Por que a Interpretação de Texto é importante em todos os Concursos Públicos?

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No último artigo publicado, comentados os porquês de a interpretação ser uma habilidade fundamental na nossa vida. Entender a forma correta dos textos, das figuras e dos números é a melhor forma de comunicação e o que nos torna mais capacitados do que os demais. Ao menos, por enquanto. Se você tem essa habilidade, tem mais chances de se dar bem na vida, e também nos concursos públicos.

Também falamos que a interpretação não é uma aptidão especifica da língua portuguesa, apesar de estar inserida nela. Na verdade, a interpretação tem importâncias em várias outras formas. Nos Concursos Públicos, por exemplo, é provável que você já tenha visto que a interpretação está presente em questões matemáticas ou na descrição de uma pergunta da área de biologia.

Na Redação, então, a visibilidade é ainda maior. Assim, quem sabe interpretar melhor, tem mais chances de ir bem na redação. Saibam que, conforme os professores de cursinhos preparatórios para os concursos, os maiores erros na redação não é quanto à gramática e sim quanto à interpretação do enunciado. E, sendo tendo a redação um peso alto na prova total, é bom não marcar bobeira.

Os 5 erros mais comuns do Enem e as 10 melhores dicas para tirar nota máxima na redação

Por que a Interpretação tem que ser o 1º objeto a ser estudado? Porque quando maior for a nossa capacidade de compreensão, mais conseguiremos interpretar a leitura dos livros, as atividades e todas as outras fontes de informações que vamos utilizar durante o estudo no nosso dia a dia.

Logo, se você tem essas habilidades, ganha tempo. E, como a maioria dos concursos públicos são limitados pelo tempo, quando você consegue responder as questões mais rapidamente, você leva vantagem frente à outros candidatos, que, se não tiver essas habilidades, vai ficar mais tempo quebrando a cabeça para encontrar a resposta correta.

Tudo é uma questão de otimizar tempo, que resulta em melhor performance.

E tem outra coisa, quando você consegue interpretar o texto, com certeza, tem um alto nível de concentração. Isso é um baita de um benefício porque te dá mais capacidade na hora de criar uma escrita mais bem elaborada ou de conseguir encontrar as respostas corretas com mais facilidade. Aliás, se você interpreta bem, você não cai em pegadinhas.

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Pensando nisso tudo, listamos 10 itens que são primordiais e que devem ser feitos se você tiver habilidade para interpretar textos.

  1. Não leia o texto com pressa de se livrar dele,
  2. Separe, em cada parágrafo, a ideia principal,
  3. Tente perceber as relações de causa e efeito das expressões,
  4. Não dialogue com o autor,
  5. Valorize os enunciados,
  6. Anote os atributos apresentados no texto,
  7. Observe como cada parágrafo se comunica com os demais,
  8. Cuidado com as relações criadas pela banca examinadora,
  9. Não tente deduzir interpretações de segmentos especiais,
  10. Antes da prova, faça da leitura um hábito,
  11. Seja curioso e investigue as palavras desconhecidas,
  12. Aumente seu vocabulário com as Palavras Cruzadas,
  13. Faça exercícios de Sinônimos e Antônimos

Bem, para explicar porque esses itens são verdadeiros, vamos te mostrar com funciona a capacidade de interpretar.

A capacidade de interpretar textos

Se você já sabe dos benefícios de interpretar um texto, então, pode agora entender como funciona esse processo todo, que, na maior parte das vezes, acontece automaticamente. São 3 Etapas:

  1. Pré-compreensão: Acontece antes da realização da leitura propriamente dita e é importante porque já dá uma noção do assunto do texto que será lido. O aluno terá uma instrução prévia do assunto, o que abrirá caminho para uma interpretação mais leve, sem que haja dificuldades. Para ter essa pré-compreensão, o candidato precisa ter o hábito da leitura em diversos temas do cotidiano. É o famoso tema da “atualidades”.
  2. Compreensão: É a possibilidade de unir termos já conhecimentos previamente (pré-compreensão) com as novas informações descritas no texto. Logo, haverá a formação de uma ideia. Para otimizar essa capacidade, o candidato tem que continuar acompanhando o texto até o final.
  3. Interpretação: É a última etapa. É quando o candidato compreende por inteiro a leitura que fez, somada com a pré-compreensão e a compreensão do texto. É quando a ideia é gerada e é a possibilidade de colocar tudo que é referente ao texto em novas palavras, que são fornecidas espontaneamente.

É importante saber que a boa interpretação é a capacidade que temos de transmitir opiniões e pontos de vistas que sejam seus e que tenham o objetivo de ampliar sentidos ou complementar os fundamentos do texto.

No dia a dia e durante os estudos, o aluno precisa praticar algumas ações que vão atualizar ele e deixa-lo preparado para a hora da prova. Por exemplo: fazer exercícios diários sobre os temas estudados. Isso, além de contribuir muito para a memorização, também é uma ótima forma de ficar a par do que está acontecendo no mundo.

Depois, mais do que ler é preciso também questionar. Como fazer isso? Leia pequenos parágrafos e conte o que entendeu para si mesmo. Faça perguntas e responda. Ah, quando não conhecer alguma palavra ou termo, não ouse e busque ajuda em um dicionário. Pesquisar e anotar também são excelentes exercícios que vai te ajudar na compreensão do texto.

Se você não leu o texto ainda, faça isso agora: Como Ter um Desempenho Regular em Interpretação de Texto? Saiba que sim, o português é a matéria que mais cai nos concursos público. É a matéria número 1. Logo, independente da área que se quer conseguir uma vaga, vai estar lá o bom e velho português. 

Realizar uma leitura da forma correta

Acredite: a forma como você lê pode ser uma vantagem ou uma desvantagem para você. Ao ler um texto, normalmente, as pessoas fazem a leitura com a finalidade de identificar o assunto do texto, encontrando palavras desconhecidas, para depois iniciar a compreensão. Por isso, o 1º passo é ler o texto mais de uma vez, se não, o entendimento será superficial.

O ideal, então, é que se leia o texto várias vezes, quantas forem necessárias até a compreensão total. (Claro que em uma prova cronometrada, isso é, praticamente, impossível, então, a melhor opção é fazer um curso de memorização e de leitura dinâmica).

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Ao ler o texto, é preciso observar todos os detalhes e, inclusive, as entrelinhas. Existem dois tipos de questões interpretativas: a que remete à uma frase ou à um parágrafo e aquela que está voltada para a ideia geral do texto. Para ambos, é preciso ler o texto com atenção e compreendê-lo. Se não conseguir entender o contexto geral, volte, e leia novamente.

Ainda durante a leitura, é preciso ter em mente que vão existir perguntas (e inquietações) sobre os pontos de vista do autor. Então, identifique isso logo na 1ª leitura, o que agilizará a compreensão.

Na Prática…

Com certeza, depois de você ter lido todo esse texto, sabe que vai precisar fazer várias provas anteriores para treinar a sua interpretação de texto. Para tanto, anteciparemos uma questão para você notar como a interpretação é importante. Leia:

Pode dizer-se que a presença do negro representou sempre fator obrigatório no desenvolvimento dos latifúndios coloniais. Os antigos moradores da terra foram, eventualmente, prestimosos colaboradores da indústria extrativa, na caça, na pesca, em determinados ofícios mecânicos e na criação do gado. Dificilmente se acomodavam, porém, ao trabalho acurado e metódico que exige a exploração dos canaviais. Sua tendência espontânea era para as atividades menos sedentárias e que pudessem exercer-se sem regularidade forçada e sem vigilância e fiscalização de estranhos”. (Sérgio Buarque de Holanda, in Raízes).

Infere-se do texto que os antigos moradores da terra eram:

  1. Os portugueses.
  2. Os negros.
  3. Os índios.
  4. Tanto os índios quanto aos negros.
  5. A miscigenação de portugueses e índios.

(Aquino, Renato. Interpretação de textos, 2 edição. Rio de Janeiro : Impetus, 2003.)

Resposta: Letra C. Apesar do autor não ter citado o nome dos índios, é possível concluir pelas características apresentadas no texto.

Você já Ouviu falar de “Efeito Google”? Descubra como isso afeta a nossa Memória

E quando você precisa saber qual será o próximo feriado, como faz? Provavelmente, entra no calendário do seu celular. Mas, quando o assunto é temperatura e clima… Google! E a estação de metrô mais próxima? Google Maps. Viu uma frase em inglês e não entendeu bulhufas? Então, o Google Tradutor te ajuda. Pizza de Mussarela ou Muçarela? Google Now!

Se você respondeu de forma positiva todas essas questões, saiba que sua memória está muito avançada, ao menos, em comparação com a maior parte dos brasileiros, que não costumam lembrar-se desses números. Essa mudança de hábito, esse não lembrar mais um monte de coisa, faz parte do que os pesquisadores têm chamado de Efeito Google ou para alguns mais extremistas, Amnésia Digital.

Esses termos nada mais são do que sintomas de um comportamento cada vez mais comum, o de confiar todos os armazenamentos de dados importantes em dispositivos eletrônicos e à internet, ao invés de “guarda-los na cabeça”.

Quanto ao 2º termo – Amnésia Digital – ele é ainda mais polêmico. Para o neurologista Paulo Bertolucci, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ele não convém. “Amnésia é quando esquecemos de algo e na ‘Amnésia Digital’, no entanto, não chegamos nem a aprender, portanto, é impossível esquecer algo que escolheu nem se lembrar”, ele frisa.

Se a “Amnésia Digital” pudesse ser explicada em uma única frase, seria “é a experiência de esquecer informações que estão armazenadas em algum dispositivo que você confia, sendo de fácil acesso”.

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Leitura Dinâmica: como ela pode ser uma vantagem

Um dos principais motivos pelo qual a leitura dinâmica é uma vantagem é que vivemos na Era da Informação, assim, recebemos muitas informações todos os dias. E mesmo que não a lemos por inteiro, temos acesso através da internet e “perdemos” algum tempo ali até decidir se a leitura será útil ou não. Por isso, quanto mais notícias e informações conseguirmos assimilar diariamente, mais sucesso vamos ter.

A questão é que a maior parte das pessoas tem dúvidas: será que é possível triplicar a velocidade da leitura e ainda assim compreender e não esquecer o texto? A resposta você mesmo pode dar!

Existe uma forma de medir a velocidade da sua leitura, que usa a sigla PPM (Palavras por Minuto). Então, você pode fazer o teste para descobrir a sua atual velocidade. Selecione um livro qualquer e conte as palavras sequenciais em 5 linhas. Tire uma média de palavras por linha. Agora, tenha um cronometro por perto e pressione ao começar a leitura dessas linhas. Veja em quanto tempo você leu e repita isso em mais 2 páginas para ter uma média final.

Chegou ao resultado? Agora, saiba que se você leu algo em torno de 150 e 200 palavras por minuto, você é considerado um leitor comum, ou seja, que tem uma leitura lenta. Se conseguiu atingir entre 400 e 500 ppm, então, seu tempo está bom, mas pode melhorar. Por fim, se passou de 500 ppm, então, você sabe fazer o uso da leitura dinâmica.

O que é a Leitura Dinâmica

Para quem ainda não sabe, a Leitura Dinâmica é a forma como se lê. Enquanto a leitura convencional é feita de sílaba em sílaba, como aprendemos durante o período de alfabetização, a Leitura Dinâmica visa otimizar o tempo.

Leitura Dinâmica, Como Funciona?

Então, o grande segredo é saber ler rapidamente sem perder a compreensão do texto e para isso não precisa muito, a começar pela eliminação da vocalização e da subvocalização, que é essa leitura por sílabas, que acabamos de falar. Além disso, é só aumentar a visão periférica para a leitura e reduzir o tempo de parada ocular.

Vamos dar algumas dicas, abaixo, de exercícios para começar a usar a Leitura Dinâmica. Mas, se você quiser mesmo conhecer esse método e tem o interesse usá-lo a seu favor, vai precisar conhecer o curso FastRead do Renato Alves. Ele é um ícone no assunto e dá uma verdadeira aula sobre o tema. Clique Aqui!

Voltando aqui, para terminarmos esse tópico, saiba que para qualquer coisa nova é preciso tempo. Inclusive para criar um novo hábito de leitura. Fora isso, tem que haver investimentos em dedicação e comprometimento para dar certo. Existe uma curva de aprendizagem para ser percorrida, então, desistir, nesse caso, é para quem não tem o objetivo de vencer no concurso público.

5 Exercícios para treinar a Leitura Dinâmica

1 – Exercício da Musculatura Ocular – Erga os dedos das mãos na altura dos olhos, dando 30 centímetros de distância entre uma mão e outra. Você pode segurar um livro entre as mãos apenas para servir como régua e distanciar adequadamente as suas mãos.

A cada toque, olhe para a ponta de um dos dedos. Simples assim. Use toques cada vez mais rápidos quando sentir facilidade de realizar os exercícios. Os toques são apenas recursos para ditar o ritmo da prática e não são indicados para estudar.

2 – Exercício Ocular Um – O material deste exercício é uma folha com 80 palavras distribuídas em uma tabela de 20 linhas e 4 colunas. Levante-a até que a parte de cima fique à altura dos olhos. Ao toque do metrônomo, tente ler as 4 palavras de cada coluna na primeira linha da tabela.

Com o segundo toque desça o olhar para a linha debaixo e prepare-se para ler as 4 próximas palavras assim que o sino soar. Note que no início você não vai conseguir ler as 4 palavras de cada linha, mas com o treinamento haverá evolução e você vai conseguir ler cada vez mais palavras.

3 – Evite vocalizar as palavras escritas – Quando você lê casa e fala casa o tempo é maior do que quando você apenas lê casa. Para ler mais rápido, você precisa parar de ouvir o som das palavras, logo, tem que parar de falar as palavras enquanto as lê. Claro que isso vai precisar de tempo e repetição, mas é possível.

4 – Expanda o campo de visão – Se você lê silabicamente, procure ler palavra por palavra. Se você faz isso, treine com grupos de palavras. Você pode treinar essa técnica se afastando um pouco mais do texto e pode também usar os dedos para expandir a medida e aumentar o campo de visão.

5 – Pare com a Leitura Repetitiva – A maior parte do tempo que passamos lendo é gasto com frases e palavra anteriores. Com isso, nossa tendência é ir lendo, ir lendo, ir lendo até que em certo ponto precisaremos voltar para ver se lemos mesmo. Esse movimento na direção contrária é prejudicial para a velocidade da leitura. É o mesmo que dar 2 passos para frente e 1 para trás.

Então, para que isso não ocorra, o ideal é fazer o simples e usar um papel para tampar a visão do texto que você já leu. Logo, isso fará com que você pare, na marra, de voltar os olhos para o que já passou.

A importância da leitura dinâmica para o concurseiro

O aprendizado de técnicas de leitura dinâmica torna-se um diferencial que possibilita ler um maior volume de conteúdo em menor tempo. Oras, isso soa importante para um candidato de concurso público, que tem uma pilha de livros para ler e, em alguns casos, precisa conhecer todas as leis do Direito Constitucional?

O passo a passo para Estudar “Direito Constitucional” – #10 Técnicas para Memorizar Leis

A sugestão é que, se você ainda não tem prática com a leitura dinâmica, então, precisa reservar cerca de 15 minutos diários para começar a praticar. Aos poucos, é possível sentir os resultados positivos.

Não desista do seu sonho de ser um Servidor Público sem antes conhecer o curso do Renato Alves! Xxxx

No Relatório…

No Colégio Magno, zona sul da São Paulo, um relatório mostrou que metade dos erros dos alunos em simulados do Enem acontecia por dificuldade na interpretação de texto e não por desconhecimento próprio conteúdo em si. Conforme resultado da pesquisa e suspeita de muitos professores, “eles acertavam as questões mais técnicas e diretas, mas erravam aquelas que exigiam mais interpretação”.

7 Temas Imprescindíveis de Português para Concursos Públicos

“O estudo foi importante para que os demais professores soubessem que muitas vezes o aluno sabe o conteúdo, mas não entende o que foi pedido”, afirmou Valéria Aranha, coordenadora de Língua Portuguesa do colégio.

Para a professora, os alunos do ensino médio têm muita dificuldade em estabelecer relações entre as informações do texto e depois chegar á conclusão. “Quando a interpretação é mais refinada e complexa, há uma dificuldade”.

A carência acontece no ensino fundamental. Tanto é que no Colégio Pentágono, também em São Paulo, teve que adotar uma plataforma de leitura para os alunos. “Toda semana, as crianças têm como lição de casa ler uma reportagem e depois fazer atividades em um jogo online que avalia habilidades da leitura”.

“Ele consegue saber se essa criança é capaz de identificar informações primárias e secundárias, se soube relacioná-las. Dependendo da dificuldade constatada, novas atividades são propostas”, afirmou Adriana Bulbovas, coordenadora do colégio.

Super Memória, Cérebro Jovem e Técnicas de Memorização… Seja um dos poucos a saber Tudo Sobre Isso

O 1º ponto que podemos observar é que o uso das redes sociais é algo positivo. Assim, elas têm um impacto positivo sobre a nossa memória e o nosso cérebro, isso porque o organismo libera a dopamina quando estamos “navegando” nesse mundo. A dopamina, por sua vez, é uma substância neurotransmissora que causa a sensação de bem-estar.

Conforme opinião do Renato Alves, essa sensação é ainda maior quando o assunto debatido é sobre nós mesmos. “Ao falarmos de nossas experiências sentimos ainda mais prazer”. É aí que a memória se torna uma boa opção para aqueles que têm o objetivo de estimular a memorização.

Por quê? Oras, porque depois que você “publica” algo nessas mídias, as pessoas, com o tempo, comentam, curtam e compartilham. Assim, todas as vezes que você é notificado, você precisa “buscar na memória” o que houve, em que lugar aquilo foi publicado e quando foi. Toda essa busca faz com que você acesse as informações na sua mente. Isso é um baita estímulo, acredite!

Com informações da Exame, psicologiamsn e Globo

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