Vai Prestar Concurso Público em outra Região? 7 Dicas Rápidas

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A grande oportunidade que está escondida atrás de um concurso público tem a ver com a mudança na vida pessoal e profissional, além da segurança financeira.

Só que para conseguir alcançar esse objetivo, o aluno tem que se planejar muito. E a situação se complica quando as provas acontecem em outras cidades ou estados.

A manobra é desafiadora!

Para se ter uma ideia, os concursos mais buscados pelos candidatos são de tribunais, magistratura federal e procuradorias (estaduais e municipais).

Se analisarmos os grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo, fica claro que a concorrência para tais cargos é muito grande. Isso faz com que muitas pessoas optem por buscar oportunidades em outras regiões, pensando, claro, na relação candidato-vaga.

No Final do Artigo, Bônus – Mudar de Cidade por um Concurso Público Vale a Pena?

Marcelo Marques é especialista no assunto de concurso público e diz que algumas partes do Brasil, como o Sul e o Nordeste, fretam conduções para levar os alunos às outras cidades para participarem de exames.

Normalmente, ele afirma, a parceria é feita entre o curso preparatório e a prefeitura local.

“Hoje já tenho conhecimento de caravanas sendo formadas pelos próprios alunos”, diz.

Mas, no geral, é necessário reservar um valor para o deslocamento. Além de todo planejamento no dia que antecede a viagem. Estudar a banca organizadora deve fazer parte desse cronograma, levando o estilo de cada prova.

Passar em Concursos Públicos estudando a Banca Examinadora – Como? Descubra!

O que os alunos buscam

Debora de Lima Silva busca editais para os tribunais – “estudo há 1 ano e meio e viajo em busca de concursos para os tribunais estaduais e regionais”.

José Daniel de Lacerda conta que já viveu experiências para participar de concursos – “prefiro locais de grande movimentação e normalmente divido com outros candidatos”.

Ele conta que nunca teve dificuldades em dividir quartos e considera importante manter o convívio social com outros concorrentes – “trocamos dicas construtivas sobre outros concursos”.

7 Dicas Rápidas para quem vai Prestar Exames em outras regiões

Quem precisa viajar para prestar provas de concursos públicos precisa tomar muito cuidado para não cometer erros simples, mas que podem tirar o candidato da disputa.

1 – A Hora Certa

Toda viagem, por mais curta que seja, exige investimento financeiro. Portanto, se você acha que ainda não está preparado para concorrer àquela vaga, então, o ideal é aguardar um momento mais propício.

Sobre isso, é totalmente necessário fazer uma análise críticas dos seus estudos e ter consciência de que estará pronto para fazer o exame – com bom desempenho. Sim, você não precisa gabaritar a prova, mas tem que estar, pelo menos, acima da média.

Se estiver preparado o suficiente, então, resta tirar da cabeça a vaga ideia de que “está jogando dinheiro fora” caso seja reprovado.

O lado emocional é muito importante também e talvez sua falha tenha sido nesse sentido. Nunca se esqueça de que toda prova é um aprendizado e consertar os erros é o passo para o sucesso.

2 – O Local Certo

Se você não sabe o local da prova, já começou errado.

É a partir disso que você começa a evitar problemas.

Saiba que na maior parte das vezes, os alunos que vão viajar para prestar exames em outras cidades, encontram dificuldades na hora de encontrar um local para se hospedarem.

Esse lugar, normalmente, tem que ser próximo ao centro ou áreas de maior movimentação de transporte público – se o candidato não for fazer a viagem de carro, por exemplo.

A dica, para os dias atuais, é usar os grupos de redes sociais e aplicativos de celular para encontrar outras pessoas dispostas a ajudar com dicas de locais baratos, tranquilos e, também, os que não são recomendados.

3 – A Melhor Hospedagem

O candidato precisa se atentar também ao local onde ficará hospedado caso seja necessário passar alguma noite fora de casa – isso costuma acontecer quando o concurso público é feito em outro estado.

Nesses casos, o estudante não precisará ficar refém do edital e pode ir pesquisando o local antes do dia da publicação – inclusive, avaliando o transporte também.

Acredite, em regiões onde há exames concorridos, os hotéis com melhores preços ficam esgotados rapidamente.

Os especialistas não recomendam, mas muitas pessoas optam por usar albergues. O ideal, para esses casos, é que se escolha locais individuais para que se tenha uma boa noite de sono.

4 – Cuidado com o Transporte

As provas acontecem aos domingos, geralmente, e isso quer dizer que você precisará estar atento ao transporte público, que nesta data fica reduzido e com horários especiais.

Busque informações e alternativas de locomoção – para este caso, também vale a pena pesquisar e usar aplicativos de transporte coletivo.

Há ainda a possibilidade de andar de táxi, nesse caso, porém, os gastos podem aumentar exponencialmente.

Ainda sobre o transporte, vale muito a pena buscar conhecimento sobre outros candidatos, porque assim será possível combinar caronas e a divisão de gastos.

Uma dica é deixar uma lista na recepção do hotel, por exemplo, onde cada pessoa que for fazer a prova insere seus dados e a comunicação fica mais fácil.

5 – Quando Viajar

Essa também é uma grande dúvida, mas que tem uma resposta totalmente pessoal.

Leve em conta que viajar é uma atividade cansativa e, portanto, o fato não deve ser subestimado. Seja de ônibus ou avião, o candidato vai precisar dispor de energia e tempo.

Logo, o indicado é nunca chegar ao local do exame com apenas algumas horas de antecedência. O planejamento tem a ver com chegar um dia antes, conforme recomendação de professores e especialistas.

Se a prova é no domingo, como geralmente acontece, é ideal é chegar à cidade no sábado para que sobre tempo para o descanso e diminua a ansiedade e a pressão do aluno.

Deixar para viajar “em cima da hora” pode causar preocupação, atraso e aí existem grandes chances de tudo dar errado.

6 – O que fazer no dia anterior à prova?

Tudo vai depender de candidato para candidato – se você chegou um dia antes e está seguro de tudo que estudou, o ideal é conhecer a cidade, relaxar, passear. Isso ajuda no fator emocional e psicólogo, o que é muito importante.

Se você está inseguro, pode tirar o dia para fazer as famosas revisões periódicas.

O ideal, para todos os candidatos, é deixar de dormir tarde, evitar alimentos pesados, gordurosos ou que podem causar problemas na digestão. Bebida alcoólica não é recomendável.

Se você para vai para o nordeste prestar a prova, deixe para o final da prova para experimentar o famoso Acarajé, por exemplo. Já que a comida, se não for habitual para você, pode causar estranhamento do estômago.

7 – A alimentação ideal

No dia da prova, a alimentação ideal tem a ver principalmente com o almoço, que normalmente fica um pouco antes do início do exame. O ideal é fazer uma alimentação leve e periódica – a cada 3 horas.

Evite os vendedores ambulantes e opte pelos alimentos saudáveis e práticos, com as frutas.

Se o seu exame é feito em dois períodos, tente se concentrar em cada um como se fosse uma prova distinta, ou seja, não se abata se foi mal no período da manhã e nem fica exaltado com o resultado positivo.

Outros Cuidados para quem vai prestar provas fora do Estado

Como foi mostrado aqui, viajar para prestar prova de concurso não é nada fácil e está longe de ser considerado um passeio turístico. Em um falamos de trabalho e em outro, de lazer. Obviamente, são bastante diferentes.

A viagem requer planejamento financeiro e pessoal, além do emocional.

Além de todos os tópicos acima, temos ainda que considerar outros pontos.

A documentação, por exemplo, é um fator importante. Ou seja, o candidato precisa saber exatamente sobre quais os documentos necessários para entrar no local de prova (normalmente, RG ou outro pessoa com foto) e o cartão de confirmação da inscrição.

O candidato também precisa levar o comprovante de pagamento.

Além disso, a recomendação dada ao candidato é levar dinheiro em espécie, já que nem todo lugar vai aceitar o pagamento feito com o cartão de débito ou de crédito. Lembre-se que você vai precisar comer fora, pagar hospedagem e passagens.

Por fim, também é interessante que o aluno seja precavido com a sua saúde, levando em conta problemas como dor de dente, enxaquecas, enjoos em viagens… Para todos os casos, recomenda-se fazer exames cardiológicos e neurológicos com antecedência.

E levar medicamentos de uso diário ou alguns que poderão ser usados para tais doenças que podem vir a aparecer.

Recomendam-se analgésicos, aqueles que atuam contra enjoo e vômitos e evitam-se outros que possam causar sonolência, como os anti-inflamatórios e os relaxantes musculares.

De qualquer maneira, a melhor dica é ir ao médico especialista com alguns dias de antecedência.

Reprodução: Google

Mudar de Cidade por um Concurso Público Vale a Pena?

A grande questão é saber se a estabilidade do setor público e o salário serão suficientes para compensar os gastos que você vai ter longe de casa… Será?

Para quem já passo por experiência, o sacrifício vale a pena!

O G1 entrevistou algumas dessas pessoas, confira o que elas disseram.

Carolina Dias Tocalino

Formada em moda e economia, Carolina prestou concursos após várias tentativas de encontrar o emprego ideal e com um bom salário. Após três provas, passou como analista judiciária no Tribunal Superior do Trabalho.

Foi para Brasília para assumir o cargo.

“Trabalho sete horas por dia e tenho um salário bom. Numa empresa privada, talvez tivesse que trabalhar 12 horas por dia. Estou gostando bastante porque minha qualidade de vida é ótima”, afirma.

Para conseguir o êxito, Carolina ficou estudando 10 horas todos os dias até o dia do exame.

Para ela, a maior dificuldade é ficar longe da família.

“Fico meio sozinha, mas acho que é assim mesmo até formar um circulo de amizades. No começo, a gente fica com medo de não gostar da cidade, não fazer amigos. Sinto falta da família, mas tudo compensa pelo fato de estar trabalhando”.

Marcelo de Andrade Mota

O veterinário está em Brasília há 6 anos, desde que passou no concurso do Ministério da Agricultura.

A família toda de Marcelo está no Ceará, mas quando passou no concurso, ele estava em Belo Horizonte, fazendo o doutorado.

“Fiquei em dúvida se continuava o doutorado ou vinha para Brasília. Na época não tinha outras coisas para ponderar. Acabei vindo e terminei o doutorado depois”, ele conta.

Adaptar-se à Brasília foi difícil, mas ele garante que valeu a pena.

“A cidade é muito boa em termos de segurança, o clima é agradável. Sinto falta do mar, de família e de ter uma identidade maior com o lugar. Mas hoje eu não sei se sairia daqui, não identifico outra posição onde teria uma qualidade de vida tão boa”.

Cibele Moreira Chamorro Navarro

Cibele passou no concurso pública da Polícia Rodoviária Federal e saiu do Rio de Janeiro para fazer o curso de formação em Belém (PA).

Ela nunca havia pensado em mudar de estado, mas quando viu o bom salário para policial e a estabilidade proporcionada, não pensou duas vezes – se preparou para o concurso por dois anos, sabendo que poderia ir para o Mato Grosso ou no Pará.

“Estou crescendo e aprendendo muita coisa”.

Esse é o primeiro emprego dela, que mora com uma colega de curso em um apartamento alugado em Belém. Com a família, ela fala por telefone, mas já está preparada para mudar de estado quando for preciso.

Nem sempre vai valer a pena…

Fábio Gonçalves é especialista em concursos públicos e garante que antes de o candidato decidir mudar de estado é preciso se questionar sim sobre a remuneração – se ela não valer a pena, dificilmente o concurso também valerá.

“Muitas pessoas moram com a família ou em casa própria e têm vários benefícios na cidade de origem. Quando passam em um concurso e vão para outra cidade, percebem que, com os novos gastos, terão um poder aquisitivo menor”, ele avalia.

“Por isso, é muito importante fazer as contas. Às vezes, vale mais a pena continuar se preparando para um concurso mais próximo”, garante.

“Se for um concurso com várias opções de localidade, é melhor escolher uma localidade que o candidato goste. Se ele gosta de praia e sol e não se adapta ao frio, não seria uma boa opção concorrer a vagas no Sul do país, por exemplo”, observa.

Geralmente, na opinião de Gonçalves, os concursos para vagas da área fiscal em nível superior e os de tribunal para nível médio costumam valer a pena.

Cláudio Borba é professor de direito tributário e revela uma realidade pouco falada:

“Alguns alunos meus passaram para auditor da Receita Federal em Rio Branco (AC), tiveram depressão no começo, mas acabaram se acostumando. O prestígio que se tem nessas localidades mais distantes ajuda na adaptação das pessoas”.

Curiosidade – Qual é a Nota de Corte do Enem para estudar em Portugal?

É 26 o número de universidades portuguesas que aceitam a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como forma de ingresso para o ensino superior. Este é um número crescente que está acompanhando o interesse dos estudantes brasileiros em ir para as terras lusitanas.

O objetivo deste artigo é justamente esse – de trazer esclarecimentos, de forma geral, sobre a aprovação de alunos no Concurso Especial de Acesso e Ingresso do Estudante Internacional.

A base foi tirada de dados para o Ano Letivo de 2017/2018, a partir da 1ª fase, na Universidade do Algarve (UAlg).

Nessa faculdade, a nota mínima obtida para ingresso foi de 10 enquanto que a máxima foi de 15,6.

Claro que isso vai depender de cada curso, do processo seletivo, da variação das notas – tudo isso pode mudar de ano para ano. Inclusive, até mesmo a fase é importante, já que a maior parte das instituições de ensino superior portuguesas abrem três fases de candidatura.

“Portugal hoje é um país com universidades muito boas, reconhecidas lá fora. Nomeadamente, a de Lisboa e a de Porto se destacam em tecnologia”, diz o estudante em Doutorado Jamil Farkatt.

“Temos aqui a oportunidade de trabalhar com docentes portugueses que têm experiências nos Estados Unidos, em Londres… O corpo docente português é um corpo docente top class”, afirma.

Como Estudar em Portugal usando a Nota do Enem

Entre as 26 universidades portuguesas, destaca-se a Universidade do Minho (UMinho), que tem 19 mil alunos nas cidades de Braga e Guimarães – sendo uma das principais instituições de ensino superior em Portugal e que tem, atualmente, 500 alunos brasileiros.

Carla Martins é pró-reitora de Internacionalização da UMinho, que faz intercâmbio. Ela diz que essa viagem estudantil beneficia os alunos, docentes, pesquisadores e até mesmo os moradores das cidades.

“Os estudantes brasileiros, ao vir para a Universidade do Minho, têm a oportunidade de estudar em um país que não é o seu de origem, e isso traz todas as vantagens de eles terem uma experiência de internacionalização porque achamos que é muito importante para uma universidade ter no seu campi alunos de várias nacionalidades”, ela diz.

“Nesse momento, temos cerca de alunos de 80 nacionalidades, o que faz com que este seja um ambiente muito cosmopolita, multicultural”, disse Clara em entrevista à Agência Brasil.

As notas que os estudantes brasileiros tiram no Enem servem para classificar os alunos que vão concorrer às vagas.

Na Universidade do Minho, por exemplo, essas vagas representam 20% do total. Conforme Clara, no sistema português, há um conjunto de provas específicas que os alunos têm que prestar e as notas do Enem substituem as desses exames.

“Por exemplo, se ele quer engenharia, tem que fazer o exame de matemática, física e química. No caso dos alunos brasileiros, como o Enem tem várias provas, o que acontece é que nós aproveitamos as provas que eles fizeram e damos ponderações diferentes para cada uma das dimensões das provas”, ela comenta.

Assim, as provas feitas no Brasil são usadas, mas com parâmetros de ponderação portugueses para efeitos de cálculos.

“Os estudantes brasileiros vão entrar no âmbito do Estatuto do Estudante Internacional, para o qual há vagas específicas. Eles não competem com alunos nacionais, competem com alunos de outras nacionalidades”, ela lembra.

“Ao aceitar a nota do Enem, significa que os estudantes brasileiros, a partir do momento em que fazem a prova no Brasil, estão em condições de concorrer aos cursos da Universidade do Minho”, garante Carla Martins.

Bônus – Concursados podem ser transferidos de Cidades?

Na real, um professor que trabalhe em um município normalmente não pode ser transferido para outra cidade – isso porque ele prestou concurso em função do munícipio no qual é efetivo.

Na teoria, é impossível um professor trocar de município se ele for funcionário público através de concursos municipais.

O que pode acontecer é ele ser transferido de uma escola municipal para outra, ou seja, da mesma regionalidade.

Há de se considerar que existe a transferência de profissionais da educação da cidade, mas não do estado. Em Minas Gerais, por exemplo, permite-se a transferência somente em casos previstos por lei.

Tudo está na Lei 869/1952, no decreto 45.794/2011 no artigo 38.

Agora, é importante considerar que a transferência também não é permitida em alguns cargos, conforme o portal do servidor de Minas Gerais, como:

  • Advocacia Pública de Atividades Jurídicas,
  • Agente de Segurança Socioeducativo de Defesa Social,
  • Atividades de Tributação, Fiscalização e Arrecadação,
  • Técnico Fazendário de Administração e Finanças,
  • Analista Fazendário de Administração e Finanças,
  • Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental,
  • Polícia Civil de Minas Gerais.

Portanto, no caso do professor, para conseguir a transferência de escola, ele precisará preencher o requerimento de transferência e entregar na Secretaria de Planejamento e Gestão.

Com informações do G1, Superprof e noticiasconcursos

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