Chega de ter Medo de Dar Branco na Hora de Prova! Entenda como funciona a Curva do Esquecimento!

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Esquecer… Esquecimento… Dar Branco… Quando isso acontece, a maioria das pessoas fica inconformada. A chave do carro que estava ali em cima da mesa, sumiu! O pendrive que não sai de dentro da mochila, não está mais lá. E o bendito dinheiro para pagar a academia, que você havia separado, onde foi parar? Se você esquece desses objetos e acha isso algo muito ruim, imagine, agora, não se lembrar daquela fórmula que você tanto estudou… É algo muito irritante.

E é exatamente sobre isso que vamos falar hoje: O Esquecimento. Ou, para afunilar ainda mais o assunto, vamos falar da Curva do Esquecimento! Por que, para você já entender logo de cara, funciona assim: primeiro você começa a esquecer de coisas que aprendeu no mês passado, porém, com o passar do tempo, você pode começar a esquecer de coisas que estudou ontem. E isso, sim, é muito preocupante.

É um ciclo interminável, é como começar do zero todos os dias. E, vamos combinar, fazer isso às vésperas de uma prova, não é nada conveniente. Por isso é tão importante estudar a memória, o esquecimento, as técnicas e tudo mais que envolva o cérebro e sua performance durante as provas.

As 7 Melhores Dicas de Memorização para Ser Aprovado Ainda Esse Ano

Por que, pare para pensar um instante… Quando você começa a esquecer dessas pequenas coisas, começa a ficar com medo. O medo de dar um branco, pode afetar o seu desempenho, que, por sua vez, pode te fazer ficar muito ansioso, que, aliás, pode aumentar a pressão familiar, e aí, a decepção se tornará inevitável. É uma bola de neve, um ciclo vicioso, que, se não for “estudado” e “entendido” pode ser decisivo e tornar-se um empecilho na sua vida estudantil.

O lado bom desse texto começa agora: isso tudo tem solução! E é mais fácil do que você imagina! Antes, saiba que esse medo e esse esquecimento são comuns em todos os estudantes, seja os concurseiros ou aqueles que focam no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). E, de ante mão, vale explicar que a culpa não é sua, explicitamente, é da forma como a informação pode ser processada e memorizada.

O interessante (ou desinteressante) é que nem na escola de educação infantil, nem no fundamental ou médio aprendemos algo sobre isso. Aliás, nem mesmo nos cursos preparatórios ou nas universidades. Os métodos e as técnicas de memorização funcionam, gente. É fato consumado e comprovado. Não há irregularidades em aprendizados que facilitem o armazenamento do conhecimento na memória.

Por que, então, as escolas não ensinam isso? Bom, não queremos polemizar hoje, então, vamos deixar essa resposta para outro artigo!

Reprodução: Google

Em resumo, tudo está relacionado com a forma como nosso cérebro memoriza as informações. Vamos começar com a explanação do assunto. Por isso, a partir de agora, prestem muita atenção, combinados? E vamos começar pelas definições, assim tudo ficará mais fácil de ser compreendido!

Por que nós esquecemos certas informações?

Conforme análises e pesquisas de neurocientistas, esquecer é um processo natural e muito importante para manter a sanidade mental. A 1ª comprovação: se você já se esqueceu de algo, fique tranquilo. É porque seu cérebro está em bom funcionamento. Por sinal, você já tentou imaginar se conseguisse lembrar-se de tudo que acontece todos os dias na sua vida? Haja memória, não é, pessoal? 2ª constatação: somos humanos e não computadores!

Assim, sendo humanos e não tendo capacidade de armazenar tudo o que acontece na vida, usamos, biologicamente falando, um processo natural combinado a partir de critérios e seleção. Porém, esse tema é muito extenso e vamos resumi-lo. O que você precisa entender é que o esquecimento é um processo natural.

Com isso, e também comprovado pelos cientistas, o cérebro começa a esquecer gradativamente das informações, logo após recebe-las. 3ª comprovação: quando você fica algum sem estudar alguma matéria, você tem a sensação de que tudo que estudou foi deletado da sua mente. Você sabe que já viu aquilo, mas não tem nenhuma noção sobre.

Em 1985, o psicólogo e filósofo Hermann Ebbinghaus fez uma descoberta importante: ele identificou os momentos exatos do decréscimo na porcentagem de retenção de informações. Tchan Tchan Tchan (aqui, tente imaginar uma música de suspense. Rs)… Eis que estamos falando da Curva do Esquecimento! Como podemos notar, a descoberta é antiga, mas os efeitos são atuais.

Posteriormente à Hermann, outros estudiosos comprovaram que a Curva do Esquecimento é a principal causa pela perda de grande parte das informações aprendidas e que afeta a nossa capacidade de lembrar aquilo que estudamos ou aquilo que buscamos. Sabendo disso, como já falamos, ficou comprovado que começamos a esquecer das informações logo depois que a recebemos.

Como funciona, de fato, a Curva do Esquecimento?

Didaticamente falando a Curva do Esquecimento interfere nos seus estudos da seguinte forma: imagine que você vá para uma aula sobre um assunto que nunca viu (ou que tenha pouco conhecimento) durante 60 minutos. Ao término da aula, o seu cérebro terá absorvido, no máximo, 75% das informações que você estudou.

Esse é o 1º fato para entender a curva. O nosso cérebro não tem informações suficientes para entender 100% da matéria que estamos estudando, isso porque, como avisamos, é a primeira vez que você está vendo aquela matéria. Depois disso, o processo de esquecimento começar a entrar em declínio e de forma progressiva, sendo assim:

  • Ao término da aula: você aprende 75% do conteúdo,
  • 10 minutos depois: você perde mais 30% do que estudou,
  • Em 24 horas: você lembrará apenas 22% do que aprendeu na aula,
  • Posteriormente há 7 dias: você se lembrará apenas de 10% da matéria,
  • 30 dias após o estudo: segundo o estudo, você já terá esquecido todo material estudado.

E aí, voltamos para a estaca zero, como falamos no começo do texto. Você vai precisar estudar tudo de novo! Esse, sem dúvidas, é o maior sabotador dos seus estudos! Então, qual a solução: estudar apenas 1 mês antes de acontecer a prova ou o concurso? Claro que não, afinal, você não terá tempo suficiente para absorver tudo que é exigido nos editais.

Aprenda a usar a memória com inteligência

A Conclusão é que, conforme opinião dos especialistas, se você não fizer alguma coisa para reter a matéria na memória até o dia da prova, ela será, naturalmente falando, esquecida. Independente de qual curso você faça ou como estuda, se você não tiver uma boa estratégia para superar e vencer a Curva do Esquecimento, então, definitivamente, ela vai destruir os seus esforços e os seus sonhos!

Estratégia Número 1: Revisões Programadas

A revisão programada, para valer a pena, precisa ser feita em momentos certos, respeitando o funcionamento do cérebro e levando em consideração, inclusive, a ação da curva do esquecimento. Isso não é uma perca de tempo, ok? Se você quer conhecer os verdadeiros ladrões de tempo na hora do estudo, aguarde um pouco, porque temos um tópico especifico falando disso ao final do texto.

As funcionalidades dessas revisões são as seguintes: reativação da memória, assimilação das informações mais importantes (lembre-se que tudo é uma questão de prioridades) e aumenta a retenção daqueles 75% iniciais aprendidos durante a aula. Então, de fato, perde tempo quem não faz a revisão programada porque, assim, se você não fizer, vai precisar estudar toda a matéria novamente, como falamos acima.

Os 4 Erros Graves no Estudo

A 1ª revisão que deve ser feita é imediatamente após o contato inicial com a matéria, antes mesmo de passar para uma próxima disciplina ou tópico de estudo. A 2ª revisão precisa ser feita nas 24 horas seguintes ao contato inicial com a matéria. A outra revisão deve ser feita uma semana após o estudo… Bom, até aqui você já notou que estamos seguindo a curva do estudioso Hermann, não é?

E assim deve ser! Essa é a forma correta de fazer revisões programadas. Sendo que quando você atingir 30 dias após o contato inicial com a matéria, deverá fazer as revisões mensalmente, até a data da prova. “Quanto mais você revisar, mais você vai lembrar-se durante a prova”. Por sinal, a 1ª revisão pode ser feita em aproximadamente 10 minutos, enquanto que as posteriores não levarão mais do que 5 minutos!

Estratégia Número 2: Não há regras

Parece contrário. E é! Porque a estratégia que citamos tem muita chance de dar certo, afinal, é um estudo global e, na prática, deu certo. Porém, é preciso levar em conta também os seus aspectos pessoais. Afinal, um mesmo remédio para dor de cabeça não faz o mesmo efeito para todas as pessoas, por exemplo.

Você deve levar em conta itens como a quantidade de matérias a ser estudas e revisadas, a sua disponibilidade de tempo (sobre isso vamos falar abaixo), as suas metas periódicas, a densidade do seu material de estudo e suas anotações. São esses e outros fatores que vão ser determinantes na hora de você revistar o conteúdo, isso sem contar ainda com a sua experiência com os estudos e o seu bom senso.

Reprodução: Google

Gabriel Granjeiro é diretor do GranCursos e afirma que: “O maior desafio do concurseiro, portanto, não é tanto a quantidade de conteúdo e de disciplinas a serem vencidas, mas a capacidade de chegar ao fim do plano de estudos com tudo estudado, lido, relido, treinado e na ponta da língua”.

Curva de Aprendizagem

Esse é apenas um adendo para falar de outro conceito, também descrito por Ebbighaus. Para muitos especialistas é um sinônimo da Curva do Esquecimento e a definição parece ser um pouco mais afinca, conforme o próprio estudioso:

“Serve para explicar o comportamento competitivo de setores de rápido crescimento, nos quais, a todo momento que a experiência é acumulada dobra, os custos deveria reduzir em até 30% em razão da economia de escala gerada. A Matriz Boston Consulting Group (BCG) é justamente para analisar a curva de experiência”.

Essa representação é do nível cognitivo e determina uma atividade ou ferramenta. Normalmente, o aumento na retenção de informações é mais aguda após as tentativas iniciais, e então, gradualmente, se equilibra, o que significa que cada vez menos informação nova é retida após cada repetição.

Os Maiores Ladrões de Tempo do seu Estudo

Como promessa é dívida, cá estamos nós para falar sobre os ladrões de tempo do seu estudo. Afinal, no texto descrito acima, você aprendeu como reter mais do seu estudo e evitar ter aquele branco na hora da prova. Mas, vocês tem que concordar que, na maior parte das vezes, de acordo com os editais de concursos e as orientações das provas de finais de semestres, o tempo parece, sempre, ser curto demais para estudar tudo, não é?

Essa é outra questão que também pode ser solucionada e que, também como a Curva do Esquecimento, pode ser compreendida facilmente. Após essa leitura, temos certeza de que você não vai mais usar as seguintes “desculpas”: Se eu não trabalhasse tanto, Se eu não tivesse que cuidar de casa, Se eu não tivesse que cuidar dos filhos ou Se eu não tivesse tantas coisas para fazer…

Por que, você sabe, quando o assunto é estudo a qualidade é mais importante do que a quantidade!

Assim, é possível concluir, logo no começo da explicação que é possível conciliar a rotina de trabalho e pessoal com os estudos e nem sempre a falta de tempo vai ser responsável pelo seu sucesso (ou fracasso). A questão é como você utiliza o seu tempo para estudo: de que forma faz isso? Bem, se assim não fosse, como explicar o fato que a grande maioria dos concursados são pessoas que intercalavam o estudo com o trabalho?

Napoleão Bonaparte já dizia que “Há ladrões que não nos castigam, mas que nos roubam o bem mais precioso: o tempo”.

Então, chega de enrolação e vamos ver como a vida moderna está influenciando o nosso tempo de estudo. Afinal, antes de tornar público esses ladrões, é preciso que vocês entendam vão precisar usar o bom senso e a organização como aliadas na luta contra esses invasores de privacidade. Mesmo porque eles estão escondidos nos lugares mais secretos. Vamos aos fatos!

1- Internet

E nem precisa fazer muito suspense para esse tópico, aliás, ele já era de conhecimento de todos. Se você está habituado a ficar algum tempo na internet, sabe muito bem que a previsão do tempo é algo incalculável porque os feeds aparecem constantemente e tudo pode ser uma atrativo para desvincular a sua a atenção.

Como, então, não cair nessa armadilha? Reserve um horário para acessar à internet e saiba aonde vai buscar as informações que você precisa. Evite acessar o seu login, apesar por acessar. Se não tiver um objetivo para isso, não faça. O mesmo vale para o e-mail: crie um hábito de respondê-lo apenas um horário do dia.

Por fim, e se você ainda tem muita dificuldade em se desconectar da internet, use um cronometro. Se o seu tempo permite 1 hora do dia para assuntos extras na internet, faça um cronometro e siga esse planejamento, a fim de evitar maiores problemas com a falta de tempo para o estudo.

2 – Celular

Esse item também está relacionado com a internet, mas ele tem algumas particularidades já que é móvel e muito mais prático. Normalmente, ocorre o seguinte: o aluno está estudando, lendo algum livro ou apostila, quando ouve o barulhinho tão famoso do seu querido celular. É imediato, natural, espontâneo: ele pega o aparelho para ver qual é o assunto do dia. Esse ato é viciante e toma muito do seu tempo.

A dica é: pegue o seu smartphone e ponha na opção “não perturbe”. Na maioria deles é possível selecionar apenas as chamadas de algumas pessoas que vão apitar no seu celular apenas em casos emergenciais. Ou seja, o ideal é que fique tudo desligado, exceto a ligação da mãe, do pai, do marido, do filho ou da esposa. O restante, acredite, não é tão importante que não possa esperar alguns minutos.

Reprodução: Google

Uma curiosidade é que as pessoas têm o costume de deixa-lo no vibracall, uma função que tira o som dele, porém o movimenta, vibrando, literalmente. Mas saibam que, por menor que seja o movimento, ele é capaz de tirar a sua atenção. Essa interrupção do raciocínio atrapalha a sua aprendizagem. Então, não use essa função.

Resumidamente, se for possível, desligue o seu celular ou então deixe-o na função de “não perturbe”. Para mais sabe, deixe o longe da sua mesa de estudo para que nenhuma luz ou vibração o atrapalhe.

3 – Interrupções

Nesse ponto, tudo vai fazer parte do seu planejamento de estudos. Se você mantém um horário e local certo para o estudo já vai saber que quando chegar ali, o foco é o estudo. Então, faz jus a isso. Evite marcar compromissos nesse horário, mesmo que seja médicos ou alguma reunião importante. Aquele tempo é precioso e você, provavelmente, o destinou para os estudos porque sabe dessa importância.

Acredite nisso também: 1 ou 2 minutos de conversa com o seu companheiro de quarto é suficiente para tirar toda a sua atenção da matéria. E aí está a novidade: segundo pesquisas, o seu cérebro pode demorar até 20 minutos para se concentrar novamente no estudo. No fim das contas, você perdeu bem mais do que 2 minutos!

Por isso, siga a regra: hora de estudo é hora de estudo. Define um horário e local e faça cumprir essa meta para o bem da sua saúde mental.

Outra coisa que faz parte do seu planejamento e que pode tomar muito do seu tempo é o fato de saber (ou não) o que estudar! Não adianta você dedicar uma parte do seu dia para os livros, se você não sabe o que vai estudar ou por onde começar. Trace objetivos e defina períodos. Isso é muito importante. Escolhas as fontes corretas, inclusive. Esse, na verdade, pode ser o seu maior diferencial frente aos outros candidatos.

4 – Estudo da Memória

Em uma ordem cronológica, Ebbighaus foi o segundo pesquisador a estudar a memória. Antes dele, apenas Aristotele havia falado de tal tema com a obra “On Memory and Reminiscence”. Hermann, no livro “Uber das Gedachtnis” descreve seu trabalho, que posteriormente foi reeditado com o título de “Memory: A Contribution to Experimental Psychology”.

Depois, William James publicou o “The Principles of Psychology”. Já no século XX, vários modelos de memória fora apresentados, um deles é o Atkinson-Shiffrin, da década de 60. Depois, vieram os modelos de processamento por níveis, o de Tulving e o Paralelo.

Renato Alves foi o primeiro brasileiro a receber através de homologação oficial, o título de melhor memória do Brasil pelo ranking Brasil, o livro dos recordes nacionais. A conquista inédita foi resultado da aplicação de um método próprio de memorização que o permitiu gravar uma sequência de 110 palavras aleatórias e número com 110 dígitos aleatórios em 4 minutos.

Reprodução: Google

Ele foi o primeiro recorde brasileiro de memorização. A técnica que desenvolveu foi batizada de Método Renato Alves e tornou-se referencia em treinamentos de aprendizagem acelerada.

Qual a Melhor Técnica de Memorização para ser Aprovado em um Concurso?

Para passar em concursos públicos, não basta estudar muito, mas, principalmente, é preciso saber memorizar os conteúdos estudados. E isso só é possível quando alcançamos altos níveis sobre a capacidade de armazenar aquilo que é importante, exercitando o cérebro e treinando a memória. É dessa forma que Estudar a Memorização vai te Ajudar em Concursos.

Se você não acredita, saiba que 9 em cada 10 estudantes aprovados em concursos estudam “algo”, que não se ensina nos cursinhos preparatórios. Aliás, o que os especialistas afirmam é que: “nem sempre o mais inteligente ou o que estudou mais é o que passou”. Então, definitivamente, não importante, necessariamente, o quanto você estudou e sim como fez isso. Continue Lendo…

Com informações do QueroSerConcursado

Chega de ter Medo de Dar Branco na Hora de Prova! Entenda como funciona a Curva do Esquecimento!
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