de cada vez, mesmo que você use canais sensoriais diferentes, como a audição, visão, tato.

Ramon Consez, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) diz:

“É bom lembrar que duas informações que viajem por um mesmo canal não serão processadas ao mesmo tempo, pois o cérebro será obrigado a alternar a atenção entre as informações concorrentes”.

Isso significa, em poucas palavras, que se você quer passar no concurso público, vai precisar estar totalmente focado no seu estudo.

Reprodução: Google

ALERTA – Dificuldade muito grande em concentração pode ser decorrente da TDAH

Muitas vezes, a falta de atenção pode ser crônica e, na maior parte dos casos, está associada ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

“Todo mundo pode ter os sintomas, mas não é TDAH de fato. O que conta é a chama e a persistência do prejuízo que isso pode trazer para a vida educacional do aluno. Além da social”, diz Cláudia Machado Siqueira, do Laboratório da UFMG.

Os sintomas da TDAH são a desatenção, hiperatividade e isso costuma aparecer ainda na infância, até os 7 anos de idade. Na vida adulta, é muito difícil encontrar casos dessa doença.

As pesquisas dizem que os fatores genéticos e neurológicos são as principais causas do problema, embora os fatores sociais também contribuem para o desenvolvimento.

“O problema não tem cura porque é o jeito como o seu cérebro funciona”, diz Cláudia.

“Mas existem tratamento, feito com remédios ou a terapia cognitivo comportamental”, garante.

Com informações do wikihow, estudaraprender, upconcurseiros

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