4 Passos para saber se o Ensino a Distância para Concurso Público funciona

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O Ensino EAD cresce de forma acelerada no Brasil. Os programas do Governo Federal tem sido os maiores impulsionadores, fazendo com que essa modalidade seja a que mais cresce. Seja as matriculas dos bacharelados, as licenciaturas, os cursos tecnológicos ou os cursos preparatórios para vestibular e concursos públicos.

Os motivos para isso parecem não ter fim: comodidade, flexibilidade, economias, e outros.

Conforme informações da Internet, a expansão desse ensino é dividido em 3 partes:

1 – A primeira geração do EAD foi caracterizada pelos cursos por correspondência. Nesse tipo de curso, o aluno recebia o material solicitado em casa, com conteúdos e exercícios a respeito do tema que seria estudado.

2 – A segunda geração do ensino a distância no Brasil veio a partir dos anos 1970, quando o foco principal ainda eram os materiais impressos, mas surgiram também fitas de vídeo, programas da televisão, etc.

3 – A terceira e última geração é classificada pelos dias atuais: a tecnologia está totalmente integrada, os alunos utilizam os mais diversos recursos de comunicação por meio de computadores conectados à Internet, e o número de adeptos cresceu muito.

Assim sendo, não há como negar que essa é modalidade, mesmo que nova, promissora. Agora, a pergunta que fica (e incomoda) é:

  • O Ensino a Distância para Concurso Público funciona?

A resposta para essa pergunta, as formas de conseguir êxito estudando EAD e as últimas notícias sobre essa área, você acompanha agora!

Governo Federal autoriza EAD para Educação Básica

O Governo Federal publicou uma portaria que autoriza a inclusão do Ensino a Distância (EAD) na Educação Básica, tornado mais flexível os parâmetros para a oferta de cursos à distância no ensino superior.

Agora, conforme decreto, as escolas de ensino fundamental podem oferecer essa modalidade de ensino para alunos específicos, deixando em aberto, inclusive, a utilização dessa forma de aprendizado para o ensino médio, técnica, educação especial e a educação de jovens e adultos.

A norma foi publicada no Diário Oficial da União.

Com isso, escolas do ensino fundamental, por exemplo, podem ministrar o ensino a distância para vários grupos, sendo que antes isso só era permitido em casos extremos e considerados “emergenciais”.

A fim de exemplificar a mudança, podemos observar casos de alunos que estejam matriculados nos anos finais do ensino fundamental e que “estejam privados da oferta de disciplinas obrigatórias no currículo escolar”.

Ainda conforme o decreto, a mudança vale para o estudante que está no exterior por qualquer motivo (viagem, passeio, estudo), já que eles podem ser transferidos para regiões de difícil acesso (como as missões em regiões de fronteiras).

Alunos que não conseguem frequentar a escola devido à problemas de saúde ou que moram em locais sem o atendimento escolar presencial, também vão ser beneficiados. Além das pessoas privadas de liberdade, que se enquadram nos critérios.

Assim sendo, para que o ensino a distância seja, de fato, colocado em prática na educação básica do país, ela precisará ser regulamentada pelos estados e municípios, sendo que eles precisam autorizar o funcionamento desses cursos.

Reprodução: Google

Para escolas federais, o decreto permite que cada instituição avalie o quadro.

Amábile Pacios é diretora da Federação Nacional das Escolas Particulares e avalia a mudança como positiva, já que democratiza o acesso a educação do país. Perguntada sobre pontos negativos, ela respondeu:

“O risco dessa medida é que a gente não conhece o caminho. O risco que todo educador apontará é o de perder a aprendizagem desse aluno no meio do caminho, de não estar controlando o ritmo de aprendizagem dele”.

Plano Nacional de Educação (PNE)

Para os defensores da medida, o PNE será beneficiado, levando em conta que uma de suas metas é elevar a taxa de matrícula no ensino médio à 85% da população de jovens entre 15 e 17 anos.

“Acho que flexibilizou mais. Vai ficar mais fácil atingir as metas do Plano Nacional de Educação”, disse Amábile.

“Essa flexibilização dá mais eficiência para o trabalho. Vem aí a mudança do ensino médio e, nessa implantação da etapa com cinco itinerários, você pode dar a opção da escola fazer parte desses itinerários a distância. Há municípios carentes, talvez o ensino à distância amenize”, confirmou o especialista, em entrevista ao Jornal O Globo.

Ensino Superior mais flexível

O decreto também flexibiliza os parâmetros para a educação a distância do ensino superior, já que atende à uma reivindicação das instituições que querem abrir novos polos educacionais, com um aparato que oferece apoio presencial, como bibliotecas e laboratórios.

Em resumo, a norma diminui a burocratização relacionada à essas inaugurações de novos pontos. Mesmo porque essa nova portaria deve estar vinculada aos indicadores de qualidade do MEC (Ministério da Educação).

Na prática, antes as instituições só poderiam ter o ensino a distância, se tivessem também o presencial. Agora, as universidades que quiserem oferecer tal ensino poderão estar credenciada ao MEC, apenas nessa modalidade. Isso para as instituições públicas.

“Acho extremamente importante e producente para o país. Ficar mandando uma comissão para avaliar um polo em uma cidade (como já é feito) é extremamente contraproducente. Gera custo, burocracia”, disse a presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (ABME).

Conforme apuração do jornal O Globo, atualmente existem quase 35% de pessoas que tem entre 18 e 24 anos matriculadas em universidades. O índice é distante da meta da PNE para 2024, ano em que essa taxa deverá ser de, pelo menos, 50%.

7 escolas que dão aula à distância para concursos

No final do ano passado, antes mesmo da aprovação da norma, a revista Exame publicou uma material listando 7 escolas que já davam aula a distancia com foco em concursos públicos. Agora, esse número deve aumentar significativamente.

Se você ainda não conhece essas escolas, nós vamos lista-las agora, mas, se você ainda não tem o hábito de estudar a distância, não se preocupe porque até o final do texto daremos algumas dicas de como conseguir fazer isso de forma simples.

Apenas para adiantar algumas informações, note que esse tipo de educação é considerada uma boa alternativa para quem não pode se preparar através de aulas presenciais com professores. A tecnologia é, portanto, um encurtador de caminho.

Já quanto aos cursos, eles podem ser de vários formatos: semipresenciais, totalmente online, interativos, com hora marcada, entre tantos outros modelos. Por isso, conhecer sobre eles é tão importante.

1 – Gran Cursos

Nessa escola, aulas são televisionadas ou com conteúdo online.

Os cursos feitos pela internet, por exemplo, custam em torno de 150 reais, o que gera uma economia de 30% se comparado com o preço dos cursos das aulas presenciais, que saem por pouco mais de 200 reais.

Já quanto às aulas televisionadas, elas podem ser opções, inclusive, dos alunos dos cursos presenciais, já que são transmitidas por satélite a partir de um estúdio, ao passo que alunos de várias filiais são beneficiados com tal recurso.

O material disponibilizado na rede online fica disponível durante 4 reprises , ou seja, o aluno pagamento poderá assistir ao material 4 vezes e isso poderá ser feito em qualquer horário e de qualquer lugar.

Informações dos cursinhos no site do Gran Cursos ou pelo telefone (61) 3031-7719.

2 – Complexo Damásio de Jesus

As aulas são telepresenciais também e indicadas para candidatos à concursos púbicos de diversas áreas. A transmissão é sediada em São Paulo e repassada para outras unidades do ensino.

No entanto, não há a possibilidade de estudar em casa, apenas na sede ou nos estúdios de onde serão transmitidas tais aulas. O suporte online é um reforço que pode ser usado no aprendizado.

Os cursos do Damásio saem por volta de 280 reais mensais.

Informações dos cursinhos no site do Damásio ou pelo telefone (11) 3164-6600.

3 – Federal Concursos

É para os concurseiros da Polícia Federal de São Paulo que não podem escolher o cursinho em período integral. Nessa opção, eles conseguem estudar disciplinas e módulos específicos para o concurso e a mensalidade é de 400 reais, na média.

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Os alunos pagantes, além de poderem assistir às aulas de forma presencial, também têm direito à 4 reprises das aulas que foram ministradas, sendo que elas são disponibilizadas em DVDs através das suas filiais.

A Federal Concursos Preparatórios está em várias regiões do país.

Informações dos cursinhos no site da Federal Concursos ou pelo telefone (11) 3285-5318.

4 – Curso Aprovação

É sediado no Paraná e tem mais de 15 mil alunos cadastrados. As aulas são cobradas por hora e os preços variam de 300 reais para cursos voltados para o Banco do Brasil, com 150 horas, mas pode chegar até 1,4 mil reais para concursos da Receita Federal, que tem mais de 700 horas.

3 Maneiras Infalíveis para ser Aprovado no Concurso do Banco do Brasil em 2017

Apesar de ser a distância, os alunos também devem se deslocar até a sede da instituição, onde a transmissão é feita ao vivo de Curitiba para todos os matriculados.

Um número importante é que o número de candidatos aprovados dos cursos à distância é maior do que os aprovados das aulas presenciais.

Informações dos cursinhos no site do Curso Aprovação ou pelo telefone (13) 3238-8327.

5 – Luiz Flávio Gomes

É um cursinho que custa, em média, 350 reais mensais e prepara os candidatos para as provas do setor jurídico, além do fiscal.

Ao todo são 12 canais de transmissões que distribuem as aulas de 15 estúdios diferentes, sendo que a maior parte está em São Paulo e outros em Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Maceió e Rio de Janeiro.

Para esse curso, o aluno também precisa ir até a filial para assistir as aulas e quem faz isso tem um desempenho 30% melhor, afirma a instituição. Para os diretores, esse resultado é causado pelo rigor da duração da aula à distância e o aprofundamento no assunto.

Informações dos cursinhos no site do LFG ou pelo telefone (11) 2121-4800.

6 – Cursinho Marcato

É um dos mais populares, já que o valor da mensalidade é de 200 reais. As aulas também são transmitidas por satélite, tanto no curso presencial quanto no à distância.

O aluno pode comparecer quantas vezes julgar necessário para passar nos concursos públicos.

O foco é na área jurídica.

Informações dos cursinhos no site do Marcato ou pelo telefone (11) 3103-2000.

7 – Cape

O Cape é especializado em concursos da policia militar e do corpo de bombeiros, além de ter a especificidade dos exames técnicos e militares.

As aulas são transmitidas em vídeo, sendo que o aluno tem a opção de assistir de casa, em horário marcado, assinando a planilha de presença como se fosse um curso presencial.

O valor também é mais popular, 150 reais por mês no ensino a distância e as vagas são abertas conforme os concursos vigentes e os editais publicados.

Informações dos cursinhos no site do Cape ou pelo telefone (11) 3357-5471.

Ensino à distância para concurseiros funciona? A resposta em 4 passos

Ainda que seja feito de forma presencial, o estudo de todo concurseiro precisa seguir um cronograma e uma rotina. É por isso que, cada vez mais, o estudo a distância tem se tornado uma ótima forma de aprendizado para o concurseiro.

Afinal de contas, com ele é possível definir a própria estratégia de estudo, com a coleta de materiais necessários, pesquisa em várias fontes, aumento de produtividade e a definição do melhor caminho a seguir.

O que se sabe é que, levando em conta a agilidade da vida atual, é possível imaginar que o estudo a distância torna-se uma alternativa para otimizar tempo sem perder a qualidade do estudo e do aprendizado.

No entanto, a maior parte dos especialistas recomenda que mesmo sendo “livre”, o estudante precisa levar esse perfil a sério, mesmo porque ao estudar a distância aumentam-se as chances de perder o foco e a concentração. (Vamos falar mais sobre isso no decorrer do texto).

1 – Disciplina

De fato, estudar a distância não é para os indisciplinados (e nem para amadores). Cumprir as horas pré-definidas e o cronograma do estudo, sem ter recaídas com as redes sociais ou o vídeo game é para os fortes.

Se você tem a vantagem de estudar na hora e quando você pode, faça isso. Mas faça mesmo. Corte o Facebook, o Twitter, o Blog, o Celular, o Video Game… Corte tudo que possa ser uma distração, ao menos, no horário do estudo.

Infelizmente, o que se sabe sobre a flexibilização do horário é que muitas pessoas, quando não tem disciplina, acabam criando a famosa postura da procrastinação. Se você não sabe o que é isso, vamos explicar de forma simples: é deixar tudo para depois e acabar por não fazer nada.

  • É aquele dia que não rende, sabe? Que você mais enrola do que estuda… Isso procrastinar.

Se você tem esse hábito, saiba que está perdendo uma boa oportunidade de estudar com bem menos qualidade. Aliás, está perdendo um bom tempo.

A grande diferença é que em um curso presencial, você terá uma cobrança real e verdadeira (pais, professores e colegas de turma), enquanto eu no EAD você já não deve tanta explicação assim para alguém.

Para se ter uma ideia, quando um aluno chega atrasado na sala de aula, fica com vergonha, normalmente e no EAD não há esse problema.

O fato é que estudar a distância requer muita disciplina.

2 – Preparação

Quem quer conseguir êxito estudando a distância precisa estar preparado para tal. Ou seja, não vá achar que nessa modalidade você estará cercado de amigos, professores e um corpo docente onde poderá trocar informações e experiências durante todo intervalo de aulas.

Nesse ponto, estudar EAD pode ser bastante solitário.

Assim sendo, para quem estuda a distância é recomendável realizar encontros semanais com outras pessoas que estejam na mesma situação. É a verdadeira “conversa de bar” ou, mais cientificamente chamado também de “grupo de estudos”. Essa parte é muito importante para quem está estudando sozinho.

3 – Qualidade

Como você tem notado, estudar a distância é bem mais complexo do que parece. É preciso disciplina e preparação, mas não só isso. A qualidade é fundamental.

Se você analisar em grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo, vai notar que há uma série de cursos preparatórios para concursos públicos, tanto a distância quanto presencial. E, dentre eles, há os bons e os ruins.

Mais do que isso, um mesmo curso pode ser bom em uma versão e ruim na outra. Principalmente quando é bom no modo presencial, mas falha no EAD. Isso ainda acontece com muita frequência porque essa é uma forma nova de aprendizado.

Reprodução: Google

Se pensar em pequenas cidades, essa interrogação se torna ainda maior, já que é muito raro encontrar acessos bons em cursos preparatórios.

Também, podemos analisar que a logística é bem simples: se o professor tem a chance de ministrar aulas para um grande número de alunos, na forma online, fica claro que ele vá preferir os grandes polos educacionais, deixando as cidadelas com menos referencias.

Se vai fazer EAD, preze pela qualidade, você já terá “problemas” demais para conseguir se manter fiel ao estudo.

4 – Valor

Na verdade, a questão do valor é o grande diferencial dos cursos online, já que os valores costumam ser bem mais baixo do que um presencial. Afinal, essa ideia também fica clara quando pensamos no custo da sala de aula, aparelhos eletrônicos, recepção, banheiros, etc.

Mesmo assim, conforme o concurso que você vai prestar e a demanda de interessados, o custo desses cursos pode ser bem mais caro do que você imagina. O mais aconselhável é fazer comparações entre o custo/benefício, sem deixar de lado, claro, a qualidade do estudo.

Curiosidade: Graduação e Pós-Graduação EAD

Como estamos falando da educação a distância vale pensar também nos cursos de graduação e pós-graduação, que no Brasil já são reconhecidos pelo MEC há algum tempo – diferente do ensino básico, que começou a valer neste ano.

As dicas e as regras para quem estuda a distância é a mesma para quem vai prestar concursos públicos. Ambos precisam ter os tópicos listados acima, sem deixar de lado, ainda, o planejamento do estudo, que deve incluir as datas das provas, por exemplo.

Os dados são muitos novos, mas para se ter uma ideia, conforme informações do Censo de Educação Superior do MEC, no começo deste ano foram confirmados 2 milhões de pessoas matriculadas no ensino a distância, o maior crescente desde 2011, ano que aconteceu o crescimento da área.

Outra diferença dessa modalidade para o ensino superior e para os cursos preparatórios, é que as graduações tem o diploma do MEC, o que pode ser de grande valor educacional para currículo profissional. Lógico que essas “faculdades” também demanda mais tempo e não são apenas cursos, de qualquer a ideia é mostrar que a modalidade vem ganhando mercado.

Então, sendo reconhecido pelo MEC, o concurseiro, além de estudar cursos preparatórios, pode fazer também uma graduação e receber o diploma para entrar na carreira desejada, se ela exigir tal formação acadêmica.

Outros estudos, mas ainda informais, tem mostrado que muitas pessoas que já tem uma formação acadêmica, acabam usando o ensino EAD para dar um novo horizonte na vida profissional, realizando cursos mercadológicos ou novas disciplinas.

Com informações do O Globo, revista Exame

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