13 Livros para Gostar de Ler – e Se Preparar para o ENEM

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Você já terminou de ler um livro e pensou assim: “Caramba! Que história”? Se a sua resposta for negativa, então continue lendo este artigo porque vamos dar dicas de livros que trazem essa sensação.

Se você já leu livros como esse, então também pode continuar com este artigo para observar quais nossas indicações.

A Importância da Leitura para Provas

Toda pessoa que vai prestar uma prova – seja Enem, Concurso ou Exame da OAB – tem que se atentar ao fato de que ler é importante.

A leitura é um hábito que precisa ser criado com o tempo e influência diretamente no poder de concentração, estudo e sabedoria dos estudantes.

O primeiro e grande benefício da leitura é quanto ao conhecimento. A pessoa que lê não apenas viaja em uma história, assim como reconhece um novo mundo, um outro ponto de vista e outra sabedoria.

Esse conhecimento também pode ser bastante especifico e mostrar uma visão, por exemplo, sobre as guerras, a política, o mundo ou qualquer outro assunto que nos diz respeito.

Outro benefício direto da leitura é o poder de concentração e foco. Todo aluno preciso disso e eles têm que estar muito bem “treinados”.

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A leitura exige concentração, afinal, ninguém consegue ler e fazer outras coisas ao mesmo tempo. Isso faz com que o leitor fique “preso” ao conteúdo e ao comportamento do livro.

Na hora da prova, vale a mesma ideia – de concentração.

Além disso, o hábito de ler traz muitos outros benefícios a ponto de se tornar imprescíndivel à toda pessoa que quer passar em uma prova difícil.

O Hábito de Ler

Mas se ler traz tantos benefícios por que, então, as pessoas não leem?

A resposta para essa pergunta é bastante complexa, mas em tese podemos afirmar que faz parte da cultura e dos hábitos de cada povo e civilização.

Na história da comunicação, a escrita e a leitura são consideradas, relativamente, novas portanto há de se imaginar que ainda há muito espaço para elas.

Por outro lado, a tecnologia do homem tem aparecido de forma tão acentuada que nos faz pensar que a leitura possa estar sendo complementada por meios mais dinâmicas – como vídeos e sons.

Mas, em tese, essas formas de comunicação podem não ter poder de concentração tão grande quanto os livros.

Mais do que isso, há de se concordar que as provas, atualmente, no Brasil são em quase sua totalidade escritas – sendo que uma pequena parte é oral ou online.

Logo, os livros são as melhores fontes para encontrarmos as melhores palavras ou, no mínimo, reconhecermos seus significados.

Para finalizar esse tópico, vale a pena observar também que o Brasil, infelizmente, é uma nação onde o hábito da leitura é bastante modesto.

Isso acontece por fatores culturais e políticos, já que por aqui pouco se investe  educação se comparado com outros países mais desenvolvidos.

No fim da história, culturalmente não somos leitores ativos. E quando o fazemos, não temos apoio do governo, que encare os livros. Mais do que isso, não há incentivos para que novos autores surjam…

Mesmo com toda essa problematização, ainda há pessoas que conseguem observar o efeito positivo da leitura e investem seu tempo e seu dinheiro na criação desse hábito.

Se você faz parte desse time, mas não sabe por onde começar, confira nossa lista abaixo e pegue o gosto pela leitura. Selecionamos algumas obras que vão fazer você pensar: “Caramba, que história”.

Livros para Gostar de Ler

Os livros aqui citados foram escolhidos aleatoriamente e não tem fins publicitários. A ideia foi encontrar obras que são conhecidas por seus enredos, suas escritas ou suas didáticas adotadas.

Leia uma breve análise sobre cada um e observe por que esses livros são considerados ótimos para você pegar gosto pela leitura.

Alguns Livros, para atrair o seu interesse, recebem também um resumo, como está abaixo. Mas, nem todos, para que este artigo não se alongue demais.

1 – A Paixão Segundo G.H.

Clássico da Literatura Nacional traz uma reflexão bastante instigante sobre o comportamento do Ser Humano.

O que você pensaria se estivesse diante de uma barata encontrada no seu guarda roupa? Acredite você, a narração toda gira em torno dessa situação e o final é, realmente, fascinante.

Clarice Lispector é uma autora reconhecida por seu jeito reflexivo de escrever, com linguagem fácil e que aproxima o leitor da obra.

Por ser tão intrigante e incomum é que listamos essa obra.

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2 – Firenight 184

Imagina que você não tivesse a liberdade de ler o que tivesse vontade, onde todo livro “proibido” fosse queimado.

Isso te lembra um pouco de ditadura? Mas, não. Ao menos não é – diretamente – sobre isso que o livro fala.

Uma obra também exemplar é do tipo que deixa qualquer pessoa irritada devido aos fatos e as ocorrências, que são tão próximas da nossa realidade.

3 – A Hora da Estrela

Outra citação de Clarice e está aqui devido a sua facilidade.

Uma obra reflexiva, como a outra, mas muito mais triste que trata, aí sim, do nosso país.

A narrativa é tão bem feita que parece que a situação está acontecendo agora, do lado de lá do portão.

Resumo

Para quem está acostumado com resumos tradicionais, não é fácil fazer a síntese de A Hora da Estrela.

Isso porque, aparentemente, nada acontece. Logo nas primeiras linhas, o que se percebe é a presença de um autor – o escritor Rodrigo S. M. – às voltas com certos impasses de sua carreira, tentando dar início à narrativa da história da nordestina Macabéa em sua vida cotidiana no Rio de Janeiro.  

Rodrigo S. M. declara: “Pensar é um ato. Sentir é um fato” – e essas frases podem ser entendidas como uma apresentação da obra. De fato, as reflexões e os sentimentos registrados pelo escritor constituem parte da narrativa.

Portanto, se o leitor espera algo acontecer para começar a fazer a sua síntese do romance, é bom se apressar, porque a história já começou. 

Macabéa é introduzida aos poucos na narrativa, sobressaindo-se das reflexões de Rodrigo S. M. Ele se depara com ela em uma rua do Rio de Janeiro, quando, por intermédio de uma simples troca de olhares, a história da moça lhe é revelada.

Alagoana, Macabéa perde os pais ainda muito criança e é criada por uma tia, que, no intuito de educá-la, dá-lhe constantes pancadas da cabeça com os nós dos dedos.

Frequenta escola apenas até o terceiro ano primário e escreve muito mal. Mesmo assim, consegue levar adiante um curso de datilografia.  

A tia muda-se para o Rio de Janeiro e Macabéa a acompanha. Arranja emprego como datilógrafa. Depois da morte da mãe de criação, passa a dividir um quarto de pensão com quatro moças que trabalham como balconistas.

Pouco convive com elas, que chegam muito cansadas à noite e dormem logo, enquanto Macabéa fica ouvindo a Rádio Relógio ao longo das madrugadas. 

Certo dia, resolve faltar ao trabalho e sair para um passeio. Encontra-se então com Olímpico de Jesus, metalúrgico nordestino. Ele a chama de “senhorinha” e a convida para um passeio. Para ela, é o começo de um namoro.

Em suas conversas, ela exibe,  sempre de forma precária, o conhecimento adquirido com as audições da Rádio Relógio, enquanto ele afirma sua disposição de crescer e ser alguém na vida.  

Em uma visita a Macabéa no local de trabalho, Olímpico conhece Glória, colega da namorada. Interessa-se por ela e abandona Macabéa.

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Sem ter exata noção do quanto isso a faz sofrer, Macabéa recolhe-se ao banheiro do escritório e passa com força o batom vermelho nos lábios, para se sentir uma estrela de cinema.

Constrangida por lhe roubar o namorado, Glória dá dinheiro a Macabéa e aconselha que ela procure uma cartomante. Macabéa acata a ideia e vai até Madama Carlota, que lhe prevê um futuro brilhante e o encontro próximo de um grande amor.

Ao sair da cartomante, Macabéa morre atropelada. Os transeuntes se reúnem em torno dela, que se torna, pela primeira e última vez na vida, o centro das atenções. Como uma estrela de cinema.

4 – Gabriela, Cravo e Canela

Um romance clássico, que só podia ter sido escrito por Jorge Amado.

Sensualidade, paixão e amor são sentimentos que põe maquiagem em uma história épica e real, de um Brasil Antigo – mas não tão antigo assim.

Gabriela, como já dá para imaginar é a personagem principal e faz jus à uma cultura totalmente nacional.

Você vai se identificar com certeza.

5 – Capitães de Areia

Ah, não falamos no tópico anterior, mas é importante saber que Jorge Amado é considerado um autor moderno, o que faz com que a literatura seja bastante simples.

Isso acontece também em Capitães de Areia que é o tipo de enredo que a gente acaba ficando do lado “do bandido” por simples sentimento de Justiça.

É praticamente impossível ler e não notar a inocência e a desvantagem que tem esses “moradores de rua”, que criam uma família, na qual cada um tem o seu papel importante.

Resumo

Capitães da Areia faz referência aos meninos de rua de Salvador, menores cuja vida desregrada e marginal é explicada, de uma forma geral, por tragédias familiares relacionadas à condição de miséria.

O grupo de meninos que forma os Capitães se esconde em um armazém abandonado em uma das praias da capital baiana.  

Os personagens que compõem o núcleo central da narrativa apresentam algumas particularidades: João Grande possui uma força bruta, o professor é lembrado pelo talento artístico, Sem-Pernas pela amargura existencial, a opressão sertaneja é representada por Volta-Seca, a sexualidade precoce por Gato, o malandro é o Boa-Vida e a tendência à religiosidade se manifesta em Pirulito.

Todos são liderados por Pedro Bala, o protagonista do romance.  

Órfão desde muito cedo, Bala descobre o passado de seu pai, um líder operário assassinado durante uma greve.

Quem lhe dá a informação é João de Adão, organizador de greves que abre ao menino as portas da luta trabalhista. Bala prefere continuar a organizar os assaltos e roubos cometidos pelo bando, participando das ações mais perigosas.

Um dia, junta-se ao bando a menina Dora, cujos pais tinham morrido em uma epidemia de malária. Vista inicialmente com desconfiança, aos poucos Dora se integra ao grupo, ganhando o respeito de todos e o amor de Pedro Bala. 

Durante uma ação, Bala e Dora são presos. Ela é colocada em um orfanato, enquanto o menino é submetido à violência de torturadores que tentam obter dele o local do esconderijo dos Capitães.

Bala sofre, mas nada revela. Foge do reformatório e liberta Dora. A menina, no entanto, sai doente do lugar. Em sua última noite de vida, pede ao namorado que a possua.  

A morte de Dora coincide com um momento de passagem para a vida adulta dos principais membros do bando. João Grande vira marinheiro, Volta-Seca se torna cangaceiro, Pirulito entra para uma ordem religiosa e Sem-Pernas se suicida para não cair nas mãos da polícia.

Por fim, Pedro Bala abandona o grupo, mas não a condição de líder, agora voltada para a vida operária. Dessa forma, continua a obra inacabada do pai.

6 – A Revolução dos Bichos

George Orwell precisa ser lido por todas aquelas pessoas que tem a intenção de prestar o Enem, por isso exemplo.

A temática consegue ser simples, a partir de uma história muito bem amarrada, para falar de questões bastante complicadas, como a política, o dinheiro, as lutas de classes e outros.

É muito raro encontrar alguém que tenha lido a obra e não tenha passado a ver os porcos com outros olhos.

Resumo

A Revolução dos Bichos, de George Orwell, se passa numa granja liderada, inicialmente, pelo Sr. Jones. Porém, insatisfeitos com a dominação e exploração e liderados pelo Porco Major, os animais decidem fazer uma revolução.

Assim, o inimigo seria aquele que anda sobre duas pernas. Os animais se organizam e expulsam Sr. Jones da granja, pois não queriam mais ser tratados como escravos dos humanos. Os porcos passam a liderar a granja, considerando-se os animais mais inteligentes. 

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Os ensinamentos do Porco Major, denominados de Animismo, passam a predominar, mesmo após sua morte. Na granja, todos os animais são iguais entre si. Porém, “uns são mais iguais que outros”.

Dessa forma, os porcos aprenderam a ler e escrever e tornam-se os líderes da granja. O porco Bola de neve tem o plano de construir um moinho. Napoleão é contra.

Há uma eleição do líder da granja, e apesar da maioria ser a favor de Bola de Neve, Napoleão arma um plano certeiro para que Bola de Neve seja expulso da granja e taxado de traidor. 

Protegido por cães ameaçadores, Napoleão lidera a granja de uma maneira ditadora; constrói o moinho, e há economia de comida, os animais trabalham várias horas seguidas.

Começa uma nova escravidão, onde agora os animais são explorados pelos porcos. Para a construção do moinho, são necessários materiais que não podem ser produzidos na granja, e com isso, Napoleão começa um contato comercial com humanos, por intermédio de seu advogado, Sr. Whymper.

Nesse momento, os porcos se mudam para a casa grande, onde o Sr. Jones vivia, apesar de anteriormente ser proibido. Segundo eles, era necessário um local onde pudessem repousar, já que, por serem muito inteligentes, faziam muito esforço para governar a granja.

Os porcos eram extremamente persuasivos. Garganta era braço direito de Napoleão e andava pela granja defendendo seu “mestre”.

Acontece uma tempestade e o moinho de vento é derrubado; a culpa cai sobre Bola de Neve. Os animais passam a racionar ainda mais a comida.

Mesmo assim, Napoleão passa para os humanos a impressão de haver muita comida. Assim, vai se concretizando a República dos Bichos. Porém, alguns animais começam a questionar que a vida estava pior do que na época do Sr. Jones; estavam trabalhando mais, comendo menos, e os mandamentos feitos no começo da Revolução não estavam sendo cumpridos.

Esses animais questionadores foram acusados de serem cúmplices de Bola de Neve e, ao se entregarem, foram mortos.

Frederick e seus homens invadem a granja e explodem o moinho. Os animais, revoltados com mais uma vez a destruição do moinho, enfrentam e expulsam os homens.

Mais uma vez os animais trabalham demais, sem comida. Sansão, muito trabalhador, adoece e Garganta diz que virão busca-lo para um tratamento fora da granja.

Um carro vem busca-lo e os animais percebem que era um carroção do matadouro através do letreiro do carro. Porém, Garganta dá uma desculpa, os animais aceitam, e Sansão nunca mais aparece.

Pouco a pouco os animais que viveram a época do Sr. Jones foram morrendo, e foi se esquecendo como era antes da Revolução.

Como um irônico desfecho, os porcos aparecem andando sobre duas patas, contrariando um dos mandamentos do início da Revolução, onde “quatro patas bom, duas patas ruim”. E, finalmente, os porcos unem-se definitivamente aos humanos. 

7 – 1984

Se você já assistiu Big Brother Brasil ou qualquer outro Reality Show que tenha câmeras espalhadas por toda parte, vai entender essa obra literária muito bem.

Ah, não estamos falando em celebridades, mas sim de nós mesmos.

Imagina você viver em um lugar onde o governo põe câmera em todos os lugares para acompanhar os seus passos.

1984 é um Big Brother da Vida Real. Se você ler e não ficar “P” da Vida com o mundo, conte-nos como conseguiu isso.

Reprodução: Google

8 – A Metamorfose

Franz Kafka também é um autor polêmico e que causa intriga nos seus leitores.

A metamorfose é um título que se aproxima bastante das obras de Clarice Lispector. Portanto, se você gosta de um, provavelmente, gostará do outro.

A metamorfose é justamente a mudança, a transição, essa ideia se nunca permanecer estático. Mas, o que muda? Você vai precisar ler para saber.

Mas uma coisa podemos adiantar: você não vai se arrepender.

9 – Fantasma

É indicado para quem conhecer ou tentar entender a realidade do Brasil. O autor é brasileiro, obviamente, e a visão que ele tem é estonteante.

O enredo é simples: uma “mala” de dinheiro que some sem deixar rastros. A única pessoa que poderia ter visto é uma moradora de rua, que sofre com a falha memória.

Quem é essa moradora de rua? O nome dela é princesa e a partir disso você pode ter notado a genialidade do autor.

10 – Vidas Secas

Também é sobre o Brasil, aliás sobre o Nordeste, a Seca, a família, a cultura.

Vale destacar uma personagem que nos faz chorar, de tão emocionante que é a história: Baleia. Mas calma, Baleia não é realmente uma baleia, e sim uma cadela.

Se você fica apenas dentro da área urbana e conhece tudo sobre tecnologia, mas nada sobre o a extensão territorial do Brasil, tem que ler.

Essa narrativa é uma das melhores já escritas aqui e não a toa, vencedora de vários prêmios.

11 – Iracema

Uma índia pode se apaixonar por um homem branco? E vice-versa? Até que ponto eles podem arriscar suas vidas e suas culturas para viver juntos?

Gostou da história, não é? E ela é, realmente ótima. Tanto é que sempre está nas listas de livros obrigatórios dos vestibulares.

Porém, há uma ressalva: de todas obras listas aqui, essa deve ser a de mais difícil leitura, já que usa termos em tupy e que exigem um dicionário no ato da leitura.

Se você entende a leitura, você se apaixona.

12 – Dom Casmurro

Machado de Assis é um ícone da Literatura Mundial. O Jeito de Escrever e a Forma como Conta os Fatos é o que mais impressiona no autor. Além disso, em Dom Casmurro ele usa uma técnica – no mínimo – diferente: a Transgressão, que nada mais é do que voltar no tempo para entender o que aconteceu.

Esse voltar no tempo ele faz em forma de palavras, que deram origem ao livro.

Você já deve ter ouvido por aí alguém dizer: “Olhos de Ressaca como de Capitu”. Ou então, já deve ter se intrigado em saber quem era o pai de Bentinho…. Tudo isso está no livro.

13 – A Escrava Isaura

Outro Clássico real, mas que parece surreal, de tão forte que é. A Escravidão aconteceu no Brasil e no mundo, logo, “Tráfego Negreiro” ou “Lei Áurea” precisam ser relembrados e revividos sempre.

Por isso, incluímos essa leitura, que é totalmente histórica, mas fundamental para quem tem interesse em entender a sociedade na qual vivemos.

Resumo

Isaura, escrava de pele branca, foi criada como filha na família em que serve. Foi durante muito tempo a protegida da matriarca, que prometeu que após a sua morte a moça deveria ser liberta.

Entretanto, esse último desejo não foi satisfeito e Isaura se tornou propriedade de Leôncio, um jovem sem caráter que por ela se interessa, apesar de casado.  

A beleza da jovem cativa desperta paixões em vários dos personagens, além de Leôncio, o jardineiro Belchior, o feitor da fazenda e até o irmão de Malvina, esposa de Leôncio, fazem propostas à moça.  

O pai da escrava, um homem livre chamado Miguel, reúne a vultosa quantia que fora pedida pelo pai de Leôncio para libertá-la, porém, o vilão encontra uma maneira para descumprir a promessa do pai, fingindo luto por sua morte.

Inconformada com a situação, Malvina retorna para a casa de seus pais, fato que deixa Leôncio livre para atormentar Isaura.

O pai de Isaura, Miguel, decide então fugir com a filha para o nordeste do país. Os dois se instalam em Recife e adotam novos nomes. Na nova cidade Isaura conhece Álvaro, homem por quem se apaixona e é correspondida.

Ele fica sabendo que ela é uma escrava fugida da pior maneira, ao levá-la a um baile um estudante a denuncia na frente de todos. Isaura é obrigada, então, a assumir sua condição, Álvaro, porém, defende a amada.

Descoberta, Isaura volta a ser escrava de Leôncio. Numa manobra, Isaura é convencida a se casar com Belchior, porém, antes que a cerimônia fosse realizada, surge Álvaro, que havia descoberto a falência de Leôncio e adquirido sua dívida.

Dessa forma, ele passa a ser dono de todas as propriedades do vilão, incluindo Isaura. Leôncio se mata e a história tem um desfecho feliz. 

Por EstudoMemorizaçãoBlog

13 Livros para Gostar de Ler – e Se Preparar para o ENEM
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