Vai Prestar o ENEM 2017? 15 Livros Clássicos vão contribuir para o seu sucesso

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Clássicos transcendem o tempo em que foram escritos e ampliam nossa visão de mundo”, diz Júlio França, professor de literatura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Algumas das maiores universidades públicas do país, tais como a USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade de Campinas), têm o que é chamado de leitura obrigatória, que nada mais do que a inclusão de livros, em sua maior parte clássicos, nas provas dos vestibulares que dão entrada à universidade.

Por enquanto, ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), que é considerada a maior porta de entrada dos alunos para uma faculdade e tem importância sobre quase todas as universidades do país e algumas de foram do país também ainda não adere à esse tipo de leitura.

No entanto, mesmo que tenha a obrigação dos livros, o ENEM tem o hábito de sempre inserir trechos de obras clássicas da literatura nacional. Portanto, não é incomum que o estudante e vestibulando tenha que fazer análises de trechos, obras e dessas figuras públicas que escreveram tais livros.

O que nos leva a crer que todo estudante que sabe, ao menos o mínimo, sobre a interpretação de uma dessas obras, com certeza, terá mais chances de obter bons resultados na nota final da prova e, sem contar ainda, que isso vai aumentar as chances dele ir bem na redação, que tem peso significativo para o sucesso do vestibular.

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Foi pensando nessa necessidade que o aluno tem de interpretar obras clássicas e, ao mesmo, na dificuldade dele de entender termos, narrativas e “contextualidade” que nós pautamos este artigo. Muito mais do que apenas dizer: “leiam os clássicos”, queremos mostrar que é possível compreendê-los e trazer para a realidade.

Na verdade, esse é outro ponto na qual a leitura pode ser benéfica ao vestibulando: ela também se torna uma “carta na manga” para quando as perguntas entram na categoria “atualidades”, tão comum nessas últimas edições do vestibular.

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Até agora falamos um pouquinho da importância da leitura de obras clássicas para o vestibulando. Logo, dá para notar que essa leitura é imprescindível para o sucesso no vestibular.

Mas, vamos explicar, desde o começo alguns pontos que devem ser levados em conta e que vão muito além dessa obrigatoriedade.

Confira um breve glossário do que falaremos neste artigo:

  1. Por que Ler os Livros Clássicos para o Vestibular?
  2. 10 Motivos para Ler os Livros Clássicos para o Vestibular!
  3. 15 Livros Clássicos vão contribuir para o seu sucesso no ENEM 2017.
  4. 7 Conselhos para analisar um livro Clássico da Literatura .
  5. O caminho da felicidade: uma ordem certa para ler livros clássicos.

Então, como visto, temos um mundo de assunto para discutir aqui em questões que vão muito além da indagação sobre a traição (ou não) da Capitu, como narrado por Machado de Assis!

1 – Por que Ler os Livros Clássicos para o Vestibular?

“Ler os Clássicos não é um dever, é um direito. É um aparcela do Patrimônio da Humanidade”, diz a presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Ana Maria Machado.

O ideal, para este artigo, é que não focamos em problemas e sim em soluções. No entanto, antes de começar para valer, podemos fazer a seguinte reflexão:

  • Por que os alunos, de qualquer idade, não têm o hábito ou o gosto pela leitura?

As respostas são das mais variadas.

Basta sentar em uma roda de pesquisadores e descobrir que cada um tem a sua própria visão. Uns dizem ser algo cultural, afinal, não está no sangue do brasileiro ler. Mas isso não seria muito válido já que, ainda que em pouca parcela, existem aquelas pessoas que gostam, sim, de livros.

Outros vão dizer que é por que os livros são “inseridos” de forma obrigatória na escola e, para o aluno, tudo que é obrigatório se torna chato, ruim, feito sem prazer. Tem aquele que diz ainda que a culpa maior disso tudo está na tecnologia, que traz opções mais atrativas e menos “cansativas”.

Reprodução: Google

Enfim, sem encontrar uma resposta exata, o fato é que, infelizmente, o brasileiro não tem o hábito da leitura, ao menos na sua maioria.

Porém, para tanto, o aluno que quer passar no vestibular, com boas notas, vai precisar ler um livro inteiro alguma vez. Sem essa leitura, ele pode até passar no vestibular, mas vai sempre achar que está faltando algo.

Afinal de contas, só quem leu Vidas Secas sabe compreender, de fato e na pele, o que significou e significa a seca no sertão brasileiro

História da Literatura e História do Brasil

“Os clássicos sintetizam, de tempos em tempos, o que a humanidade acumulou de saber. O bom clássico sempre se desdobra”, conta o historiador e professor de literatura Joel Rufino dos Santos.

Bom, aqui está um dos motivos da importância de ler livros clássicos para o vestibular: estudando a literatura brasileira, conhecemos a nossa própria história, já que ambas estão interligadas: saindo dos trovadores portugueses ao modernismo, passando pelo classicismo, barroco, romantismo, realismo e naturalismo.

Cada uma dessas escolas literárias possui suas características ínfimas, que representam parte da nossa história, da nossa evolução como ser humano, que passa pela escrita e também pelo pensamento.

A leitura, assim sendo, não é apenas PARA PASSSAR NO VESTIBULAR, mas é uma forma muito sensata de ensinar a literatura e a história, o que vai ajudar o estudante a desenvolver o seu senso crítico e, inclusive, vai ajuda-lo a descobrir suas preferências.

2 – 10 Motivos para Ler os Livros Clássicos para o Vestibular

A lista destes motivos é do site Pick The Brain e nós fizemos alguns ajustes para te mostrar os 10 principais motivos para se ler um clássico. Esse tópico nada mais é do que uma sintetize de tudo que falamos até agora…

1 – Vocabulário: muitas palavras usadas em livros clássicos não são mais comuns nos dias atuais. Isso dá ao leitor um vocabulário maior, o qual poderá ser usado como ferramentas na hora de se expressar, ainda que prefira usar as palavras cotidianas.

2 – Redação: ao ler clássicos, o leitor absorve um pouco do estilo do autor, mesmo que inconscientemente.

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3 – Fala: o leitor de clássicos terá um vocabulário melhor, portanto, articulará melhor os pensamentos e, como conseguinte, a fala.

4 – Ideias: os clássicos têm ideias contidas no passado, mas que não são esquecidas. Assim, o leitor poderá saber o verniz da originalidade e contemporaneidade a elas.

5 – História: os clássicos tem uma razão para ter permanecido no tempo, eles não dependem da crista da onda.

6 – Divertimento: a linguagem antiga nunca deve ser uma barreira, já poderá sempre ser considerada uma diversão.

7 – Sofisticação: quem lê clássico tem sempre uma perspectiva melhor da vida e pode arrematar uma discussão om uma boa citação ou argumento.

8 – Seleção: com o tempo e a leitura de clássicos, o leitor ficará mais seletivo na escolha de novas leituras.

9 – Voz: os clássicos tem estilo que se relaciona com outras pessoas da escrita, um da voz ao outro.

10 – Tempo: ao ler clássicos, o leitor entra em contato com o conhecimento daquele que criou a obra, tendo uma ideia e contextualização com a realidade.

Claro que não vamos ser ousados para editar essa lista que foi divulgada em outro site, mas aqui, em uma parte separada do tópico, podemos citar outros 2 motivos que ficaram esquecidos, mas que são, também, importantes.

Universais: Os livros clássicos são universais e acertam, com precisão, muitas pessoas de todo o mundo. Independente do tempo em que leia e da onde, a essência da obra continua a mesma, ou seja, bastante atual. Os conflitos desses textos, inclusive, nos ajudam a entender nossos próprios sentimentos.

Origens: O que pouco se fala, mas que é bastante notável é que essas obras clássicas deram (e sempre vão continuar dando) base para a criação de outras obras.

O filme “Diário de Bridget Jones”, por exemplo, foi baseado na obra “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen. Assim como o “Rei Leão” foi inspirado em “Hamlet”, de Shakespeare e “Segundas Intenções” em “Ligações Perigosas”, de Chordelos de Laclos.

3 – 15 Livros Clássicos vão contribuir para o seu sucesso no ENEM 2017

Se você vai prestar algum vestibular em 2017, precisará ler alguns livros. Se não estiverem nas listas obrigatórias das grandes universidades, ao menos, estará nas entrelinhas do ENEM.

Isso sem contar que eles são determinantes para a sua formação básica.

Confira uma lista de boas indicações, que mesmo que não façam parte das listas obrigatórias, podem contribuir (e muito) para o seu sucesso no vestibular. Vale dizer que algumas obras vão aparecer por mais de vezes aqui neste artigo, mas, no entanto, isso não a torna repetitiva e sim importante.

Reprodução: Google

1 – Odisseia: O livro de Homero é um poema épico que narra os grandes acontecimentos da Grécia Antiga, mas sem comprovação histórica, já que os relatos são seculares do povo grego. O livro é a continuação de Ilíada, em que Homero descreve como foi a Guerra de Troia.

Já em Odisseia, o leitor embarca em aventuras que acompanha a jornada do herói grego Odisseu, também chamado de Ulisses, a caminho de Ítaca.

2 – Dom Quixote: de Miguel de Cervantes, o livro é um clássico que conta a história de Dom Quixote de La mancha, um fidalgo que confunde a realidade com a fantasia.

Assim, inicia uma jornada épica em que se torna cavaleiro, pelo menos na imaginação.

3 – O Morro dos Ventos Uivantes: da britânica Emily Bronte, a narrativa é contada pela governanta Ellen Dean, que conta sua vivência em uma propriedade rural em Yorkshirte.

4 – O Primo Basílio: é uma obra do realismo português, escrito por Eça de Queirós e que normalmente é mencionado nos vestibulares.

5 – Madame Bovary: é uma das primeiras obras do período que ficou conhecido como Romance Realista. A historia de Gustave Flaubert causou impacto na sociedade já que o autor descreveu a vida burguesa com relações extraconjugais.

6 – Dom Casmurro: É o livro mais popular da literatura nacional e considero por muitos o maior de todos os tempos.

Escrito por Machado de Assis e narrado por Bento Santiago, a história apresenta também Capitu, uma personagem que ficou marcada em toda literatura nacional, ao ser mencionada como “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”.

7 – Cem Anos de Solidão: de Gabriel Garcia Márquez, o livro conta a história da família Buendia, fundadores de um paraíso perdido em meio a vales e florestas na América Latina.

8 – O Apanhador no Campo de Centeio: do americano J. D. Salinger, a trama conta um dia na vida do jovem Holden Caufield, que começa a divagar sobre suas dúvidas e inseguranças da adolescência.

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9 – Lolita: da Vladimir Nabokov, um russo naturalizado norte-americano, que publicou a narração que mostra a relação de um professor de literatura de quase 40 anos com uma jovem menor de idade.

10 – Ensaio sobre a Cegueira: do português José Saramago, conta a história de uma cidade abatida por uma epidemia repentina de cegueira, na qual apenas uma mulher fica imune.

11 – Iracema: de José de Alencar, retrata uma lenda entre uma índia e o 1º colonizador português do Ceará.

12 – Vidas Secas: conta a história da infância de Graciliano Ramos, abordando temas acerca da seca nordestina, com condições sub-humanas de sobrevivência.

13 – Os Lusíadas: narra as passagens da história de Portugal, com a expedições de Vasco da Gama, escritas por Luís Vaz de Camões.

14 – Capitães de Areia: É um dos clássicos mais jovens da literatura brasileira, que conta um enredo dos anos 30, sobre um grupo de jovens moradores de rua.

15 – Memórias de um Sargento de Milícias: o romance de Manuel Antônio de Almeida conta as travessuras do jovem Leonardo.

4 – 7 Conselhos para analisar um livro Clássico da Literatura

Uma obra literária pode ser extensa, cansativa, complicada. Mas nem sempre. Essa ideia generalizada não representa a maior parte dos livros clássicos. É como dizer que matemática é uma matéria chata de ser estudada, no fim, sabemos que não é bem assim.

Ler demanda concentração, atenção, mas quando você se envolve com a história… Os benefícios são os melhores. E não apenas para o seu intelecto, mas também para o seu emocional, para a sua vida.

De uma maneira geral, as obras clássicas costumam emocionar. Ou, no mínimo, forçar as emoções. Faz pensar, refletir, chorar, ficar inquieto, irritado, feliz, comovido. Tudo junto!

Veja algumas referências:

  • Quem nunca chorou com a morte da cachorra Baleia, em Vidas Secas?
  • Quem nunca chorou com o final trágico de Iracema, de José de Alencar?
  • Quem nunca torceu um final feliz para os anti-heróis Capitães de Areia, de Jorge Amado?
  • Quem nunca se identificou com Dom Quixote ou com Franz Kafka em “A Metamorfose”?
  • Quem nunca ficou irritado com o mundo ao ler George Orwell ou Aldous Huxley?

Sinceramente, quem nunca sentiu nada disso é porque ainda não leu essas obras…

Então, se você que já tentou ler e ainda não conseguiu, tem que saber de algumas coisas. Fizemos esse pequeno tópico com as melhores orientações para você conseguir se concentrar na leitura e descobrir um mundo totalmente surreal, mas nunca tão real como agora.

Parece confuso, mas é legal, garantimos!

Conselho número 1: nunca se dê por vencido logo nas primeiras páginas ou pela capa. Pode ser que a fragrância seja melhor do que o frasco. Além disso, você não tem que entender cada palavra ou expressão da obra para entender todo o contexto. Se pegar um livro mais complexo, use o dicionário.

Conselho número 2: se você é novato na leitura, busque edições mais atuais, ou seja, aquelas que tenham boas introduções e são mais fáceis de ser entendidas. É comum que essas introduções tragam o contexto histórico, fatos da época, vida do autor, estrutura, estilo. E isso tudo facilita a sua vida, de leitor.

Conselho número 3: O ideal é não parar de ler a frase para procurar o significado de uma única palavra. Leia até terminar e você, provavelmente, conseguirá compreender o contexto. Aí, depois do ponto final, busque o significado exato da palavra no dicionário.

Conselho número 4: esse é essencial para quem vai prestar o ENEM. FAÇA ANOTAÇÕES. Anote tudo o que puder: personagens, fatos, nomes. No fim, o mais aconselhável é fazer um resumo do livro e uma síntese, mesmo porque algumas obras não tem narrativa linear e nem sempre você encontrar começo, meio e fim.

Conselho número 5: Faça uma análise dos personagens. Quem é o protagonista? E o personagem chave? E os secundários? Alguém morre? Alguém nasce? O narrado participa da historia? Ele é um dos personagens? É uma narrativa?

Conselho número 6: Note qual é o tipo de narração. Isso é bastante importante. Observe se o narrador participa da história ou se ele apenas a conta. Se ele é um personagem primário que vive a história ou secundário que conta os fatos simplesmente como imagina. Note se tem ordem, seja cronológica ou temporal ou qualquer outra.

Conselho número 7: considere o contexto histórico e faça comparações com outros autores. Entenda que a história é movida por algo e pode ser por algum acontecimento, por exemplo. Graciliano narra a sua história de infância, Machado volta ao tempo para tentar entender o que de fato aconteceu com ele.

5 – O caminho da felicidade: uma ordem certa para ler livros clássicos

A Revista Época, com o apoio de estudiosos, fez um infográfico que mostra o caminho da felicidade em uma ordem dita certa para a leitura de livros clássicos.

Essa ordem é dita certa porque leva em conta uma ordem cronológica, mas não só isso. Leva em conta também, e principalmente, as facilidades da leitura, sendo que o estudante “poderia” começar por aqueles que são de mais fácil entendimento.

Assim, entendam que não é uma lista dos melhores livros de todos os tempos, mas sim aqueles que podem “fisgar” o leitor que tem potencial para conhecer o que de melhor o homem já fez com as palavras.

Separamos esses livros, em suas ordens cronológicas, para que você compreenda o que estamos falando.

PARA COMEÇAR

Os livros básicos, que promovem um pacto imediato e são boas introduções do mundo da literatura…

  • 850 – As mil e uma noites (Autores Desconhecidos)
  • 1815 – Emma (Jane Austen)
  • 1845 – O Conde de Monte Cristo (Alexandre Dumas)
  • 1857 – Madame Bovary (Gustave Flaubert)
  • 1870 – A Família Agulha (Luis Guimarães Jr.)
  • 1945 – A Revolução dos Bichos (George Orwell)
  • 1949 – O Tempo e o Vento (Érico Veríssimo)
  • 1955 – Lolita (Vladimir Nabokov)
  • 1958 – Gabriela, Cravo e Canela (Jorge Amado)

QUERO MAIS

Uma vez fisgado e inserido num mundo que vai além de bons enredos, o leitor encontra nessas obras a continuidade do prazer de ler…

  • 1615 – Dom Quixote (Miguel de Cervanes)
  • 1866 – Crime e Castigo (Fiódor Dostoiévski)
  • 1891 – O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)
  • 1899 – Dom Casmurro (Machado de Assis)
  • 1915 – A Metamorfose (Franz Kafka)
  • 1928 – O amante de Lady Chaterley (D. H. Lawrence)
  • 1932 – Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley)
  • 1962 – A Cidade e os Cachorros (Mario Vargas Llosa)
  • 1967 – Cem anos de Solidão (Gabriel García Márquez)

DESAFIOS

Obras que, pelo tamanho ou pela complexidade, se tornaram mitos (e troféus para quem chega ao final de suas páginas)…

  • 1851 – Moby Dick (Herman Melville)
  • 1869 – Guerra e Paz (Leon Tolstói)
  • 1895 – Judas, o obscuro (Thomas Hardy)
  • 1913 – Em busca do Tempo Perdido (Marcel Proust)
  • 1922 – Ulysses (James Joyce)
  • 1924 – A Montanha Mágica (Thomas Mann)
  • 1929 – O Som e a Fúria (William Faulkner)
  • 1956 – A Lua Vem da Ásia (Campos de Carvalho)
  • 1956 – Grande Sertão: Veredas (João Guimarães Rosa)
  • 1964 – A Paixão Segundo G.H. (Clarice Lispector)

Com informações do livrosepessoas, universia, abril

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